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Único nordestino no SFT defende nova reforma do Judiciário com foco em combate à corrupção

Ministro Flávio Dino defende nova reforma do Judiciário com punições mais duras contra corrupção e mudanças estruturais no sistema.
Eliseu Lins, da Agência NE9
22 de abril de 2026 - às 10:51
Atualizado 22 de abril de 2026 - às 10:51
3 min de leitura

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, propôs uma nova reforma do Judiciário brasileiro, com destaque para a aplicação de penas mais rigorosas contra corrupção envolvendo juízes, procuradores e operadores do Direito.

Além disso, Dino afirmou que o Brasil precisa de “mais justiça”, criticando discursos que defendem uma atuação mais limitada do STF.

fachada do STF
STF foto Divulgação

Destaque nordestino no centro do debate nacional

Natural do Nordeste e atualmente integrante da mais alta Corte do país, Flávio Dino assume protagonismo em um dos debates mais relevantes do cenário institucional brasileiro.

Dessa forma, sua atuação reforça a presença nordestina em posições estratégicas de decisão e formulação de políticas públicas no país.

Proposta inclui mudanças amplas no sistema

A princípio, a proposta apresentada pelo ministro vai além do endurecimento de penas e prevê um conjunto de medidas estruturais.

Entre os principais pontos:

  • Revisão de trechos do Código Penal
  • Combate sistêmico à corrupção no Judiciário
  • Redução do volume de processos
  • Criação de regras para uso da inteligência artificial
  • Fortalecimento da segurança jurídica

👉 Ao todo, Dino sugere 14 iniciativas para modernizar o sistema.

Combate à corrupção exige ação estruturada

De acordo com o ministro, o problema da corrupção não pode ser tratado de forma isolada.

“Não há corrupção sem redes de financiamento e lavagem de capitais.”

Com isso, ele defende um enfrentamento mais amplo, que vá além de medidas pontuais e simbólicas.

Judiciário enfrenta alta demanda e lentidão

Os dados reforçam a necessidade de mudanças no sistema.

Situação atual do Judiciário:

IndicadorDados
Processos em andamento75,5 milhões
Novos casos em 20265,6 milhões
Execuções fiscais31% dos processos
Tempo médio (execuções)Mais de 7 anos

Além disso, outros processos apresentam longos prazos:

  • Crimes contra a vida: até 10 anos
  • Improbidade administrativa: mais de 1.800 dias
  • Crimes graves: atrasos significativos

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Ao mesmo tempo, Dino lembra que a última grande reforma do Judiciário ocorreu em 2004 e defende a abertura de um novo ciclo de mudanças.

Segundo ele, esse processo deve ser:

  • Participativo
  • Técnico
  • Construído entre os Poderes

Ao mesmo tempo, ele também citou experiências anteriores de articulação institucional, como os pactos entre os Poderes realizados em 2004 e 2009.

STF no centro dos debates recentes

O ministro destacou que o aumento das discussões sobre o Judiciário está ligado a decisões recentes do STF em temas sensíveis, como:

  • Fake news
  • Pandemia
  • Mudanças climáticas
  • Democracia e atos de 8 de janeiro

Nesse contexto, ele avalia que reformas são necessárias, desde que orientadas pelo interesse público.

Brasil precisa de mais eficiência e confiança

Por fim, Flávio Dino reforçou que o objetivo central da reforma é melhorar a qualidade da Justiça no país.

“O Brasil precisa de mais Justiça, não menos.”

Assim, a proposta busca garantir:

  • Maior agilidade nos processos
  • Mais confiabilidade no sistema
  • Ampliação do acesso a direitos

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.