A discussão e votação do fim da escala 6×1 vai entrar em pauta na Câmara dos Deputados. E você sabe o que é isso? É aquela jornada em que a pessoa trabalha seis dias seguidos e tem apenas um único dia de descanso.
E esse assunto voltou ao centro das atenções no retorno dos trabalhos legislativos em Brasília na última segunda-feira (2). Na ocasião, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, confirmou que o tema entrará em pauta no plenário ainda neste primeiro semestre.
Fim da escala 6×1 é prioridade do Governo Lula
O fim da escala 6×1 é uma “prioridade absoluta” do governo federal para 2026. A princípio, estava até na Mensagem ao Congresso do presidente Lula. Além disso, conta com apoio de ministros e líderes do governo. A ideia é buscar um novo equilíbrio entre a vida profissional e o descanso, garantindo mais qualidade de vida.
Mas atenção: não é uma decisão simples. É preciso ouvir tanto os trabalhadores quanto os empregadores, como destacou o presidente da Câmara, para encontrar uma solução com “equilíbrio e responsabilidade”.
E Como Está a Situação no Congresso?
A votação está sendo como um jogo de dois tempos, com partidas acontecendo na Câmara e no Senado ao mesmo tempo, e cada uma com uma proposta um pouco diferente.
Para entender melhor, veja na tabela como está o “placar” até agora:
| Casa Legislativa | O Que Já Foi Aprovado? | Próximo Passo |
|---|---|---|
| Câmara dos Deputados | Aprovou a redução da jornada de 44h para 40h semanais (de forma gradual). Rejeitou o fim da escala 6×1. | Debater a PEC 6×1 no plenário, ouvindo todos os lados. |
| Senado Federal | Aprovou o fim da escala 6×1 E a redução da jornada para 36h semanais. Tudo sem cortar salário. | Levar a proposta para votação no plenário do Senado. |

Percebeu a diferença? Enquanto a Câmara foi mais cautelosa, o Senado foi mais abrangente. Por isso, há uma expectativa de que o próprio governo possa enviar um projeto de lei para unificar essas ideias e acelerar a votação.
O Que Esperar Agora?
Em suma, a ministra Gleisi Hoffmann disse que a expectativa é que uma proposta seja aprovada ainda no primeiro semestre de 2026. Será um debate intenso, mas que coloca um tema crucial para o bem-estar dos trabalhadores no centro das atenções.


