A corrida presidencial de 2026 já começou — e está mais acirrada do que nunca. Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (15) pela Genial/Quaest mostra um cenário de empate técnico entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma possível disputa de segundo turno.
Pela primeira vez, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro aparece numericamente à frente de Lula: 42% contra 40%. Mas calma: tecnicamente, eles estão empatados. Isso porque a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Ou seja: na prática, qualquer um dos dois pode estar na frente.
Quem lidera no primeiro turno?
A princípio, o cenário de primeiro turno, com vários candidatos, Lula aparece na liderança com 37% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro vem em segundo, com 32%. A diferença é de 5 pontos, mas também dentro da margem de erro.
Em terceiro lugar aparece o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 6%. Os demais candidatos somam porcentagens menores.
| Posição | Candidato | Intenção de voto (1º turno) |
|---|---|---|
| 1º | Lula (PT) | 37% |
| 2º | Flávio Bolsonaro (PL) | 32% |
| 3º | Ronaldo Caiado (PSD) | 6% |
| – | Outros | Somam menos de 6% |
| – | Brancos/nulos/indecisos | 25% |
O que explica esse empate? Medo dos dois lados
Antes de mais nada, o diretor da Quaest, Felipe Nunes, explica que o empate no segundo turno reflete um equilíbrio no sentimento de medo dos eleitores:
- 43% têm medo da volta da família Bolsonaro
- 42% têm medo da continuidade do governo Lula
Quase a mesma coisa. O país está dividido ao meio.
Contudo, outro dado importante: a imagem de Flávio Bolsonaro está ficando menos “radical” aos olhos do eleitorado. Em março, 10 pontos separavam quem o via como radical. Agora, essa diferença caiu para 6 pontos. Isso significa que ele está sendo percebido como mais moderado do que antes.
E como o governo Lula é avaliado?
Além disso, a pesquisa também trouxe más notícias para o atual governo. A desaprovação ao trabalho do presidente subiu de 49% para 52% desde o começo do ano. Já a aprovação caiu de 47% para 43%.
E por que isso está acontecendo? Os principais motivos são:
- Preço dos alimentos: 72% dos brasileiros afirmam que viram aumento nos preços da comida no último mês (em março, eram 59%).
- Endividamento das famílias: 72% dos entrevistados dizem ter poucas ou muitas dívidas para pagar. Em março do ano passado, esse número era 65%.
Assim, a percepção geral é que a economia está piorando. 50% dos entrevistados acham que a situação econômica piorou no último ano. Apenas 21% enxergaram melhora.
Comparativo de avaliações e percepções
| Indicador | Março de 2026 | Abril de 2026 | Mudança |
|---|---|---|---|
| Aprovação do governo Lula | 47% | 43% | ⬇️ 4 pontos |
| Desaprovação do governo Lula | 49% | 52% | ⬆️ 3 pontos |
| Quem viu aumento nos preços dos alimentos | 59% | 72% | ⬆️ 13 pontos |
| Quem tem dívidas (poucas ou muitas) | 65% (mar/2025) | 72% | ⬆️ 7 pontos |
| Quem acha que a economia piorou | 48% | 50% | ⬆️ 2 pontos |
| Quem acha que a economia melhorou | 24% | 21% | ⬇️ 3 pontos |
Como a pesquisa foi feita?
É sempre bom saber se podemos confiar nos números. A Quaest ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios entre os dias 9 e 13 de abril de 2026. O nível de confiabilidade é de 95% e a margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09285/2026.
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O que esperar daqui para frente?
Em suma, a eleição ainda está a alguns meses de distância. Muita coisa pode mudar. A economia, os preços dos alimentos, o endividamento das famílias e a percepção sobre os candidatos são fatores que podem oscilar até o dia do voto.
O que a pesquisa mostra é que o Brasil continua dividido. Lula e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados. Isso significa que cada voto vai fazer muita diferença.
Portanto, o importante é acompanhar os fatos, buscar informações de fontes confiáveis e, no dia da eleição, fazer a sua escolha com consciência.


