A mais recente Pesquisa CNT de Rodovias 2025 traz um retrato detalhado da infraestrutura das estradas do Nordeste e aponta sinais positivos para a mobilidade, a logística e o desenvolvimento regional.
A princípio, o levantamento avaliou 30.294 quilômetros de rodovias pavimentadas, entre trechos federais e estaduais, o equivalente a 26,5% de toda a malha analisada no Brasil.
Contudo, apesar dos desafios históricos, os dados mostram evolução em pontos estratégicos e colocam Alagoas e Sergipe como os dois estados nordestinos com melhor avaliação geral das estradas. Dessa forma, reforça a importância dos investimentos contínuos em infraestrutura viária.

Quais as situações das estradas do Nordeste em 2025?
Antes de mais nada, a pesquisa indica que a maior parte da malha rodoviária nordestina apresenta condições de tráfego adequadas, com predomínio das classificações Regular, Bom e Ótimo. Esse cenário contribui para o escoamento da produção, o turismo e a integração entre os estados da região.
Avaliação geral das rodovias do Nordeste:
| Classificação | Percentual da malha |
|---|---|
| Ótimo | 2,5% |
| Bom | 28,4% |
| Regular | 45,7% |
| Ruim | 17,9% |
| Péssimo | 5,5% |
No quesito pavimento, mais de 44% das rodovias foram classificadas como Ótimo ou Bom. Assim, impacta diretamente a redução de custos operacionais e o aumento da segurança viária.
Conheça mais sobre as estradas do Nordeste
- Pavimento: 31,4% da extensão avaliada tiveram classificação como Ótimo, 13,4% Bom, 37,0% Regular, 12,6% Ruim e 5,6% Péssimo. 0,7%, está com o pavimento totalmente destruído.
- Sinalização: 4,8% da extensão avaliada foram classificadas como Ótimo, 26,5% Bom, 43,2% Regular, 15,4% Ruim e 10,1% Péssimo. 7,1% da extensão está sem faixa central e 12,9% não tem faixas laterais.
- Geometria da Via (traçado): 12,6% da extensão avaliada foram classificadas como Ótimo, 21,5% Bom, 29,4% Regular, 23,2% Ruim e 13,3% Péssimo. As pistas simples predominam em 92,3%. Falta acostamento em 40,5% dos trechos avaliados. 46,5 % dos trechos com curvas perigosas não têm sinalização.
- Pontos críticos: a Pesquisa identifica 781 na região.
- Custo operacional: as condições do pavimento no estado geram um aumento de custo operacional do transporte de 31,1%. Isso se reflete na competitividade do Brasil e no preço dos produtos.
6.Investimentos necessários: para recuperar as rodovias na Nordeste, com ações emergenciais (reconstrução e restauração) e manutenção, é necessário R$ 27,88 bilhões. - Custo dos acidentes: o prejuízo gerado pelos acidentes foi de R$ 4,30 bilhões em 2024. No mesmo ano (2024), o governo gastou R$ 3,75 bilhões com obras de infraestrutura rodoviária de transporte.
- Meio ambiente: em 2025, estima-se que houve um consumo excessivo de 303,9 milhões de litros de diesel devido à má qualidade do pavimento da malha rodoviária na região. Esse desperdício gerou um prejuízo R$ 1,75 bilhão aos transportadores e uma emissão de 803,66 mil toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera.
- Investimentos: do total de recursos autorizados pelo governo federal para infraestrutura rodoviária especificamente na Nordeste em 2025 (R$ 4,09 bilhões), foram investidos R$ 3,29 bilhões até novembro (80,5%).

Investimentos e impacto econômico
A CNT estima que sejam necessários R$ 27,88 bilhões para recuperação completa e manutenção das rodovias do Nordeste. Em 2025, o Governo Federal autorizou R$ 4,09 bilhões para a infraestrutura rodoviária da região, com 80,5% dos recursos efetivamente investidos até novembro.
Mesmo assim, as condições atuais do pavimento ainda geram um aumento médio de 31,1% no custo operacional do transporte, refletindo no preço final dos produtos e na competitividade regional.
Destaque positivo: Alagoas lidera avaliação no Nordeste
Ao mesmo tempo, o estado de Alagoas se destaca como o melhor desempenho geral na Pesquisa CNT 2025. Desse modo, foram analisados 841 km de rodovias, com resultados expressivos.
Avaliação das rodovias em Alagoas:
| Classificação | Percentual |
|---|---|
| Ótimo | 9,6% |
| Bom | 37,6% |
| Regular | 49,9% |
| Ruim | 2,9% |
| Péssimo | 0,0% |
Os dados mostram que mais de 47% da malha alagoana está em condição Boa ou Ótima, sem qualquer trecho classificado como Péssimo. O desempenho reflete políticas de manutenção contínua e investimentos estratégicos, beneficiando o turismo, a indústria e o agronegócio.
Sergipe aparece em segundo lugar e reforça bom cenário regional
Sergipe ocupa a segunda melhor colocação geral do Nordeste. A pesquisa avaliou 653 km de rodovias no estado.
Avaliação das rodovias em Sergipe:
| Classificação | Percentual |
|---|---|
| Ótimo | 8,7% |
| Bom | 36,1% |
| Regular | 33,1% |
| Ruim | 17,8% |
| Péssimo | 4,3% |
Assim como Alagoas, Sergipe apresenta mais de 44% da malha classificada como Boa ou Ótima, consolidando-se como referência regional em qualidade viária.
Benefícios diretos para o Nordeste
A melhoria das estradas no Nordeste traz impactos diretos para diferentes setores:
- Redução de custos logísticos e operacionais
- Maior segurança para motoristas e transportadores
- Estímulo ao turismo rodoviário e regional
- Fortalecimento da integração econômica entre estados
- Menor consumo excessivo de combustível e redução de emissões
De acordo com a CNT, em 2025 o Nordeste ainda registrou consumo adicional de 303,9 milhões de litros de diesel devido à má qualidade de parte da malha, o que reforça a importância de manter e ampliar os investimentos.
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Infraestrutura como vetor de desenvolvimento
Em suma, os resultados da Pesquisa CNT de Rodovias 2025 mostram que o Nordeste avança, especialmente em estados como Alagoas e Sergipe, que hoje lideram a avaliação regional.
Portanto, o cenário indica que investimentos consistentes em infraestrutura rodoviária seguem sendo um dos principais vetores para o crescimento econômico, a atração de investimentos e a melhoria da qualidade de vida na região.


