Tricampeão supera Jack Robinson na final, enquanto Yago Dora termina em terceiro e mantém a liderança do ranking. Decisão da temporada acontece em Pipeline, no Havaí, a partir de 8 de dezembro
O paulista Gabriel Medina conquistou o título da 11ª etapa do Championship Tour (CT) da World Surf League (WSL), disputada em Cloud 9, nas Filipinas. Na final, realizada na madrugada desta terça-feira (3), o tricampeão mundial venceu o australiano Jack Robinson por 16,93 a 14,50.
A princípio, o resultado aumentou a expectativa para a última etapa da temporada. Afinal, Medina subiu para a segunda posição do ranking mundial e agora aparece mais próximo do compatriota Yago Dora, que continua na liderança após terminar a competição filipina em terceiro lugar.
Além disso, a decisão do título mundial será em Pipeline, no Havaí, entre os dias 8 e 20 de dezembro. Portanto, a temporada ainda reserva uma disputa importante entre os principais nomes do circuito.
Medina encerra jejum de títulos na WSL
A vitória em Cloud 9 marcou o retorno de Gabriel Medina ao lugar mais alto do pódio de uma etapa do Championship Tour. O brasileiro não conquistava uma competição da elite mundial desde abril de 2023, quando venceu em Margaret River, na Austrália.
Na decisão contra Jack Robinson, Medina começou a construir a vantagem com uma onda avaliada em 7,50 pontos. Depois, encontrou um tubo de alto nível, recebeu 9,43 dos juízes e colocou o australiano em uma situação difícil.
Robinson ainda tentou reagir e chegou a somar 14,50 pontos. No entanto, Medina administrou a vantagem nos minutos finais e confirmou o título com 16,93 pontos.
Antes da final, o brasileiro também precisou superar Yago Dora em uma semifinal disputada entre dois representantes do Brasil. Medina venceu por 15,76 a 13,50 e avançou para enfrentar Robinson.



Yago Dora continua na liderança do ranking
Apesar da eliminação na semifinal, Yago Dora terminou a etapa na terceira colocação e manteve a liderança do Championship Tour.
O catarinense chega à decisão no Havaí com 54.950 pontos, enquanto Gabriel Medina aparece em segundo lugar, com 53.210. A diferença entre os dois brasileiros é de 1.740 pontos.
O potiguar Ítalo Ferreira também segue na disputa. Atual terceiro colocado, o surfista de Baía Formosa, no Rio Grande do Norte, soma 49.335 pontos.
Confira os cinco primeiros colocados após a etapa das Filipinas:
| Posição | Surfista | Pontuação |
|---|---|---|
| 1º | Yago Dora (Brasil) | 54.950 |
| 2º | Gabriel Medina (Brasil) | 53.210 |
| 3º | Ítalo Ferreira (Brasil) | 49.335 |
| 4º | Griffin Colapinto (EUA) | 46.195 |
| 5º | Miguel Pupo (Brasil) | 45.270 |
Os números mostram a presença de três brasileiros entre os cinco primeiros. Além disso, a diferença entre os líderes mantém a disputa aberta para a etapa final.
Pipe Masters vai definir o campeão mundial de 2026
Agora, os surfistas voltam as atenções para o Lexus Pipe Masters, em Pipeline, no Havaí. A competição começa em 8 de dezembro e segue até o dia 20, encerrando o calendário do Championship Tour de 2026.
A etapa terá um peso especial na classificação. Enquanto as competições regulares distribuem 10 mil pontos ao vencedor, o campeão em Pipeline receberá 15 mil pontos.
Por isso, a disputa ainda pode provocar mudanças importantes no ranking. Yago Dora chega na frente, mas Medina reduziu a diferença com a vitória nas Filipinas. Ítalo Ferreira, por sua vez, também mantém chances de alcançar o título.
Além dos três brasileiros, Griffin Colapinto e Miguel Pupo aparecem entre os cinco primeiros colocados e seguem no grupo que pode brigar pela conquista mundial.

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Brasil chega forte à última etapa
Portanto, a campanha nas Filipinas reforçou a presença brasileira na disputa pelo campeonato. Medina voltou a vencer uma etapa depois de mais de três anos, Yago preservou a liderança e Ítalo Ferreira continua entre os principais concorrentes.
Agora, Pipeline será o palco da decisão. Com pontuação ampliada e diferenças ainda administráveis entre os primeiros colocados, o encerramento da temporada promete fortes disputas nas ondas do Havaí.
Afinal, para o surfe brasileiro, a expectativa é chegar ao fim de 2026 com mais um representante no topo do ranking mundial.



