O Nordeste voltou a mostrar força no surfe profissional brasileiro neste domingo (18), durante as finais da segunda etapa do Brasil Surf Pro 2026, realizada em Porto de Galinhas, no litoral sul de Pernambuco.
Dos quatro semifinalistas masculinos, três eram nordestinos:
- Douglas Silva, de Pernambuco;
- Alan Jhones, do Rio Grande do Norte;
- Bino Lopes, da Bahia.
No feminino, o Nordeste também marcou presença na decisão com a cearense Juliana Santos chegando à final contra a catarinense Taina Hinckel, com Taina vencendo de 13,23×10,26 na nossa cearence campeão brasileira de 2023.
A etapa confirmou mais uma vez o crescimento técnico do surf nordestino dentro do novo formato do circuito nacional, que em 2026 passou a reunir mais atletas, maior premiação e uma divisão única mais acessível aos surfistas brasileiros.
Douglas Silva vence novamente em casa

Surfando praticamente em casa, o pernambucano Douglas Silva manteve o domínio em Porto de Galinhas e conquistou mais um título importante no circuito nacional.
Na semifinal, Douglas não deu chances ao experiente Bino Lopes e avançou com autoridade para a grande decisão.
Do outro lado da chave, o paulista Weslley Dantas conseguiu uma virada emocionante nos minutos finais sobre o potiguar Alan Jhones, garantindo vaga na final. Contudo, a decisão colocou frente a frente dois campeões brasileiros em ondas difíceis e bastante disputadas. Melhor para Douglas Silva, que encontrou as melhores ondas da bateria e somou:
- 6.90;
- 5.03,
contra:
- 5.50;
- 4.83,
de Weslley Dantas.
Com isso, o surfista pernambucano voltou a vencer uma etapa do Brasileiro Profissional justamente em Porto de Galinhas, reforçando sua identificação com as ondas do litoral sul de Pernambuco. Semana passada Dodô já havia vencido o Nordestino Pro também ai na vala do Borete.

Nordeste vive nova geração forte no surf brasileiro
A etapa em Pernambuco também mostrou a força atual do Nordeste no cenário nacional.
Além dos finalistas, o evento contou com dezenas de atletas nordestinos nas fases decisivas, incluindo representantes de:
- Rio Grande do Norte;
- Ceará;
- Bahia;
- Pernambuco;
- Paraíba;
- Alagoas.
Nos últimos anos, o Nordeste passou a ocupar papel central no surfe brasileiro, revelando atletas de elite mundial e fortalecendo competições nacionais.
Hoje, estados como, Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco, Bahia, se consolidaram como importantes polos de formação de surfistas no país.
Além disso, a região vem recebendo mais etapas nacionais e internacionais graças à qualidade das ondas e ao crescimento do turismo esportivo.
Circuito tem maior premiação do Brasil
O Brasil Surf Pro 2026 trouxe um novo formato para o Campeonato Brasileiro de Surf Profissional.
Entre as mudanças estão:
- divisão única;
- ranking dinâmico;
- mais atletas;
- etapas com premiação elevada;
- sistema mais democrático de acesso.
O circuito distribui uma das maiores premiações do surfe nacional e busca ampliar a profissionalização da modalidade no Brasil. A etapa de Porto de Galinhas contou com transmissão online e na TV, reforçando o crescimento da audiência do surf brasileiro fora do eixo internacional da WSL.
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Porto de Galinhas vira palco do surf nacional
Portanto, além da competição, o evento também movimentou o turismo no litoral sul pernambucano. Porto de Galinhas se consolidou nos últimos anos como um dos principais destinos de surf do Nordeste, reunindo:
- atletas;
- equipes;
- turistas;
- marcas;
- mídia esportiva.
A competição foi realizada pela Surf Brasil em parceria com a Federação Pernambucana de Surf e contou com apoio da Prefeitura de Ipojuca, além de patrocinadores nacionais ligados ao esporte e turismo.


