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Política

Quem são os senadores nordestinos que não votaram pelo fim da escala 6×1?

O Senado aprovou nesta quarta-feira (14), em dois turnos, a PEC que acaba com a escala 6×1. Dos quatro senadores ausentes na votação, dois são do Nordeste: Ciro Nogueira (PP-PI) e Rogério Marinho (PL-RN). Nenhum ...
REDAÇÃO ELISEU, da Agência NE9
15 de outubro de 2026 - às 08:04
Atualizado 15 de outubro de 2026 - às 08:04
3 min de leitura

O Senado aprovou nesta quarta-feira (14), em dois turnos, a PEC que acaba com a escala 6×1. Dos quatro senadores ausentes na votação, dois são do Nordeste: Ciro Nogueira (PP-PI) e Rogério Marinho (PL-RN). Nenhum parlamentar da região registrou voto contrário à proposta.

A aprovação histórica

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (14), em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição que põe fim à escala de trabalho 6×1 — seis dias de trabalho para um de descanso. A PEC 221/2019 recebeu 75 votos favoráveis e apenas um contrário em cada uma das votações. O texto segue agora para promulgação.

Antes de mais nada, o único senador a votar contra a proposta foi Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Ao mesmo tempo, outros quatro parlamentares não compareceram à votação:

  • Ciro Nogueira (PP-PI)
  • Marcio Bittar (PL-AC)
  • Rogério Marinho (PL-RN)
  • Sergio Moro (PL-PR)

Dessa forma, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), conduziu a sessão e não registrou voto, conforme as regras regimentais.

planario do senado
Aprovação do fim da escala 6×1 no Brasil foto Carlos Moura Agencia Senado

O que muda com a nova regra

A princípio, a proposta garante aos trabalhadores dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos, sem redução salarial. O texto também diminui a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, mantendo o limite de oito horas diárias de trabalho.

A PEC permite a compensação de horários e a redução da jornada por meio de acordo ou convenção coletiva de trabalho. Desse modo, parte das mudanças será implementada de maneira progressiva.

A proposta teve como primeiro signatário o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) e foi relatada no Senado por Omar Aziz (PSD-AM).

Tramitação

EtapaDataDetalhe
Aprovação na Câmara dos DeputadosMaio de 2026Texto-base aprovado pelos deputados
Aprovação na CCJ do SenadoSetembro de 2026Relatoria de Omar Aziz (PSD-AM)
Discussão em primeiro turnoOutubro de 2026Cinco sessões de discussão realizadas
Aprovação em primeiro turno14 de outubro de 202675 votos favoráveis, 1 contrário
Aprovação em segundo turno14 de outubro de 202675 votos favoráveis, 1 contrário
PromulgaçãoA definirTexto segue para promulgação

Contudo, um requerimento aprovado pelos parlamentares dispensou as três sessões previstas para a discussão em segundo turno, permitindo a conclusão da votação na mesma data.

Repercussão

Em suma, a aprovação da PEC representa uma vitória para os trabalhadores brasileiros e encerra uma tramitação que se arrastava desde 2019. Assim, a proposta agora aguarda apenas a promulgação para entrar em vigor, com implementação progressiva de parte das mudanças.

A ausência de Ciro Nogueira e Rogério Marinho, ambos de partidos de oposição ao governo federal, chamou atenção, mas não alterou o resultado: a proposta teve aprovação com margem histórica de 75 votos a 1 em cada turno.