Depois de dois dias de ondas gigantes, poucas baterias disputadas e condições extremamente difíceis, o Outerknown Tahiti Pro, sétima etapa do CT WSL 2026, finalmente conseguiu avançar nesta segunda-feira (10) em Teahupo’o, no Taiti.
O mar pesado, o vento e as mudanças rápidas nas condições transformaram algumas baterias em verdadeiros testes de sobrevivência. A onda de Teahupo’o é conhecida justamente pela força e pela dificuldade, e já foi palco da competição de surfe dos Jogos Olímpicos de Paris 2024.
Entre os brasileiros, o destaque do dia foi João Chianca, que conseguiu uma nota 9,50 e garantiu sua passagem para a terceira fase.
Mas o único nome nordestino do Championship Tour também segue vivo: Ítalo Ferreira avançou ao round 3.
Ítalo avança em bateria complicada

O potiguar teve uma bateria marcada por poucas ondas aproveitáveis e muitas quedas.
Mesmo sem conseguir encontrar uma sequência de ondas de alto nível, Ítalo conseguiu construir sua classificação com uma nota 7,17, somada a uma onda de 2,00 pontos.
O resultado foi suficiente para colocar o campeão mundial de 2019 no round 3 e manter o único representante nordestino do CT na disputa pelo título da etapa.
Ítalo, inclusive, conhece muito bem as condições de Teahupo’o. Ele venceu a etapa em 2024, quando derrotou John John Florence na final.
João Chianca dá show e tira 9,50
Se Ítalo avançou na base da estratégia, João Chianca foi o grande destaque brasileiro do dia.
O surfista conseguiu um 9,50, uma das maiores notas da competição até agora, e passou com segurança para o round 3.
Agora, Chianca terá pela frente Ramzi Boukhiam, que protagonizou uma das surpresas da etapa ao eliminar o italiano Leonardo Fioravanti, líder do ranking mundial.
Medina x Kelly Slater: a bateria que parou o Taiti
A bateria mais aguardada do dia colocou frente a frente dois dos maiores especialistas em Teahupo’o: Gabriel Medina e Kelly Slater.
E o duelo entregou exatamente o que se esperava.
Medina começou melhor, enquanto Slater enfrentou momentos complicados, incluindo quedas e até a necessidade de trocar de prancha.
Mas o norte-americano mostrou por que é uma das maiores lendas da história do surfe.
Slater encontrou um tubo espetacular e recebeu 9,73, construindo a vantagem que Medina não conseguiu mais alcançar. O brasileiro ainda conseguiu uma boa nota 8,43, mas precisava de uma onda acima de 10 para virar a bateria.
Com isso, Kelly Slater avançou, eliminando Medina da etapa. O veterano de 54 anos havia produzido o maior somatório do primeiro dia, 16,23, em condições muito pesadas.
Quem continua no Tahiti?
Com o encerramento do round 2 masculino, o Brasil ainda tem quatro representantes na competição:
| Surfista | Situação |
|---|---|
| 🇧🇷 Ítalo Ferreira | Round 3 |
| 🇧🇷 João Chianca | Round 3 |
| 🇧🇷 Miguel Pupo | Round 3 |
| 🇧🇷 Alejo Muniz | Round 3 |
| Gabriel Medina | Eliminado |
| Yago Dora | Eliminado |
| Felipe Toledo | Eliminado |
| Samuel Pupo | Eliminado |
Alejo Muniz também segue avançando em uma temporada especial: o surfista já anunciou que deixará o circuito e vem disputando suas últimas etapas no CT.
Vento pode ser o grande adversário
A previsão para os próximos dias indica uma possível redução do tamanho do swell, mas o vento continua sendo a grande preocupação da direção de prova.
A expectativa é de que as condições melhorem gradualmente, permitindo que a competição avance.
A próxima chamada está marcada para terça-feira (11), às 14h no horário de Brasília, quando a direção de prova voltará a avaliar as condições do mar.
A janela de competição segue aberta, e a organização trabalha com a possibilidade de concluir a etapa até o fim da semana.

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Ítalo ainda está na briga pelo título
A classificação ganha peso ainda maior para Ítalo Ferreira porque o potiguar chegou ao Tahiti entre os principais candidatos ao título mundial de 2026.
E Teahupo’o é justamente uma das ondas em que experiência, leitura de mar e capacidade de encontrar tubos podem fazer diferença.
Depois de sobreviver a uma bateria complicada no round 2, Ítalo agora precisa vencer mais uma batalha para chegar às quartas de final e continuar somando pontos importantes na corrida pelo campeonato mundial.
Afinal, o Brasil, por sua vez, segue com quatro chances de colocar um surfista nas fases decisivas de uma das etapas mais difíceis do calendário.


