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Flávio Bolsonaro foca no Nordeste para alavancar pré-candidatura

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em preparação para uma possível candidatura à Presidência em 2026, decidiu focar seus esforços no Nordeste.
Redação, da Agência NE9
22 de janeiro de 2026 - às 07:44
Atualizado 22 de janeiro de 2026 - às 07:44
3 min de leitura

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em preparação para uma possível candidatura à Presidência em 2026, decidiu focar seus esforços no Nordeste. Para isso, escalou o senador Rogério Marinho (PL-RN) para coordenar sua pré-campanha na região, que é um tradicional reduto eleitoral do PT.

A princípio, a decisão é uma resposta a um pedido direto do ex-presidente Jair Bolsonaro e mostra a tentativa de reverter uma grande desvantagem nas pesquisas. Ao mesmo tempo, dados recentes indicam que o atual presidente Lula tem ampla liderança no Nordeste, enquanto Flávio Bolsonaro registra intenções de voto bem menores na região.

Nordeste é o Desafio Eleitoral da Direita

A última pesquisa Genial/Quaest ilustra a dificuldade que Flávio Bolsonaro enfrenta no Nordeste, onde seu pai perdeu nas eleições de 2018 e 2022. Para visualizar a diferença, veja a comparação nas intenções de voto:

RegiãoIntenção de Voto em LulaIntenção de Voto em Flávio BolsonaroSituação
NordesteMais de 60%Entre 13% e 15%Maior desafio. Lula tem ampla vantagem.
SudesteEmpate técnico (na margem de erro)Empate técnico (na margem de erro)Cenário equilibrado.
Sul, Centro-Oeste e NorteMenorMaiorFlávio aparece à frente de Lula nestas regiões.

A Estratégia: Um Líder Nordestino no Comando

Para tentar mudar esse cenário, Flávio Bolsonaro optou por colocar um político da região no comando de sua estratégia. Antes de mais nada, o senador Rogério Marinho, que era cotado para concorrer ao governo do Rio Grande do Norte, aceitou o convite e desistiu de sua candidatura estadual.

Em um vídeo, Flávio agradeceu a Marinho pela “escolha pelo Brasil” e afirmou que, com ele, o Rio Grande do Norte estará “ainda mais contemplado” em seu plano de governo. Marinho, por sua vez, declarou que sua decisão foi motivada por “gratidão, solidariedade e lealdade a Bolsonaro”.

Rogério Marinho e o ex-presidente Bolsonaro. Foto: Marcos Corrêa/PR
Rogério Marinho e o ex-presidente Bolsonaro. Foto: Marcos Corrêa/PR

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A movimentação acontece em um momento particular do estado. Haverá uma eleição-tampão para governador em abril de 2026, pois a atual governadora Fátima Bezerra (PT) e o vice, Walter Alves (MDB), devem renunciar para disputar outros cargos. O PL, agora presidido por Marinho no estado, terá influência na formação da chapa de oposição ao PT.

Ao priorizar o Nordeste e trazer um líder regional para sua equipe, Flávio Bolsonaro tenta construir uma ponte em um eleitorado que, historicamente, não vota em sua família. Em suma, a eficácia dessa estratégia entra em teste ao longo dos próximos meses.