Após repetir pela primeira vez a escalação inicial nesta Copa do Mundo de 2026, o técnico Carlo Ancelotti será obrigado a mexer na Seleção Brasileira. E a grande novidade pode vir do Nordeste.
Com a lesão muscular de Lucas Paquetá, que dificilmente retornará durante o Mundial da América do Norte, o italiano precisa encontrar um substituto à altura para o confronto das oitavas de final contra a Noruega, no próximo domingo (5), em Nova Jersey. E o favorito para herdar a vaga é o meia Danilo Santos, natural de Salvador (BA), que pode se tornar mais um nordestino a brilhar com a Amarelinha em uma Copa do Mundo.
Danilo Santos é o Favorito para Substituir Paquetá
De acordo com informações da comissão técnica, Danilo Santos é o nome mais cotado para ocupar a vaga deixada por Paquetá. O jogador, que atua no Botafogo, tem características semelhantes às do camisa 8 lesionado: boa chegada ao ataque, qualidade na saída de bola e capacidade de pressionar a saída adversária.
Ao mesmo tempo, a opção por Danilo mantém o esquema tático com três meio-campistas, estrutura que Ancelotti vem utilizando desde o início da competição. O técnico italiano já havia repetido a escalação pela primeira vez no duelo contra o Japão e, agora, é obrigado a promover uma alteração forçada.
| Opção para Substituir Paquetá | Características | Probabilidade |
|---|---|---|
| Danilo Santos | Semelhante a Paquetá; bom no passe e na chegada ao ataque | Alta (favorito) |
| Fabinho | Mais defensivo; proteção à zaga | Média |
| Endrick | Opção ofensiva; time com 4 atacantes | Média/Alta |
| Igor Thiago | Centroavante de área; referência no ataque | Baixa |
| Neymar | Criatividade; mas dúvidas físicas | Baixa |
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Outras alternativas no meio e no ataque
Caso Ancelotti opte por não manter a estrutura com três meio-campistas, a alternativa é retomar o esquema com quatro jogadores de ataque. Nesse cenário, Endrick é o favorito para entrar, com Matheus Cunha recuando para jogar atrás do trio ofensivo. O centroavante Igor Thiago também é uma opção, caso o treinador queira um homem de área mais fixo.
Dessa forma, uma possibilidade menos provável, mas que agita a torcida, é a entrada de Neymar. O camisa 10 seria a opção com maior criatividade para o lugar de Paquetá, mas as dúvidas sobre sua condição física para atuar desde o início diminuem as chances de sua utilização. Antes de mais nada, o jogador do Santos vem de um período de recuperação e ainda não tem ritmo de jogo para 90 minutos.
Brasil precisa quebrar tabus históricos
Assim, o duelo contra a Noruega, no próximo domingo (5), às 17h (horário de Brasília), em Nova Jersey, vale vaga nas quartas de final. Para avançar, o Brasil precisa quebrar dois tabus históricos.
O primeiro é o de nunca ter vencido a Noruega em nenhuma das quatro vezes em que se enfrentaram. O saldo é de duas vitórias norueguesas e dois empates. O retrospecto é preocupante, especialmente porque os europeus contam com Erling Haaland, um dos melhores centroavantes do mundo, que terá um duelo particular contra Gabriel Magalhães.
Ao mesmo tempo, o segundo tabu é ainda mais significativo: o Brasil não vence um time europeu em mata-matas de Copa do Mundo desde 2002. Naquele ano, a Amarelinha eliminou Bélgica, Inglaterra e Turquia, além de vencer a Alemanha na final. Desde então, eliminações para França (2006), Holanda (2010), Alemanha (2014), Bélgica (2018) e Croácia (2022) marcaram a trajetória brasileira.
A força do Nordeste na seleção
Se confirmado, Danilo Santos se junta a outros dois nordestinos que estão no time titular do Brasil na Copa de 2026. São eles os paraibanos Douglas Santos e Matheus Cunha.


