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Pernambuco recebe nova planta de biometano com investimento de R$ 258 milhões

O estado de Pernambuco deu mais um passo na transição energética com a inauguração de uma nova planta de biometano no Ecoparque Jaboatão. O projeto é liderado pela Orizon, que investiu cerca de R$ 258 ...
Eliseu Lins, da Agência NE9
6 de abril de 2026 - às 09:53
Atualizado 6 de abril de 2026 - às 09:53
4 min de leitura

O estado de Pernambuco deu mais um passo na transição energética com a inauguração de uma nova planta de biometano no Ecoparque Jaboatão.

O projeto é liderado pela Orizon, que investiu cerca de R$ 258 milhões na unidade.

A princípio, a iniciativa posiciona o estado como destaque no uso de resíduos sólidos para geração de energia renovável, ampliando alternativas sustentáveis para abastecimento industrial e doméstico.

Quem é a Orizon e qual o seu segmento

A Orizon atua no setor de gestão de resíduos e geração de energia limpa, com foco na transformação de lixo urbano em soluções energéticas.

Seu modelo de negócio envolve:

  • operação de ecoparques
  • tratamento de resíduos sólidos urbanos
  • produção de biogás e biometano
  • soluções para descarbonização

A empresa vem ganhando espaço no Brasil ao unir sustentabilidade e infraestrutura energética, um dos segmentos mais estratégicos da economia atual.

Como funciona a produção de biometano

A nova planta utiliza o biogás gerado pela decomposição de resíduos orgânicos para produzir biometano — um combustível renovável.

O processo envolve:

  1. captação do biogás em aterros sanitários
  2. purificação do gás
  3. transformação em biometano de alta qualidade

A unidade tem capacidade de produzir cerca de 108 mil m³ por dia, utilizando resíduos gerados por aproximadamente 2,5 milhões de pessoas de cidades como:

  • Recife
  • Jaboatão dos Guararapes
  • Cabo de Santo Agostinho
  • Vitória de Santo Antão
  • Moreno

Ao todo, são cerca de 3,5 mil toneladas de resíduos por dia convertidas em energia.

Integração com a rede de gás

O biometano produzido será distribuído pela Copergás, sendo injetado diretamente na rede existente de gasodutos.

Uma das principais vantagens é que o combustível:

  • pode ser usado na infraestrutura atual
  • não exige adaptações técnicas
  • substitui parcialmente o gás fóssil

Benefícios ambientais e econômicos

A nova planta traz ganhos importantes para o estado:

  • redução das emissões de gases poluentes
  • aproveitamento de resíduos urbanos
  • geração de energia limpa
  • fortalecimento da economia circular
  • atração de investimentos sustentáveis

Além disso, empresas que utilizam o biometano podem avançar em metas de descarbonização sem perder eficiência operacional.

Expansão e futuro do setor

A Orizon já estuda ampliar o projeto com sistemas de liquefação, o que permitiria levar o biometano para regiões fora da malha de gasodutos.

Ao mesmo tempo, o financiamento da obra contou com apoio do Banco do Nordeste. Dessa forma, reforça o papel do crédito público no desenvolvimento de projetos sustentáveis.

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Assim, a inauguração da planta consolida Pernambuco como um dos estados que lideram a agenda de energia limpa no Nordeste. Desse modo, age especialmente na integração entre gestão de resíduos e produção energética.

Portanto, o investimento da Orizon mostra como inovação e sustentabilidade podem caminhar juntas. Afinal, mais do que tratar lixo, o projeto transforma um problema urbano em solução energética — e coloca Pernambuco em posição estratégica no futuro da energia no Brasil.

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.