Futuro CEO da SAF, Thairo Arruda defende humildade, gestão financeira e investimentos em infraestrutura para reconstruir a credibilidade do clube pernambucano
O Santa Cruz apresentou as primeiras diretrizes de gestão para a temporada de 2027. Em publicação nas redes sociais neste domingo (1º de novembro), Thairo Arruda, futuro CEO da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) tricolor, destacou três pilares para a nova fase do clube: humildade, gestão e visão de longo prazo.
O primeiro objetivo será consolidar o Santa Cruz na Série B do Campeonato Brasileiro, competição que o clube voltará a disputar após conquistar o acesso em 2026.
A princípio, ao apresentar o planejamento, Thairo defendeu uma reconstrução gradual, sem promessas de resultados 7imediatos ou tentativas de pular etapas.
Humildade, gestão e visão orientam o planejamento
O primeiro pilar apresentado pelo executivo é a humildade. Segundo ele, o Santa Cruz precisa estabelecer como prioridade a permanência e a consolidação na segunda divisão nacional antes de pensar em objetivos maiores.
Na área administrativa, o compromisso anunciado é manter salários, comissões técnicas e demais obrigações rigorosamente em dia.
“Fazer o básico bem feito, com seriedade e disciplina”, escreveu Thairo.
O terceiro ponto envolve o planejamento de longo prazo, com investimentos em infraestrutura e reconstrução da credibilidade institucional do clube.
Além disso, o dirigente também afirmou que o trabalho será conduzido sem promessas mirabolantes ou atalhos.
Nova gestão prepara o Santa Cruz para a Série B
A declaração ocorre em um momento de reorganização do futebol tricolor. Após conquistar o acesso em 2026, o Santa Cruz iniciou a preparação para uma temporada com calendário mais exigente.
Neste domingo, o clube também confirmou Zé Ricardo como treinador para 2027. O departamento de futebol conta ainda com Eduardo Freeland como executivo e Raphael Rezende na função de consultor de scout.
Assim, a próxima etapa será a montagem do elenco. A diretoria já iniciou o mapeamento do mercado e trabalha na reformulação do grupo que conquistou o acesso à Série B.
SAF e recuperação financeira são desafios da nova fase
A reorganização do Santa Cruz também depende da implantação da Sociedade Anônima do Futebol, que tem a Matix Capital como grupo investidor e Thairo Arruda como futuro CEO.
A operação ainda precisa superar etapas jurídicas e administrativas para ser formalizada.
Contudo, o desafio financeiro é significativo. Informações apresentadas pelos dirigentes em setembro apontavam uma dívida estimada em R$ 350 milhões. Na mesma ocasião, foi anunciado um aporte imediato de R$ 6 milhões para auxiliar no pagamento de obrigações de curto prazo e nas negociações com credores.
Naquele momento, a liberação do recurso ainda dependia de questões jurídicas relacionadas à transição da SAF;

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Infraestrutura também está entre as prioridades
Portanto, além da reorganização financeira e da montagem do elenco, o Santa Cruz busca melhorar as condições de preparação da equipe.
Representantes do clube visitaram o centro de treinamento do Retrô, em Camaragibe, para avaliar a possibilidade de utilizar a estrutura durante a temporada de 2027.
Além disso, a iniciativa faz parte da preparação para o retorno à Série B, que exigirá maior organização esportiva e administrativa.
Ao apresentar os três pilares, Thairo Arruda resumiu a proposta da nova gestão: “A ambição é grande. Mas os pés seguem no chão”.
Afinal, o cumprimento dessas diretrizes será um dos principais desafios do Santa Cruz na temporada em que tenta iniciar uma nova etapa de sua história.



