O cinema do Nordeste continua brilhando no mundo. Isto porque o Festival Internacional de Cinema de Berlim (Berlinale), um dos eventos mais importantes do calendário audiovisual, anunciou a seleção do filme “Rosebush Pruning” para a sua competição principal. A grande notícia é que o diretor do longa é o cearense Karim Aïnouz, reforçando a força da produção nordestina e nacional no cenário internacional.
Esta será a 76ª edição do festival, que acontece entre 12 e 22 de fevereiro na Alemanha. Para Aïnouz, que já tem uma trajetória de sucesso, é uma volta triunfal: “Estou feliz da vida de voltar ao Festival de Berlim, um festival visionário”, comemorou o diretor.
Sobre o Filme e a Equipe
“Rosebush Pruning” é uma sátira contemporânea sobre os conflitos de uma família tradicional. Ao mesmo tempo, a história se passa em uma mansão na Catalunha (Espanha) e acompanha quatro irmãos herdeiros, isolados do mundo, cujas vidas viram de cabeça para baixo quando o irmão mais velho decide sair de casa, desencadeando segredos e violência.
A princípio, o projeto tem um time de peso, mostrando que o cinema brasileiro trabalha em alto nível. Dessa forma, para entender melhor quem está por trás da obra, veja a tabela:
| Função no Filme | Profissional Envolvido | Credencial / Destaque |
|---|---|---|
| Direção | Karim Aïnouz (CE) | Diretor cearense premiado. Venceu Cannes em 2019 com “A Vida Invisível”. |
| Roteiro | Efthimis Filippou (Grécia) | Indicado ao Oscar por “O Lagosta”. |
| Figurino | Bina Daigeler (Alemanha/Espanha) | Figurinista renomada, também indicada ao Oscar. |
| Direção de Arte | Rodrigo Martirena (Uruguai) | Diretor de arte premiado internacionalmente. |
| Fotografia | Hélène Louvart (França) | Diretora de fotografia, colaboradora frequente de Aïnouz. |

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O Brasil em destaque no Festival Internacional de Berlim
Ao mesmo tempo, a presença brasileira no festival vai muito além da competição principal. Vários outros filmes nacionais foram selecionados para mostras paralelas, confirmando um momento rico para nosso audiovisual:
- Generation Kplus (para o público jovem):
- “Feito Pipa”, de Allan Deberton.
- “Papaya”, de Priscilla Kellen (primeiro longa de animação brasileiro na seleção do festival).
- “A Fabulosa Máquina do Tempo”, documentário de Eliza Capai.
- Mostra Panorama:
- “Se Eu Fosse Vivo… Vivia”, de André Novais Oliveira.
- Seção Forum (experimental):
- “Fiz um foguete imaginando que você vinha”, de Janaína Marques.
Em suma, a seleção de “Rosebush Pruning” e de tantos outros filmes é uma celebração da criatividade, ousadia e qualidade técnica do cinema brasileiro. Desse modo, Karim Aïnouz e seus colegas diretores estão mostrando ao mundo que nossas histórias, vindas do Ceará ou de qualquer outro canto do país, têm lugar de destaque entre as melhores produções globais.


