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Economia

Nordeste se destaca no Programa Centelha 3 com Ceará e Piauí entre os líderes em inovação

Dois estados do Nordeste ganham protagonismo nacional no Programa Centelha 3, iniciativa voltada ao incentivo de novos negócios inovadores no Brasil.
Eliseu Lins, da Agência NE9
15 de janeiro de 2026 - às 06:13
Atualizado 15 de janeiro de 2026 - às 06:13
4 min de leitura

Estados estão entre os líderes em número de inscrições e reflete avanço de políticas públicas no setor

Dois estados do Nordeste ganham protagonismo nacional no Programa Centelha 3, iniciativa voltada ao incentivo de novos negócios inovadores no Brasil.

A princípio, Ceará e Piauí aparecem entre as unidades da Federação com maior número de inscrições na terceira edição do programa, que já soma mais de 9 mil ideias submetidas por empreendedores e startups de 16 estados brasileiros.

O Ceará contabiliza 1.139 propostas inscritas, enquanto o Piauí registra 1.018, posicionando ambos entre os quatro estados com maior participação no programa, ao lado do Espírito Santo e Goiás. O desempenho reforça o avanço das políticas de estímulo à inovação no Nordeste e evidencia o amadurecimento do ecossistema empreendedor da região.

Criado para incentivar novos negócios e capacitar empreendedores em todo o país, o Programa Centelha atinge, neste terceiro ciclo, números recordes. A edição atual prevê investimento total de R$ 160 milhões, o maior da história da iniciativa, com a meta de apoiar mais de 1,1 mil empreendimentos inovadores.

Como funciona o Programa Centelha?

O Centelha é voltado a pessoas físicas e jurídicas que tenham ideias inovadoras com potencial de se transformar em negócios, inclusive em estágio inicial, quando ainda não há empresa formalmente constituída. Entretanto, o programa é estruturado em etapas eliminatórias e de capacitação, combinando recursos financeiros e suporte técnico.

De forma geral, o processo envolve:

  1. Submissão da ideia: empreendedores apresentam propostas de produtos, serviços ou processos inovadores por meio de plataforma digital.
  2. Avaliação técnica e de mercado: as propostas são analisadas quanto ao grau de inovação, viabilidade e potencial de impacto econômico e social.
  3. Capacitação e modelagem do negócio: os selecionados passam por treinamentos, mentorias e atividades práticas para estruturar o modelo de negócio.
  4. Aporte financeiro: as equipes aprovadas recebem recursos não reembolsáveis para desenvolver o produto mínimo viável (MVP) e iniciar a operação da startup.
  5. Acompanhamento e conexão com o ecossistema: os empreendimentos contam com suporte continuado e acesso a redes de parceiros, investidores e instituições de pesquisa.

Esse formato busca reduzir o risco típico das fases iniciais de um negócio inovador e acelerar a transição da ideia para o mercado.

Principais benefícios para empreendedores e para a economia local

O Programa Centelha combina fomento financeiro com capacitação empreendedora, o que amplia significativamente as chances de sobrevivência e crescimento das startups apoiadas. Dessa maneira, entre os principais benefícios estão:

  • Recursos não reembolsáveis, evitando o endividamento dos empreendedores no início da operação;
  • Formação gerencial e técnica, com foco em validação de mercado, desenvolvimento de produto e estruturação financeira;
  • Integração com universidades, incubadoras e hubs de inovação, fortalecendo o ecossistema regional;
  • Geração de empregos qualificados e estímulo à economia baseada em conhecimento;
  • Descentralização da inovação, ao levar oportunidades de fomento também para o interior dos estados.

Para os governos estaduais, o programa contribui para diversificar a matriz econômica, estimular cadeias produtivas de base tecnológica e reter talentos locais.

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Parcerias e coordenação nacional

O Programa Centelha é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), executada em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Confederação Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e a Fundação Certi.

Portanto, a articulação entre essas instituições garante capilaridade nacional, padronização dos processos de seleção e acompanhamento dos projetos, além de integração com as políticas estaduais de ciência, tecnologia e inovação.

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.