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Mais um nordestino pode virar titular do Brasil na Copa

Após repetir pela primeira vez a escalação inicial nesta Copa do Mundo de 2026, o técnico Carlo Ancelotti será obrigado a mexer na Seleção Brasileira. E a grande novidade pode vir do Nordeste. Com a ...
Eliseu Lins, da Agência NE9
2 de julho de 2026 - às 10:16
Atualizado 2 de julho de 2026 - às 10:16
4 min de leitura

Após repetir pela primeira vez a escalação inicial nesta Copa do Mundo de 2026, o técnico Carlo Ancelotti será obrigado a mexer na Seleção Brasileira. E a grande novidade pode vir do Nordeste.

Com a lesão muscular de Lucas Paquetá, que dificilmente retornará durante o Mundial da América do Norte, o italiano precisa encontrar um substituto à altura para o confronto das oitavas de final contra a Noruega, no próximo domingo (5), em Nova Jersey. E o favorito para herdar a vaga é o meia Danilo Santos, natural de Salvador (BA), que pode se tornar mais um nordestino a brilhar com a Amarelinha em uma Copa do Mundo.

Danilo Santos é o Favorito para Substituir Paquetá

De acordo com informações da comissão técnica, Danilo Santos é o nome mais cotado para ocupar a vaga deixada por Paquetá. O jogador, que atua no Botafogo, tem características semelhantes às do camisa 8 lesionado: boa chegada ao ataque, qualidade na saída de bola e capacidade de pressionar a saída adversária.

Ao mesmo tempo, a opção por Danilo mantém o esquema tático com três meio-campistas, estrutura que Ancelotti vem utilizando desde o início da competição. O técnico italiano já havia repetido a escalação pela primeira vez no duelo contra o Japão e, agora, é obrigado a promover uma alteração forçada.

Opção para Substituir PaquetáCaracterísticasProbabilidade
Danilo SantosSemelhante a Paquetá; bom no passe e na chegada ao ataqueAlta (favorito)
FabinhoMais defensivo; proteção à zagaMédia
EndrickOpção ofensiva; time com 4 atacantesMédia/Alta
Igor ThiagoCentroavante de área; referência no ataqueBaixa
NeymarCriatividade; mas dúvidas físicasBaixa

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Outras alternativas no meio e no ataque

Caso Ancelotti opte por não manter a estrutura com três meio-campistas, a alternativa é retomar o esquema com quatro jogadores de ataque. Nesse cenário, Endrick é o favorito para entrar, com Matheus Cunha recuando para jogar atrás do trio ofensivo. O centroavante Igor Thiago também é uma opção, caso o treinador queira um homem de área mais fixo.

Dessa forma, uma possibilidade menos provável, mas que agita a torcida, é a entrada de Neymar. O camisa 10 seria a opção com maior criatividade para o lugar de Paquetá, mas as dúvidas sobre sua condição física para atuar desde o início diminuem as chances de sua utilização. Antes de mais nada, o jogador do Santos vem de um período de recuperação e ainda não tem ritmo de jogo para 90 minutos.

Brasil precisa quebrar tabus históricos

Assim, o duelo contra a Noruega, no próximo domingo (5), às 17h (horário de Brasília), em Nova Jersey, vale vaga nas quartas de final. Para avançar, o Brasil precisa quebrar dois tabus históricos.

O primeiro é o de nunca ter vencido a Noruega em nenhuma das quatro vezes em que se enfrentaram. O saldo é de duas vitórias norueguesas e dois empates. O retrospecto é preocupante, especialmente porque os europeus contam com Erling Haaland, um dos melhores centroavantes do mundo, que terá um duelo particular contra Gabriel Magalhães.

Ao mesmo tempo, o segundo tabu é ainda mais significativo: o Brasil não vence um time europeu em mata-matas de Copa do Mundo desde 2002. Naquele ano, a Amarelinha eliminou Bélgica, Inglaterra e Turquia, além de vencer a Alemanha na final. Desde então, eliminações para França (2006), Holanda (2010), Alemanha (2014), Bélgica (2018) e Croácia (2022) marcaram a trajetória brasileira.

A força do Nordeste na seleção

Se confirmado, Danilo Santos se junta a outros dois nordestinos que estão no time titular do Brasil na Copa de 2026. São eles os paraibanos Douglas Santos e Matheus Cunha.

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.