Valéria Pereira e Eduarda Diamantino transformaram um conselho da avó em pesquisa científica; produto teve teste com seis voluntários e integra o programa Bahia Faz Ciência
Valéria Pereira e Eduarda Diamantino, estudantes da rede estadual da Bahia, desenvolveram um creme antiacne à base de tomate-cereja como trabalho escolar.
A ideia surgiu de uma experiência pessoal e ganhou força com a orientação da professora de Biologia Elizângela Souza Vieira. Valéria lembrou do conselho da avó, que recomendava usar tomate-cereja durante crises de acne, e trouxe essa memória para o terceiro ano do ensino médio.
Como surgiu o projeto de pesquisa
No início, o trabalho parecia apenas mais uma atividade para nota. No entanto, a professora Elizângela propôs transformar problemas do cotidiano em projetos de pesquisa — e foi aí que Valéria e Eduarda passaram a investigar cientificamente os efeitos do tomate-cereja na pele. As estudantes buscaram artigos científicos que já abordavam o uso do fruto no tratamento da acne, unindo a vivência pessoal a uma base teórica sólida.
O creme desenvolvido pelas alunas tem como principal ingrediente o licopeno, um carotenoide antioxidante presente no tomate-cereja. Segundo a equipe, essa substância ajuda a proteger a pele contra o envelhecimento precoce e atua no controle da acne. Além disso, a fórmula conta com glicerina vegetal, conhecida por suas propriedades hidratantes e por ajudar a restaurar o viço da pele.
Testes e resultados
O produto foi testado pelas próprias estudantes e por mais quatro voluntários, somando seis pessoas ao longo de um mês de uso. Os resultados foram positivos, principalmente na redução da oleosidade da pele e no controle da acne, segundo relato da professora orientadora. Assim, o projeto passou de uma simples atividade escolar para uma pesquisa com resultados práticos e mensuráveis.
O trabalho foi divulgado pela Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e passou a integrar o programa Bahia Faz Ciência, que valoriza pesquisas com impacto social feitas por baianos. Dessa forma, a iniciativa reforça o potencial de jovens talentos do interior da Bahia e a importância de incentivar a ciência já na educação básica.

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Da lembrança de um conselho de família até a formulação de um produto testado cientificamente, o caminho percorrido por Valéria e Eduarda mostra como a curiosidade pode virar ciência dentro da sala de aula. Assim, o creme de tomate-cereja se torna símbolo de como problemas do dia a dia podem inspirar soluções acessíveis e sustentáveis.


