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Cantor constrói mini cidade para matar saudades do Nordeste antigo

Já imaginou entrar em uma máquina do tempo e voltar para o Nordeste antigo, com ruas de terra, casinhas coloridas, igreja matriz, bodega e até cadeia? Pois essa viagem existe de verdade e fica no ...
Eliseu Lins, da Agência NE9
23 de abril de 2026 - às 10:38
Atualizado 23 de abril de 2026 - às 10:38
4 min de leitura

Já imaginou entrar em uma máquina do tempo e voltar para o Nordeste antigo, com ruas de terra, casinhas coloridas, igreja matriz, bodega e até cadeia? Pois essa viagem existe de verdade e fica no Rio Grande do Norte.

No meio do sertão potiguar, o cantor e compositor Dorgival Dantas teve uma ideia que mistura saudade, arte e amor pela cultura nordestina. Dentro da própria fazenda, chamada Fazenda Tome Xote, ele construiu uma mini cidade que parece ter saído de um livro de história ou de uma novela antiga.

A princípio, o nome do lugar é Cidade do Forró, e desde sua inauguração, em 2023, virou parada obrigatória para quem quer conhecer de pertinho como era a vida no interior nas décadas de 1930 e 1940.

Dorgival Dantas e sua cidade do forró. Foto_ Reprodução_Instagram
Dorgival Dantas e sua cidade do forró. Foto_ Reprodução_Instagram

Como é a Cidade do Forró?

Antes de mais nada, ao chegar na fazenda, o visitante se depara com uma verdadeira vila cenográfica. Mas não se engane: não é só “fachada” para fotos. Ao mesmo tempo, as construções são funcionais e foram feitas para serem usadas de verdade.

Entre os “prédios” da mini cidade, você encontra:

  • Prefeitura
  • Escola
  • Bodega (aquele mercadinho típico do interior)
  • Igreja
  • Cabaré
  • Cadeia
  • Diversas casinhas coloridas

As ruas são planejadas, e cada cantinho foi pensado para lembrar o cotidiano simples e cheio de vida do sertão antigo.

Não é só cenário: dá pra entrar e sentir

O mais legal é que a experiência é completa. As casas não são apenas enfeites. Elas têm camas, banheiros, climatização e decoração típica. Dentro delas, você encontra rádios antigos, móveis rústicos, quadros religiosos e objetos que contam histórias.

A igreja, por exemplo, já foi planejada para receber celebrações reais. Há até a ideia de realizar casamentos comunitários no futuro, ajudando moradores da região.

Já a bodega funciona de verdade: vende produtos regionais, artesanato, comidas típicas e lembranças. É o lugar perfeito para provar um queijo coalho ou levar para casa um pedacinho da cultura nordestina.

Música, festa e tradição

Como o nome já entrega, o forró é a alma do lugar. A fazenda tem um palco fixo para shows, camarins e áreas de convivência. Durante os festejos juninos, o lugar fica ainda mais animado, com muito arrasta-pé, sanfona e alegria.

O idealizador, Dorgival Dantas, cresceu participando de festas em sítios e pequenas comunidades. A Cidade do Forró nasceu justamente dessa lembrança afetiva – a vontade de recriar aquele sentimento de pertencimento, união e tradição.

Reconhecimento oficial

Dessa forma, em maio de 2024, o projeto recebeu um título muito importante de Patrimônio Cultural Imaterial do Rio Grande do Norte. Isso significa que, oficialmente, a Cidade do Forró virou parte da identidade e da memória do povo potiguar.

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Tudo sobre a Cidade do Forró

InformaçãoDetalhe
Nome do projetoCidade do Forró
Onde ficaFazenda Tome Xote, Olho D’Água do Borges (RN)
Distância de NatalCerca de 300 km
Inauguração2023
IdealizadorCantor e compositor Dorgival Dantas
InspiraçãoVilarejos nordestinos das décadas de 1930 e 1940
O que tem na mini cidadeRuas, casas coloridas, igreja, bodega, prefeitura, escola, cadeia, cabaré
As casas funcionam?Sim, com camas, banheiro, climatização e decoração típica
IgrejaRecebe celebrações reais (futuro: casamentos comunitários)
BodegaVende produtos regionais, comidas típicas e artesanato
Estrutura para showsPalco fixo, camarins, áreas de convivência
Reconhecimento oficialPatrimônio Cultural Imaterial do RN (maio/2024)
Objetivo principalPreservar a memória e a cultura nordestina

Vale a visita?

Em suma, a Cidade do Forró é muito mais do que um ponto turístico. É um mergulho na história, uma homenagem viva às raízes do Nordeste e um exemplo lindo de como a arte e a memória podem transformar um lugar.

Assim, se você gosta de música, cultura ou simplesmente quer conhecer um pedacinho do Brasil antigo que foi preservado com muito carinho, coloque Olho D’Água do Borges no seu roteiro.

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.