A proposta de divisão da Bahia voltou a ganhar força no debate público após novas declarações do ex-prefeito de Capim Grosso, Itamar Rios. Em vídeo gravado no município de Brejolândia, o empresário e ex-gestor defendeu a criação de um novo estado a partir da região Oeste, destacando o potencial econômico do território e cobrando maior articulação política.
Segundo Rios, o Oeste baiano reúne condições estruturais e produtivas suficientes para se tornar uma unidade federativa autônoma, com capacidade de crescimento superior à de diversos estados já consolidados.
A princípio, a proposta resgata discussões antigas, como a criação do chamado Estado do Rio São Francisco, que já foi tema de debates no Congresso e na Assembleia Legislativa.

O Potencial econômico no centro da discussão
A defesa da emancipação territorial ocorre em um momento de forte expansão econômica da região, impulsionada principalmente pelo agronegócio. O Oeste da Bahia abriga alguns dos principais polos produtores do país, com destaque para cidades como Luís Eduardo Magalhães e Barreiras, referências na produção de grãos.
Para Itamar Rios, essa base econômica robusta justificaria maior autonomia administrativa e política, permitindo que os recursos gerados na região fossem reinvestidos localmente.
Cobrança por articulação política
Durante a gravação, o ex-prefeito fez um apelo direto aos deputados federais da região, cobrando mais independência e firmeza na condução da pauta. Ele criticou a falta de avanço de propostas semelhantes ao longo dos anos e defendeu maior protagonismo político do Oeste baiano no cenário nacional.
Possível candidatura em 2026
Além de retomar o debate sobre a divisão territorial, Itamar Rios também sinalizou a possibilidade de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Segundo ele, o convite partiu do deputado Cacá Leão, ligado ao Progressistas (PP).
Caso confirme a candidatura, Rios afirma que terá como principal bandeira justamente a criação do novo estado no Oeste da Bahia, além de pautas voltadas ao fortalecimento dos municípios baiano.
Processo é complexo e depende de aprovação nacional
Apesar da repercussão, especialistas lembram que a criação de um novo estado no Brasil exige um processo rigoroso, que inclui:
- Aprovação no Congresso Nacional
- Realização de plebiscito com a população envolvida
- Estudos técnicos de viabilidade econômica e administrativa
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Debate segue aberto
A retomada do tema evidencia um cenário de insatisfação regional e reforça discussões sobre desigualdade territorial, distribuição de recursos e autonomia administrativa.
Portanto, Com o crescimento econômico do Oeste baiano e a ampliação do debate nas redes sociais, a proposta volta ao radar político — ainda que enfrente desafios institucionais para sair do campo das ideias e avançar no cenário legislativo.


