Você já parou para pensar como a justiça funciona no estado onde vive? Será que os processos andam rápido ou ficam anos parados na gaveta? Um estudo recente trouxe um retrato importante sobre isso, especialmente para a região Nordeste.
O Centro de Liderança Pública (CLP) – uma organização que estuda a gestão pública no Brasil – lançou o Ranking de Competitividade dos Estados 2024. Entre os vários temas analisados, um chama a atenção: a Eficiência do Judiciário.
A princípio, isso significa que eles foram a fundo para entender quais tribunais estaduais conseguem resolver processos com mais agilidade, sem deixar a população esperando por anos a fio.
O que é “eficiência do Judiciário”?
Antes de mais nada, pense em uma fila de banco. Se o caixa for rápido, a fila anda. Se for lento, tudo fica parado. No Judiciário, é parecido: o indicador usado pelo estudo mede a Taxa de Congestionamento Líquida – ou seja, qual a porcentagem de processos que ficou parada sem solução, em relação ao total que tramitou no ano.
Assim, quanto menor essa taxa, melhor. Significa que a Justiça está conseguindo dar respostas mais rápidas à sociedade.
Quem tem mais eficiência no Judiciário no Nordeste?
Ao mesmo tempo, o estudo focou nos nove estados nordestinos e criou um ranking só para eles. Em suma, o resultado mostra que alguns tribunais estão conseguindo ser mais ágeis que outros. Dessa forma, olha só a tabela que resume tudo. Contudo lembre-se que os estados estão em ordem de colocação no Nordeste e a posição representa a colocação no âmbito nacional:
| Posição | Estado | Valor (Eficiência) |
|---|---|---|
| 5º | Sergipe | 66,0 |
| 8º | Paraíba | 44,9 |
| 11º | Ceará | 42,1 |
| 12º | Rio Grande do Norte | 39,2 |
| 14º | Maranhão | 32,4 |
| 17º | Alagoas | 27,4 |
| 18º | Pernambuco | 22,8 |
| 20º | Bahia | 19,0 |
| 23º | Piauí | 15,5 |
Em suma, Sergipe aparece em destaque, com a maior pontuação entre os estados do Nordeste e a 5ª posição no ranking nacional. Já os outros estados variam bastante. Desse modo, mostra que ainda há um longo caminho a percorrer para tornar a Justiça mais rápida em toda a região.

Quais são os desafios?
Os tribunais enfrentam dificuldades que todo mundo entende:
- Aumento constante de processos – cada vez mais pessoas recorrem à Justiça.
- Falta de servidores em áreas com muitos processos, como família e consumidor.
- Tecnologia ainda em evolução – muitos sistemas são lentos e pouco integrados.
A meta de vários tribunais é entrar no top 5 do país em eficiência. Para isso, é preciso investir em digitalização, treinamento e contratações estratégicas.
Por que isso importa para você?
Uma Justiça que funciona bem é essencial para:
- Resolver conflitos de família, vizinhança, consumo.
- Garantir direitos trabalhistas, previdenciários.
- Combater a corrupção e a impunidade.
- Atrair investimentos e gerar empregos (empresas preferem lugares com Justiça ágil).
O estudo do CLP é mais do que números: é um termômetro da qualidade dos serviços públicos que afetam diretamente a vida de milhões de pessoas.
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E os outros pilares da competitividade?
Além da Eficiência da Máquina Pública (onde está o Judiciário), o ranking analisa mais nove áreas:
- Infraestrutura
- Sustentabilidade Social
- Segurança Pública
- Educação
- Solidez Fiscal
- Capital Humano
- Sustentabilidade Ambiental
- Potencial de Mercado
- Inovação
Ao todo, são 100 indicadores, que mostram como cada estado está se saindo na promoção do bem-estar e do desenvolvimento.
Desse modo, saber quem está à frente e quem precisa acelerar ajuda gestores públicos e a sociedade a cobrar mudanças. O Nordeste tem exemplos positivos, como Sergipe, e também grandes oportunidades de melhoria em outros estados.
Portanto, fica o recado: uma Justiça eficiente não é luxo, é necessidade. E cada avanço, por menor que seja, representa uma vitória para quem precisa ser ouvido.


