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Rec-Beat chega aos 30 anos como vitrine de inovação musical e cultural no Recife

O tradicional Festival Rec‑Beat inicia nesta semana sua 30ª edição reafirmando o papel de um dos eventos mais longevos e influentes do calendário cultural brasileiro. Realizado entre os dias 14 e 17 de fevereiro, no ...
Eliseu Lins, da Agência NE9
14 de fevereiro de 2026 - às 07:47
Atualizado 14 de fevereiro de 2026 - às 07:47
4 min de leitura

O tradicional Festival Rec‑Beat inicia nesta semana sua 30ª edição reafirmando o papel de um dos eventos mais longevos e influentes do calendário cultural brasileiro.

Realizado entre os dias 14 e 17 de fevereiro, no Cais da Alfândega, no Bairro do Recife, o festival mantém entrada gratuita e consolida sua proposta de conectar diferentes cenas musicais do Brasil, da América Latina e do continente africano.

A princípio, o evento é reconhecido pela curadoria voltada à experimentação sonora e à descoberta de novos talentos, o Rec-Beat reúne artistas emergentes e nomes já consolidados da música contemporânea. A princípio, a programação deste ano reforça a pluralidade estética que se tornou marca do evento, mesclando rap, rock alternativo, música eletrônica, afrobeat, MPB, funk e ritmos regionais. Assim, a expectativa é repetir o público superior a 60 mil pessoas por edição, consolidando o festival como um dos mais democráticos do país.

Nova plataforma de música eletrônica amplia proposta do festival

Entre as novidades que marcam as três décadas do evento está o lançamento do Moritz, espaço dedicado exclusivamente à música eletrônica. A iniciativa surge como uma expansão natural do DNA do festival e deve ganhar vida própria em edições futuras. Entretanto, a proposta é oferecer uma experiência mais focada na pista, na curadoria autoral e na experimentação de linguagens digitais, fortalecendo a cena eletrônica nordestina e nacional.

África e América Latina em evidência

O intercâmbio cultural segue como um dos pilares do festival. Artistas africanos e latino-americanos ocupam lugar de destaque na programação, trazendo ao palco sonoridades que misturam tradição e contemporaneidade. O resultado é um mosaico musical que atravessa fronteiras e amplia o diálogo entre diferentes culturas, aproximando o público brasileiro de tendências internacionais pouco exploradas em grandes eventos comerciais.

A força da nova música brasileira

A edição comemorativa também evidencia a renovação da música nacional, com diversos artistas apresentando novos álbuns e projetos inéditos. A curadoria prioriza produções autorais e experimentais, destacando a diversidade regional e a presença de diferentes estilos que vão do rap à música alternativa, do brega ao indie, do pop às fusões eletrônicas. Essa abordagem reforça o compromisso histórico do festival com a formação de público e a circulação de novos repertórios.

DJs e cena local em destaque

Os intervalos e aberturas dos shows ficam por conta de DJs pernambucanos, fortalecendo a cena eletrônica local e ampliando a representatividade regional. A proposta é valorizar a produção independente e oferecer ao público uma experiência contínua de música e performance ao longo de toda a noite.

Recbeat  foto Divulgação
Recbeat foto Divulgação

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Estrutura acessível e inclusão social

Outro ponto de atenção é a acessibilidade. O festival mantém áreas reservadas, rampas de acesso, intérpretes de Libras, banheiros adaptados e equipe treinada para atendimento inclusivo. Dessa maneira, a iniciativa busca garantir conforto e segurança a pessoas com deficiência, reforçando o caráter democrático do evento.

Serviço e programação diversificada

Portanto, com quatro dias de shows gratuitos, o Rec-Beat 2026 transforma o centro histórico do Recife em um grande palco multicultural. Afinal, a programação reúne atrações nacionais e internacionais distribuídas em diferentes horários. Dessa forma, consolida o festival como um dos principais polos de inovação musical do Carnaval pernambucano e uma referência de diversidade artística no Brasil.

Confira toda a programação do Rec-beat 2026

Chico Chico Foto Ana Branco

SÁBADO – 14 de fevereiro

MORITZ

18:00 – Paulete Lindacelva (PE)

19:20 – LOFIHOUSEBOY (PA)

20:40 – DAVS (PE)

22:00 – Piolinda Marcela (Colômbia)

23;10 – SHYNX (SP)

00:20 – Carlos do Complexo (RJ)

Domingo – 15 de fevereiro

19:00 – Afrobitch (PE)

19:30 – Chico Chico (RJ)

20:40 – Momi Maiga Quartet (Senegal)

21:50 – Josyara (BA)

23:10 – Faizal Mostrixx (Uganda)

00:30 – AJULLIACOSTA (SP)

Segunda – 16 de fevereiro

19:00 – Zoe Beats (PE)

19:30 – Barbarize (PE)

20:40 – Jadsa (BA)

21:50 – NandaTsunami (SP)

23:10 – Kikelomo (UK/Nigéria)

00:30 – Johnny Hooker (PE)

Terça – 17 de fevereiro

19:00 – Bobi (PE)

19:30 – Afoxé Oxum Pandá (PE)

20:40 – Zé Ibarra (RJ)

21:50 – Felipe Cordeiro & Layse (PA)

23:10 – Ghetto Kumbé (Colômbia)

00:30 – Djonga (MG)

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.