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Margem Equatorial atrai atenção global e será vetor de desenvolvimento para o Nordeste

A Margem Equatorial brasileira vem ganhando destaque no cenário internacional como uma das principais fronteiras energéticas do mundo. Em reportagem publicada nesta semana, a revista britânica The Economist ressaltou o potencial estratégico da região para ...
Eliseu Lins, da Agência NE9
22 de dezembro de 2025 - às 06:45
Atualizado 22 de dezembro de 2025 - às 06:45
4 min de leitura

A Margem Equatorial brasileira vem ganhando destaque no cenário internacional como uma das principais fronteiras energéticas do mundo.

Em reportagem publicada nesta semana, a revista britânica The Economist ressaltou o potencial estratégico da região para o crescimento econômico do Brasil, apontando projeções positivas para a produção de petróleo e seus reflexos na economia nacional nos próximos anos.

A Margem Equatorial compreende a faixa litorânea dos estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Pará e Amapá, área que vem despertando o interesse de grandes players globais do setor de energia.

De acordo com a publicação, as reservas brasileiras em exploração já vêm impulsionando o país no ranking mundial de produtores de petróleo, tendência que deve se intensificar até o fim da década.

Brasil entre os maiores produtores do mundo

Segundo a análise da The Economist, o Brasil caminha para ocupar posição ainda mais relevante no mercado internacional de energia.

A princípio, a revista destaca que, até 2030, os campos do pré-sal devem colocar o país como o quarto maior produtor mundial de petróleo, consolidando sua importância geopolítica e econômica.

No caso específico da Margem Equatorial, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estima que a região possa concentrar mais de 30 bilhões de barris de petróleo, dos quais cerca de 10 bilhões seriam tecnicamente recuperáveis. Esse volume posiciona a área como uma das mais promissoras novas fronteiras exploratórias do planeta.

Situação atual e avanços regulatórios

Atualmente, a Margem Equatorial está em fase de licenciamento ambiental, estudos técnicos e planejamento operacional, com foco em garantir exploração responsável, alinhada às exigências ambientais e às melhores práticas internacionais.

O debate envolve órgãos reguladores, setor produtivo e governos estaduais, com atenção especial à proteção dos ecossistemas marinhos e costeiros.

Dessa maneira, apesar dos desafios, o interesse mundial cresce à medida que o Brasil avança na estruturação do marco regulatório e na atração de investimentos para pesquisa, exploração e futura produção.

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Benefícios diretos para o Nordeste

Para o Nordeste, a exploração da Margem Equatorial representa uma oportunidade histórica de transformação econômica e social no curto e médio prazo. Entre os principais benefícios esperados estão:

  • Geração de empregos qualificados e indiretos, especialmente nas áreas de engenharia, logística, serviços e tecnologia;
  • Fortalecimento da cadeia produtiva regional, com impacto positivo sobre portos, estaleiros, transporte e indústria de apoio;
  • Aumento da arrecadação de royalties e participações especiais, ampliando a capacidade de investimento dos estados e municípios;
  • Desenvolvimento de infraestrutura estratégica, incluindo portos, rodovias, bases operacionais e centros de pesquisa;
  • Integração com a transição energética, possibilitando investimentos em inovação, gás natural e projetos complementares de energias renováveis.

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Perspectivas para o futuro próximo

Especialistas apontam que o Nordeste poderá vivenciar, já nos próximos anos, um novo ciclo de crescimento. E tudo isso associado à energia, semelhante ao observado em outras regiões produtoras do país. Afinal, a combinação entre potencial energético, localização estratégica e demanda global coloca a Margem Equatorial no centro das atenções do mercado internacional.

Portanto, com planejamento, responsabilidade ambiental e coordenação entre os entes públicos e privados, a Margem Equatorial tende a se consolidar como um dos principais motores do desenvolvimento brasileiro na próxima década, com impactos diretos e duradouros para o Nordeste.

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.