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Mata Atlântica tem quase 40% de redução no desmatamento

A saúde das nossas florestas e biomas está no epicentro de um estudo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Esse “check-up” anual feito por satélites para medir quanto de sua vegetação nativa foi perdida? ...
Redação, da Agência NE9
12 de janeiro de 2026 - às 10:50
Atualizado 12 de janeiro de 2026 - às 10:50
4 min de leitura

A saúde das nossas florestas e biomas está no epicentro de um estudo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Esse “check-up” anual feito por satélites para medir quanto de sua vegetação nativa foi perdida? Pois é, e os resultados de 2024 acabaram de sair e mostra uma redução de quase 40% no desmatamento da Mata Atlântica.

A princípio, os dados oficiais mostra como anda a vegetação natural nos seis grandes biomas do Brasil. A grande tendência foi de queda no desmatamento, o que é uma excelente notícia!

Especialistas acreditam que isso mostra que as políticas de proteção ambiental e os acordos para uma produção mais responsável estão funcionando. É um esforço conjunto do governo, setor produtivo e sociedade que está dando resultado.

O Retrato dos Biomas em 2024

Para ficar mais claro, olhe esta tabela que mostra como cada bioma se saiu:

BiomaO que aconteceu em 2024?Porcentagem de Mudança
Mata AtlânticaMaior redução no desmatamento🔻 Queda de 37,89%
AmazôniaForte redução na área florestal🔻 Queda de 28,09%
CerradoRedução significativa🔻 Queda de 25,76%
PampaMenos vegetação nativa suprimida🔻 Queda de 20,08%
PantanalAumento na perda de vegetação🔺 Aumento de 16,5%
CaatingaAumento na perda de vegetação🔺 Aumento de 9,93%

O Lado B: A preocupação com a Caatinga e o Pantanal

Enquanto a maioria dos biomas comemora, dois deles acenderam um sinal de alerta: Caatinga e Pantanal.

  • Caatinga: Foi na contramão da tendência nacional e viu a perda de sua vegetação nativa crescer quase 10%. Esse bioma único, que só existe no Brasil, é extremamente importante para a biodiversidade e para o equilíbrio climático do Nordeste.
  • Pantanal: A situação foi ainda mais crítica, com um aumento de 16,5%. A maior planície alagável do mundo, famosa por sua rica vida selvagem, continua sob grande pressão.

Esses números mostram que não podemos baixar a guarda. A proteção ambiental precisa ser forte e constante em todos os biomas, não apenas na Amazônia e no Cerrado. A Caatinga e o Pantanal, com suas características únicas, também demandam atenção e políticas específicas para a sua conservação.

Como esses números são Calculados?

Você deve estar se perguntando: como eles sabem disso tudo? A resposta está no céu! O INPE usa satélites para fazer um monitoramento detalhado. Primeiro, um sistema identifica automaticamente áreas onde a vegetação parece ter sido removida. Depois, técnicos especializados analisam essas imagens para confirmar se realmente houve desmatamento. É um trabalho de alta tecnologia a serviço da nossa natureza.

A Mata atlântica passa por todo o litoral do Nordeste.

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E agora?

Os dados são um termômetro da nossa relação com o meio ambiente. Eles nos dizem onde estamos acertando e, principalmente, onde precisamos correr atrás do prejuízo.

A queda geral é um alento e um incentivo para continuarmos no caminho certo. Mas o aumento na Caatinga e no Pantanal é um recado claro: a vigilância e o cuidado devem ser para com todo o território nacional.

Preservar nossos biomas é garantir água, clima equilibrado, alimentos e um futuro saudável para todos. A notícia de 2024 é um passo na direção certa, mas a jornada continua.

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