A World Surf League (WSL) entra em mais uma fase decisiva do Challenger Series 2025, com a etapa Lexus Pipe Challenger programada para começar nesta quinta-feira (29) na lendária onda de Pipeline, na North Shore de Oahu (Havaí).
A competição, que segue até 9 de fevereiro, é uma das últimas oportunidades para surfistas acumularem pontos e disputarem vagas na elite do Championship Tour (CT) de 2026.
O Challenger Series é o circuito de acesso da WSL: ao fim da temporada, os 10 melhores surfistas do ranking garantem vaga no CT — a principal divisão do surfe mundial. Pipeline foi adicionado ao calendário como uma das etapas decisivas deste ano, fortalecendo ainda mais a importância da disputa e oferecendo pontos valiosos para quem busca ascender à elite.

Nordeste em Pipeline: três representantes na disputa
Entre os competidores inscritos, três brasileiros com origem nordestina estão confirmados e começam suas baterias já no Round 64, a terceira fase da competição:
- Jadson André (RN) – veterano experiente, ocupa a 44ª posição no ranking. Ele é conhecido por sua garra e capacidade de surfar bem mesmo em condições desafiadoras.
- Michel Rodrigues – apesar de radicado em Santa Catarina, ocupa a 18ª posição no ranking, vem sempre batento na trave, como de fala no surf e não consegue sua reclassificação, tem uma grande chance nestas duas etapas e não pode errar como vem errando.
- Ian Giuveia (PE) – outro nome nordestino na disputa, ocupa a 39ª posição no ranking também residente em Santa Catarina, tem que acreditar no seu surf e focar na competição para pontuar alto para subir no ranking, só vale semifinal para ele nas duas etapas finais.
As baterias em que estreiam — Jadson na bateria 7, Michel na bateria 12 e Ian na bateria 14 — serão determinantes para suas chances de continuar na briga por um lugar entre os top 10. Uma boa performance pode impulsionar significativamente suas campanhas rumo ao CT.

Desafios em Pipeline
Pipeline é uma das ondas mais famosas e perigosas do mundo. Com tubos rápidos e potentes que quebram sobre um fundo raso de coral. Ao mesmo tempo, essas características que tornam a prova um teste exigente até para surfistas altamente experientes. Dessa forma, a inclusão de Pipeline no calendário da Challenger Series torna esta etapa especialmente decisiva, diante da dificuldade técnica e da pontuação em jogo.
A competição depende diretamente das condições do mar, com a janela de espera para chamadas de disputa aberta entre 29 de janeiro e 9 de fevereiro. Assim, as disputas devem começar por volta das 16h (horário de Brasília) a partir desta quinta-feira. E terá transmissão ao vivo pelo site oficial da WSL e por plataformas parceiras.
Brasileiros e chances de classificação
Além dos nordestinos, outros atletas brasileiros já aparecem bem posicionados no ranking do Challenger Series. Samuel Pupo ocupa a 2 ª posição no ranking e Mateus Herdy a 7 ª posição. Eles figuram entre os surfistas mais bem colocados na disputa por vagas no CT de 2026. E isso dá ainda mais interesse às baterias envolvendo brasileiros em Pipeline.
Para Jadson, especificamente, a missão é mais complexa: além de avançar nas fases de Pipeline, ele precisaria somar resultados de alto nível (como vitória ou semifinal nas etapas restantes) e torcer para que adversários atuais no ranking não ampliem vantagem.
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O que está em jogo
Com Pipeline sendo uma das etapas finais antes do encerramento do Challenger Series, os surfistas sabem que cada resultado faz diferença na classificação geral. Ao final desta fase no Havaí, resta ainda uma etapa programada em Newcastle, na Austrália, em março. E isso pode ser decisiva para fechar o grupo que sobe ao CT em 2026.
Portanto, a presença de nordestinos nessa disputa evidencia a importância da região no cenário competitivo do surfe brasileiro e global. Desse modo, reforça o papel de nomes com tradição e garra no esporte em confrontos de alto nível técnico e risco.


