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Saiba quais estados do Nordeste tem as melhores estradas da região

Uma pesquisa avaliou 30.294 quilômetros de estradas pavimentadas do Nordeste, entre trechos federais e estaduais.
Eliseu Lins, da Agência NE9
29 de dezembro de 2025 - às 05:25
Atualizado 29 de dezembro de 2025 - às 05:25
5 min de leitura

A mais recente Pesquisa CNT de Rodovias 2025 traz um retrato detalhado da infraestrutura das estradas do Nordeste e aponta sinais positivos para a mobilidade, a logística e o desenvolvimento regional.

A princípio, o levantamento avaliou 30.294 quilômetros de rodovias pavimentadas, entre trechos federais e estaduais, o equivalente a 26,5% de toda a malha analisada no Brasil.

Contudo, apesar dos desafios históricos, os dados mostram evolução em pontos estratégicos e colocam Alagoas e Sergipe como os dois estados nordestinos com melhor avaliação geral das estradas. Dessa forma, reforça a importância dos investimentos contínuos em infraestrutura viária.

Quais as situações das estradas do Nordeste em 2025?

Antes de mais nada, a pesquisa indica que a maior parte da malha rodoviária nordestina apresenta condições de tráfego adequadas, com predomínio das classificações Regular, Bom e Ótimo. Esse cenário contribui para o escoamento da produção, o turismo e a integração entre os estados da região.

Avaliação geral das rodovias do Nordeste:

ClassificaçãoPercentual da malha
Ótimo2,5%
Bom28,4%
Regular45,7%
Ruim17,9%
Péssimo5,5%

No quesito pavimento, mais de 44% das rodovias foram classificadas como Ótimo ou Bom. Assim, impacta diretamente a redução de custos operacionais e o aumento da segurança viária.

Conheça mais sobre as estradas do Nordeste

  1. Pavimento: 31,4% da extensão avaliada tiveram classificação como Ótimo, 13,4% Bom, 37,0% Regular, 12,6% Ruim e 5,6% Péssimo. 0,7%, está com o pavimento totalmente destruído.
  2. Sinalização: 4,8% da extensão avaliada foram classificadas como Ótimo, 26,5% Bom, 43,2% Regular, 15,4% Ruim e 10,1% Péssimo. 7,1% da extensão está sem faixa central e 12,9% não tem faixas laterais.
  3. Geometria da Via (traçado): 12,6% da extensão avaliada foram classificadas como Ótimo, 21,5% Bom, 29,4% Regular, 23,2% Ruim e 13,3% Péssimo. As pistas simples predominam em 92,3%. Falta acostamento em 40,5% dos trechos avaliados. 46,5 % dos trechos com curvas perigosas não têm sinalização.
  4. Pontos críticos: a Pesquisa identifica 781 na região.
  5. Custo operacional: as condições do pavimento no estado geram um aumento de custo operacional do transporte de 31,1%. Isso se reflete na competitividade do Brasil e no preço dos produtos.
    6.Investimentos necessários: para recuperar as rodovias na Nordeste, com ações emergenciais (reconstrução e restauração) e manutenção, é necessário R$ 27,88 bilhões.
  6. Custo dos acidentes: o prejuízo gerado pelos acidentes foi de R$ 4,30 bilhões em 2024. No mesmo ano (2024), o governo gastou R$ 3,75 bilhões com obras de infraestrutura rodoviária de transporte.
  7. Meio ambiente: em 2025, estima-se que houve um consumo excessivo de 303,9 milhões de litros de diesel devido à má qualidade do pavimento da malha rodoviária na região. Esse desperdício gerou um prejuízo R$ 1,75 bilhão aos transportadores e uma emissão de 803,66 mil toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera.
  8. Investimentos: do total de recursos autorizados pelo governo federal para infraestrutura rodoviária especificamente na Nordeste em 2025 (R$ 4,09 bilhões), foram investidos R$ 3,29 bilhões até novembro (80,5%).

Investimentos e impacto econômico

A CNT estima que sejam necessários R$ 27,88 bilhões para recuperação completa e manutenção das rodovias do Nordeste. Em 2025, o Governo Federal autorizou R$ 4,09 bilhões para a infraestrutura rodoviária da região, com 80,5% dos recursos efetivamente investidos até novembro.

Mesmo assim, as condições atuais do pavimento ainda geram um aumento médio de 31,1% no custo operacional do transporte, refletindo no preço final dos produtos e na competitividade regional.

Destaque positivo: Alagoas lidera avaliação no Nordeste

Ao mesmo tempo, o estado de Alagoas se destaca como o melhor desempenho geral na Pesquisa CNT 2025. Desse modo, foram analisados 841 km de rodovias, com resultados expressivos.

Avaliação das rodovias em Alagoas:

ClassificaçãoPercentual
Ótimo9,6%
Bom37,6%
Regular49,9%
Ruim2,9%
Péssimo0,0%

Os dados mostram que mais de 47% da malha alagoana está em condição Boa ou Ótima, sem qualquer trecho classificado como Péssimo. O desempenho reflete políticas de manutenção contínua e investimentos estratégicos, beneficiando o turismo, a indústria e o agronegócio.

Sergipe aparece em segundo lugar e reforça bom cenário regional

Sergipe ocupa a segunda melhor colocação geral do Nordeste. A pesquisa avaliou 653 km de rodovias no estado.

Avaliação das rodovias em Sergipe:

ClassificaçãoPercentual
Ótimo8,7%
Bom36,1%
Regular33,1%
Ruim17,8%
Péssimo4,3%

Assim como Alagoas, Sergipe apresenta mais de 44% da malha classificada como Boa ou Ótima, consolidando-se como referência regional em qualidade viária.

Benefícios diretos para o Nordeste

A melhoria das estradas no Nordeste traz impactos diretos para diferentes setores:

  • Redução de custos logísticos e operacionais
  • Maior segurança para motoristas e transportadores
  • Estímulo ao turismo rodoviário e regional
  • Fortalecimento da integração econômica entre estados
  • Menor consumo excessivo de combustível e redução de emissões

De acordo com a CNT, em 2025 o Nordeste ainda registrou consumo adicional de 303,9 milhões de litros de diesel devido à má qualidade de parte da malha, o que reforça a importância de manter e ampliar os investimentos.

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Infraestrutura como vetor de desenvolvimento

Em suma, os resultados da Pesquisa CNT de Rodovias 2025 mostram que o Nordeste avança, especialmente em estados como Alagoas e Sergipe, que hoje lideram a avaliação regional.

Portanto, o cenário indica que investimentos consistentes em infraestrutura rodoviária seguem sendo um dos principais vetores para o crescimento econômico, a atração de investimentos e a melhoria da qualidade de vida na região.

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.