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Ítalo avança ao round 3 do CT WSL no Tahiti; Brasil tem quatro surfistas hoje às 14h

Ítalo Ferreira avança ao round 3 do CT WSL no Tahiti. João Chianca tira 9,50 e Brasil mantém quatro surfistas na disputa em Teahupo’o.
Eliseu Lins, da Agência NE9
11 de agosto de 2026 - às 08:15
Atualizado 11 de agosto de 2026 - às 08:15
4 min de leitura

Depois de dois dias de ondas gigantes, poucas baterias disputadas e condições extremamente difíceis, o Outerknown Tahiti Pro, sétima etapa do CT WSL 2026, finalmente conseguiu avançar nesta segunda-feira (10) em Teahupo’o, no Taiti.

O mar pesado, o vento e as mudanças rápidas nas condições transformaram algumas baterias em verdadeiros testes de sobrevivência. A onda de Teahupo’o é conhecida justamente pela força e pela dificuldade, e já foi palco da competição de surfe dos Jogos Olímpicos de Paris 2024.

Entre os brasileiros, o destaque do dia foi João Chianca, que conseguiu uma nota 9,50 e garantiu sua passagem para a terceira fase.

Mas o único nome nordestino do Championship Tour também segue vivo: Ítalo Ferreira avançou ao round 3.

Ítalo avança em bateria complicada

Italo Ferreira foto Beatriz Ryder WSL

O potiguar teve uma bateria marcada por poucas ondas aproveitáveis e muitas quedas.

Mesmo sem conseguir encontrar uma sequência de ondas de alto nível, Ítalo conseguiu construir sua classificação com uma nota 7,17, somada a uma onda de 2,00 pontos.

O resultado foi suficiente para colocar o campeão mundial de 2019 no round 3 e manter o único representante nordestino do CT na disputa pelo título da etapa.

Ítalo, inclusive, conhece muito bem as condições de Teahupo’o. Ele venceu a etapa em 2024, quando derrotou John John Florence na final.

João Chianca dá show e tira 9,50

Se Ítalo avançou na base da estratégia, João Chianca foi o grande destaque brasileiro do dia.

O surfista conseguiu um 9,50, uma das maiores notas da competição até agora, e passou com segurança para o round 3.

Agora, Chianca terá pela frente Ramzi Boukhiam, que protagonizou uma das surpresas da etapa ao eliminar o italiano Leonardo Fioravanti, líder do ranking mundial.

Medina x Kelly Slater: a bateria que parou o Taiti

A bateria mais aguardada do dia colocou frente a frente dois dos maiores especialistas em Teahupo’o: Gabriel Medina e Kelly Slater.

E o duelo entregou exatamente o que se esperava.

Medina começou melhor, enquanto Slater enfrentou momentos complicados, incluindo quedas e até a necessidade de trocar de prancha.

Mas o norte-americano mostrou por que é uma das maiores lendas da história do surfe.

Slater encontrou um tubo espetacular e recebeu 9,73, construindo a vantagem que Medina não conseguiu mais alcançar. O brasileiro ainda conseguiu uma boa nota 8,43, mas precisava de uma onda acima de 10 para virar a bateria.

Com isso, Kelly Slater avançou, eliminando Medina da etapa. O veterano de 54 anos havia produzido o maior somatório do primeiro dia, 16,23, em condições muito pesadas.

Quem continua no Tahiti?

Com o encerramento do round 2 masculino, o Brasil ainda tem quatro representantes na competição:

SurfistaSituação
🇧🇷 Ítalo FerreiraRound 3
🇧🇷 João ChiancaRound 3
🇧🇷 Miguel PupoRound 3
🇧🇷 Alejo MunizRound 3
Gabriel MedinaEliminado
Yago DoraEliminado
Felipe ToledoEliminado
Samuel PupoEliminado
Mateus HerdyEliminado

Alejo Muniz também segue avançando em uma temporada especial: o surfista já anunciou que deixará o circuito e vem disputando suas últimas etapas no CT.

Vento pode ser o grande adversário

A previsão para os próximos dias indica uma possível redução do tamanho do swell, mas o vento continua sendo a grande preocupação da direção de prova.

A expectativa é de que as condições melhorem gradualmente, permitindo que a competição avance.

A próxima chamada está marcada para terça-feira (11), às 14h no horário de Brasília, quando a direção de prova voltará a avaliar as condições do mar.

A janela de competição segue aberta, e a organização trabalha com a possibilidade de concluir a etapa até o fim da semana.

Tahiti WSL foto WSL
Tahiti WSL foto WSL

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Ítalo ainda está na briga pelo título

A classificação ganha peso ainda maior para Ítalo Ferreira porque o potiguar chegou ao Tahiti entre os principais candidatos ao título mundial de 2026.

E Teahupo’o é justamente uma das ondas em que experiência, leitura de mar e capacidade de encontrar tubos podem fazer diferença.

Depois de sobreviver a uma bateria complicada no round 2, Ítalo agora precisa vencer mais uma batalha para chegar às quartas de final e continuar somando pontos importantes na corrida pelo campeonato mundial.

Afinal, o Brasil, por sua vez, segue com quatro chances de colocar um surfista nas fases decisivas de uma das etapas mais difíceis do calendário.

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.