A partir de agora, todo dia 2 de julho será ainda mais especial para os baianos e para todos os brasileiros. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.454, de 1º de julho de 2026, que estabelece a transferência simbólica da sede do governo federal para Salvador, na Bahia, na data de 2 de julho de cada ano.
A medida, publicada no Diário Oficial da União, celebra a Independência da Bahia, marco fundamental para a consolidação da Independência do Brasil. A lei teve aprovação no Congresso Nacional e sanção pela Presidência da República. Dessa forma, torna oficial a partir desta quarta-feira (1º).
O que muda com a nova lei?
Na prática, a lei determina que, todo dia 2 de julho, as atividades institucionais e governamentais dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União tenham transferência simbólica para Salvador.
Assim, isso significa que os atos oficiais dos três Poderes ocorrerão na capital baiana na data que marca a expulsão das tropas portuguesas da Bahia, em 1823, consolidando definitivamente a Independência do Brasil.
Brasília continua funcionando
Apesar da transferência simbólica, Brasília, no Distrito Federal, continua sendo a sede oficial e permanente do governo federal. A lei garante que as atividades essenciais e ininterruptas da capital federal continuarão.
O parágrafo único do artigo 1º é claro:
“A transferência ocorrerá sem prejuízo das atividades essenciais e ininterruptas em Brasília, Distrito Federal, limitando-se aos atos oficiais e simbólicos que se fizerem necessários em Salvador.”
Ou seja, a mudança é cerimonial e tem como objetivo valorizar a data histórica, mas a máquina pública continua funcionando normalmente em Brasília.
Independência da Bahia: o marco da consolidação
Antes de mais nada, o dia 2 de julho é uma data de profundo significado histórico para o Brasil. Enquanto o 7 de setembro é celebrado como o grito de independência às margens do Ipiranga, foi na Bahia que a independência foi de fato consolidada.

Em 2 de julho de 1823, as tropas brasileiras, com forte participação popular e de negros e índios, expulsaram definitivamente os portugueses de Salvador, garantindo a soberania do país sobre todo o território nacional.
Em suma, a data será oficialmente lembrada com a presença dos três Poderes da República na capital baiana.
Logística e infraestrutura
De acordo com o artigo 2º da lei, caberá ao Poder Executivo federal, em coordenação com os demais Poderes e com as autoridades do Estado da Bahia e do Município de Salvador, planejar toda a logística, segurança e infraestrutura necessárias para a realização dos atos oficiais na data.
Isso inclui:
- Deslocamento de autoridades
- Esquemas de segurança
- Estrutura para eventos e cerimônias
- Parceria com o governo baiano e a prefeitura de Salvador
Resumo da Lei nº 15.454/2026
| Informação | Detalhamento |
|---|---|
| Lei | Nº 15.454, de 1º de julho de 2026 |
| Objeto | Transferência simbólica da sede do governo federal para Salvador (BA) |
| Data | 2 de julho de cada ano |
| Motivo | Celebração da Independência da Bahia (consolidação da Independência do Brasil) |
| Poderes envolvidos | Executivo, Legislativo e Judiciário da União |
| Natureza | Simbólica e cerimonial |
| Impacto em Brasília | Atividades essenciais e ininterruptas permanecem em Brasília |
| Responsáveis pela logística | Poder Executivo federal, em coordenação com os demais Poderes, governo da Bahia e prefeitura de Salvador |
| Vigência | Data da publicação (1º de julho de 2026) |
Em suma, com a sanção da lei, o 2 de julho ganha ainda mais relevância no calendário oficial brasileiro. Ao mesmo tempo, a data, que já era feriado na Bahia, agora terá atos dos três Poderes da República em Salvador. Desse modo, reforça a importância histórica da luta baiana pela consolidação da Independência do Brasil.


