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Nordeste lidera casos de possíveis crimes eleitorais, revela PF

A Polícia Federal divulgou nesta segunda-feira (26) o balanço preliminar de ocorrências relacionadas a possíveis crimes eleitorais no segundo turno das eleições. No total, 86 casos foram registrados em 21 unidades da federação, com a ...
REDAÇÃO ELISEU, da Agência NE9
27 de outubro de 2026 - às 07:51
Atualizado 27 de outubro de 2026 - às 07:51
4 min de leitura
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Mais de 33 milhões de eleitores deixaram de ir à urna neste 1º turno. em todo o Brasil.

A Polícia Federal divulgou nesta segunda-feira (26) o balanço preliminar de ocorrências relacionadas a possíveis crimes eleitorais no segundo turno das eleições. No total, 86 casos foram registrados em 21 unidades da federação, com a Paraíba aparecendo no topo da lista, com 11 ocorrências. Antes de mais nada, esse número é maior do que em estados como Minas Gerais (9) e Rio de Janeiro (5).

Os números dos registros policiais no 2º turno

Do total de 86 casos, a PF instaurou 13 inquéritos policiais e lavrou 64 termos circunstanciados de ocorrência. Outros seis flagrantes seguiam em análise até o fechamento do balanço. Entre os tipos de ocorrência mais frequentes, 38 envolviam possíveis violações ou tentativas de violação do sigilo do voto. A princípio, este é de longe a categoria mais numerosa.

Em seguida aparecem 24 casos de propaganda eleitoral irregular, oito de desordem nos trabalhos eleitorais e seis de desobediência eleitoral. Além disso, também foram registrados episódios de danos a urnas eletrônicas e suspeitas de votação em nome de terceiros.

Onde os casos ocorreram

Em resumo, os registros se espalharam por 21 unidades da federação. A distribuição é desigual: a Paraíba concentra 11 casos, seguida por Minas Gerais (9), Sergipe (8), Bahia (5), Pernambuco (5) e Rio de Janeiro (5).

Na faixa intermediária aparecem Alagoas, Espírito Santo e Mato Grosso, com quatro cada; Acre, Distrito Federal, Piauí, Paraná e São Paulo, com três cada; e Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Rio Grande do Norte e Rondônia, com dois cada.

Santa Catarina registrou um caso. A ausência de estados como Rio Grande do Sul, Goiás e Amazonas no balanço preliminar também é um dado a se observar — os números são dinâmicos e podem mudar com novas ocorrências e atualizações dos sistemas da PF.

IndicadorNúmero
Total de casos registrados no 2º turno86
Inquéritos policiais instaurados13
Termos circunstanciados de ocorrência lavrados64
Flagrantes em análise6
Violações ou tentativas de violação do sigilo do voto38
Propaganda eleitoral irregular24
Desordem nos trabalhos eleitorais8
Desobediência eleitoral6
Unidades da federação com registros21
Estado com mais casosParaíba (11)
Bens e valores apreendidos no 2º turnoR$ 41.420
Inquéritos instaurados em 2026 (até 26/10)1.629
Inquéritos em andamento em 20262.483
Total apreendido em 2026Quase R$ 52 milhões
Inquéritos por violência política contra a mulher104 em andamento

Apreensões e o acumulado do ano

Entre os materiais recolhidos estão celulares, equipamentos de informática e aparelhos de som. Estes são itens típicos de ocorrências envolvendo boca de urna, propaganda irregular e transporte de eleitores.

O balanço do segundo turno, porém, é uma fração pequena do que a PF acumulou ao longo de 2026. Até as 9h30 desta segunda-feira (26), a instituição havia instaurado 1.629 inquéritos relacionados a crimes eleitorais no ano, com 2.483 inquéritos ainda em andamento na mesma data. Assim, o valor total de bens e valores apreendidos em ações ligadas a crimes eleitorais chegou a quase R$ 52 milhões. Em suma, este volume indica que as investigações eleitorais de 2026 não se resumem a episódios isolados no dia da votação.

Ao mesmo tempo, os dados também incluem investigações sobre violência política contra a mulher, prevista no art. 326-B do Código Eleitoral. Ao longo do ano, há 104 inquéritos em andamento nessa categoria, número que reflete tanto a tipificação mais recente do crime quanto o aumento de denúncias.

Agentes da Polícia Federal em ação. Foto: Governo Federal
Agentes da Polícia Federal em ação. Foto: Governo Federal

O que observar daqui para frente

A PF ressalta que os números são dinâmicos e podem sofrer alterações em razão de novas ocorrências, investigações e atualizações dos sistemas da instituição. Na prática, isso significa que o balanço do segundo turno tende a crescer nos próximos dias, à medida que os flagrantes em análise sejam convertidos em inquéritos ou termos circunstanciados. A concentração de casos na Paraíba — 11 de 86, mais de 12% do total — é o dado mais curioso do levantamento e deve render perguntas sobre o que aconteceu no estado no domingo de votação. Para o restante do país, o acumulado do ano sugere que o volume de investigações eleitorais em 2026 já supera com folga o de pleitos anteriores. Desse modo, impulsionado tanto pela maior capilaridade das denúncias quanto pelo endurecimento da legislação sobre violência política.