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Política

Primeiro debate presidencial de 2026 tem menor quórum desde a redemocratização

Apenas três dos seis convidados marcaram presença; ausentes viraram alvo principal no confronto O primeiro debate presidencial das Eleições 2026, promovido pela TV Bandeirantes em parceria com o Estadão, foi marcado pelo esvaziamento. Dos seis ...
REDAÇÃO ELISEU, da Agência NE9
24 de agosto de 2026 - às 08:58
Atualizado 24 de agosto de 2026 - às 08:58
3 min de leitura

Apenas três dos seis convidados marcaram presença; ausentes viraram alvo principal no confronto

O primeiro debate presidencial das Eleições 2026, promovido pela TV Bandeirantes em parceria com o Estadão, foi marcado pelo esvaziamento. Dos seis candidatos convidados, apenas Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) compareceram aos estúdios da emissora na noite deste domingo (23) .

A princípio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-governador Romeu Zema (Novo) decidiram não participar do evento, que registrou o menor número de participantes em estúdio desde a redemocratização, em 1989 . Juntos, os três presentes somam cerca de 10% das intenções de voto .

Ameaça de desistência e reviravolta

Antes de mais nada, a confusão começou antes mesmo do debate começar. Augusto Cury chegou à emissora, mas inicialmente recusou-se a entrar no estúdio. Desse modo, anunciou que não participaria . Sua indignação tinha um motivo claro: “A gota d’água foi o Lula fazer uma entrevista no mesmo horário”, afirmou o candidato do Avante, referindo-se à entrevista gravada do presidente à TV Record, transmitida às 20h30, durante o debate .

Em suma, Cury classificou o evento como “teatro” e disse que sua desistência seria um protesto contra a “irresponsabilidade” de Lula e Flávio . No entanto, após conversar com o diretor de jornalismo da Band, Fernando Mitre, o escritor voltou atrás e participou do confronto .

Ataques aos ausentes dominam a noite

Ao mesmo tempo, as ausências pautaram as discussões do início ao fim. Renan Santos foi o mais agressivo. Chegou ao estúdio segurando duas fraldas geriátricas com os nomes de Lula e Flávio e chamou os dois de “covardes e canalhas” .

“Lula com Lulinha, com Petrolão, com Mensalão. Flávio Bolsonaro com seu envolvimento com Daniel Vorcaro e com seu escândalo de rachadinha. Covardes e canalhas.” — Renan Santos 

Ronaldo Caiado também mirou nos ausentes. O ex-governador de Goiás afirmou que Lula e Flávio “não têm nada a mostrar e têm muito a esconder” . Caiado usou um jogo de palavras para relacionar os dois a escândalos:

“Dark Horse de um lado e Dark Lobby do outro. O primeiro tem o Dark Horse, e o Lula tem o Dark Lobby, que é a Roberta e o Lulinha.” — Ronaldo Caiado 

A referência é ao financiamento do empresário Daniel Vorcaro ao filme sobre Jair Bolsonaro (Dark Horse) e às investigações que envolvem o lobista Careca do INSS e o filho do presidente (Dark Lobby) .

Lula e Flavio. Foto_ Reprodução
Lula e Flavio Bolsonaro faltaram ao primeiro debate. Foto_ Reprodução

Resumo do Debate

CandidatoPresente?Destaque
Ronaldo Caiado (PSD)SimUsou experiência em Goiás; atacou Lula e Flávio com referências a escândalos; defendeu penas mais duras para agressores 
Renan Santos (Missão)SimTom mais agressivo; levou fraldas com nomes de Lula e Flávio; chamou os dois de “covardes e canalhas”; gerou conteúdo para redes sociais 
Augusto Cury (Avante)Sim (após ameaçar desistir)Criticou “agressividade” de Renan; pregou “pacificação”; defendeu ajustes no Bolsa Família e escala 5×2