O Fortaleza segue invicto no returno da Série B e mantém vivo o sonho do acesso, mas o desempenho na noite desta segunda-feira (12) deixou o técnico Paulo Autuori profundamente insatisfeito. Após o empate por 2 a 2 com o CRB, na Arena Castelão, o treinador não poupou críticas à própria equipe.
“Demos Sorte”
Antes de mais nada, Autuori foi direto ao analisar a partida. De acordo com ele, o Fortaleza não jogou bem e contou com a sorte para construir a vantagem parcial no primeiro tempo.
“Quando a equipe não funciona coletivamente, a responsabilidade é só minha. Não adianta falar de jogador. Jogamos mal, foi o pior jogo. Demos sorte de conseguir o segundo gol, sorte. Fomos felizes nisso, porque não jogamos e deixamos o adversário jogar. Não conseguimos fazer o que programamos, e, quando é assim, a responsabilidade é de quem lidera.”
— Paulo Autuori, técnico do Fortaleza
A princípio, o lance citado pelo treinador aconteceu na reta final do primeiro tempo, momentos após o Fortaleza sofrer o empate por 1 a 1. O volante Pedro Castro, do CRB, acabou marcando um gol contra bizarro, de cabeça, que garantiu a vantagem parcial do Tricolor no intervalo. Na segunda etapa, porém, o Leão voltou a ser vazado e cedeu o empate por 2 a 2.

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Os números da Série B que preocupam
O desempenho como mandante tem sido o principal ponto de frustração. Com Autuori, o Fortaleza acumula seis empates em sete jogos em casa — números que explicam as vaias ouvidas no Castelão.
| Indicador | Número |
|---|---|
| Jogos em casa sob Autuori | 7 |
| Empates em casa | 6 |
| Público no Castelão | Quase 30 mil |
| Resultado contra o CRB | 2 a 2 |
Sobre as vaias
Após o apito final, os torcedores presentes ao Gigante da Boa Vista protestaram com fortes vaias. Questionado sobre as manifestações, Autuori foi objetivo: seu trabalho é encontrar soluções.
“O que o torcedor pensa ou não, eu não tenho que achar nada. Eu tenho que achar solução, é o meu trabalho. Cada um sabe o que faz individualmente e coletivamente. A torcida, lógico, não estamos conseguindo os resultados em casa. Foi um jogo ruim que fizemos. Já fizemos outros jogos que o domínio foi todo nosso, mas neste não. Aplausos e vaias têm a ver com o rendimento. Se vencer, vai ser aplaudido, e não pode andar com o nariz em pé por isso. Se jogar mal, é vaiado e não pode botar a cabeça pra baixo.”
— Paulo Autuori
O que vem pela frente
Apesar da insatisfação, o Fortaleza segue invicto no returno e mantém o sonho do acesso vivo. No entanto, a sequência de empates em casa — especialmente contra adversários teoricamente mais frágeis, como o CRB — acende um alerta.
Para o torcedor, a sensação é de que o time deixa pontos preciosos pelo caminho. Para Autuori, a responsabilidade é sua — e a solução precisa vir rápido.
O Leão do Pici volta a campo em breve, e a missão é clara: transformar empates em vitórias e, assim, manter vivo o sonho de retornar à elite do futebol brasileiro.


