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Praias do Nordeste sob gestão municipal têm de prestar contas; entenda

As prefeituras que assumiram a gestão das praias e das orlas da União têm até o dia 12 de dezembro para encaminhar ao Governo Federal um relatório com dados sobre as condições ambientais, o uso, ...
REDAÇÃO ELISEU, da Agência NE9
21 de outubro de 2026 - às 08:21
Atualizado 21 de outubro de 2026 - às 08:21
3 min de leitura

As prefeituras que assumiram a gestão das praias e das orlas da União têm até o dia 12 de dezembro para encaminhar ao Governo Federal um relatório com dados sobre as condições ambientais, o uso, a infraestrutura e a forma de gestão dessas áreas.

A princípio, o documento também precisa incluir informações sobre as áreas de uso comum com exploração econômica. Em suma, são dados de como estão os calçadões, praças e parques públicos. Além disso, também devem conter ações realizadas pelo município ao longo do ano.

Como funciona a adesão

Antes de mais nada, o Brasil tem 279 municípios litorâneos. Desses, 80 assinaram com a União o Termo de Adesão à Gestão de Praias. Na prática, esses municípios passam a receber qualquer receita gerada pelo uso dessas áreas. Em contrapartida, se comprometem com a fiscalização e com a elaboração de um plano integrado desses espaços.

IndicadorDados
Municípios litorâneos no Brasil279
Municípios que aderiram ao Termo de Adesão à Gestão de Praias80
Prazo para envio do relatório à União12 de dezembro
Conteúdo obrigatório do relatórioCondições ambientais, uso, infraestrutura e forma de gestão
Informações adicionais exigidasÁreas de uso comum com exploração econômica (calçadões, praças e parques) e ações realizadas no ano
Contrapartidas do municípioFiscalização e elaboração de plano integrado
Benefício do municípioReceita gerada pelo uso dessas áreas

O que o termo abrange — e o que fica de fora

Ao mesmo tempo, as áreas abrangidas pelo Termo de Adesão à Gestão de Praias são a parte da areia, o calçadão e a parte usada por banhistas. Não estão incluídas as chamadas áreas de marinha — um pedaço de terra que vai desde o último ponto onde a maré atinge até 33 metros em direção ao continente.

Vista de Baía Formosa
Vista de Baía Formosa. Foto: Eliseu Lins

A polêmica das áreas de marinha

Os terrenos de marinha também são áreas públicas da União e estão no centro de uma polêmica por causa da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 2/2022, conhecida como PEC das Praias, de autoria do deputado Arnaldo Jordy (Cidadania-PA).

A proposta prevê a transferência de parte dessa área de marinha para estados, municípios ou particulares. A medida recebeu muitas críticas por permitir a privatização de áreas que dão acesso às praias — um debate que corre em paralelo à gestão compartilhada das orlas já em curso nos 80 municípios que aderiram ao termo.