Você já parou para pensar no peso que a cultura tem na vida das pessoas? Não só na arte, na dança, na música ou no teatro, mas também na economia, no turismo e na geração de emprego?
O Governo de Pernambuco deu um passo gigante nessa direção. No dia 5 de maio de 2026, foi lançada uma plataforma digital que reúne dados sobre a cultura em todo o estado. O evento aconteceu no Cais do Sertão, no Recife, e foi chamado de “Cultura em Números – O novo marco de Governança em Pernambuco”.
Vamos entender de forma simples o que isso significa e por que é importante para todo mundo.
Por que “cultura em números”?
Muita gente enxerga a cultura apenas como lazer ou diversão. Mas ela é muito mais do que isso: gera renda, movimenta o comércio, atrai turistas, valoriza a identidade de um povo e ainda pode devolver à economia mais do que recebe.
A secretária de cultura de Pernambuco, Cacau de Paula, deu um exemplo prático:
“Uma pesquisa mostrou que, para cada 1 real investido pela Lei Rouanet, 7 reais voltam para a economia.”
Com números assim, fica mais fácil convencer governantes e a sociedade de que investir em cultura é investir no desenvolvimento.
O que é essa nova plataforma?
A ferramenta se chama Observatório de Indicadores Culturais e Inovação em Dados (ObIC). É uma plataforma pública, ou seja, qualquer cidadão pode acessar pela internet.
Dentro dela, é possível encontrar:
- Painéis interativos com gráficos fáceis de entender
- O resultado completo do Censo Cultural de Pernambuco
- Relatórios, pesquisas e bases de dados sobre o setor cultural
O objetivo é dar transparência e ajudar o poder público a tomar decisões mais acertadas, que continuem funcionando bem mesmo quando mudam os governantes.
O que o Censo Cultural de Pernambuco revelou?
O Censo Cultural é como um “retrato” da cultura no estado. Ele ouviu artistas, produtores, mestres da cultura popular, donos de equipamentos culturais (como teatros, bibliotecas, museus) e muitas outras pessoas.
Veja na tabela abaixo os principais números:
| Indicador | Quantidade |
|---|---|
| Agentes culturais respondentes (pessoas que participaram) | 4.014 |
| Equipamentos culturais mapeados (teatros, museus, bibliotecas etc.) | 147 |
| Territórios alcançados | 159 |
| Municípios pernambucanos cobertos | 158 |
| Regiões de Desenvolvimento representadas | 12 |
| Local especial incluído | Arquipélago de Fernando de Noronha |
Esses números mostram que o estado conseguiu chegar a todos os cantos, das grandes cidades às comunidades mais distantes. Como disse Karlos Takamaru, agente do Ministério da Cultura:
“Foi muito impactante chegar em locais que não tinham visibilidade e ver as pessoas sendo percebidas pelo poder público.”
Para que servem esses dados da cultura?
Não adianta ter números bonitos se eles não forem usados para melhorar a vida das pessoas. A secretária executiva Yasmim Neves explicou de forma clara:
“Quando olhamos para o Censo Cultural e transformamos isso em relatórios, não são apenas papéis. É um guia para vermos onde estamos acertando e onde podemos acertar.”
Com a plataforma, o governo consegue saber:
- Quantos artistas existem em cada cidade
- Quais equipamentos culturais funcionam e quais precisam de ajuda
- Quem já teve acesso a programas culturais e quem ainda ficou de fora
- Onde o dinheiro público está sendo bem aplicado
Assim, as políticas públicas deixam de ser achismo e passam a ser planejamento com base em fatos reais.
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Por que isso é importante para você?
Mesmo que você não seja artista ou não trabalhe com cultura, esses dados afetam sua vida. Porque:
- A cultura gera emprego e renda para milhares de famílias
- Eventos culturais movimentam o comércio e o turismo
- Ter políticas culturais eficientes significa mais opções de lazer e valorização da identidade pernambucana
Além disso, com a plataforma aberta ao público, você pode fiscalizar e cobrar ações do governo com mais conhecimento.
Em suma, o lançamento do Observatório de Indicadores Culturais (ObIC) e a divulgação do Censo Cultural de Pernambuco marcam uma nova fase para a cultura no estado. Mais transparência, mais planejamento e mais reconhecimento para os agentes culturais que, muitas vezes, trabalham longe dos holofotes.


