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Ex-marido de Maria da Penha vira réu por campanha de ódio contra a ativista

Uma notícia que chama a atenção para a importância de proteger quem luta pelos direitos das mulheres: o ex-marido de Maria da Penha e outras três pessoas se tornaram réus por uma campanha de ódio ...
Redação, da Agência NE9
11 de março de 2026 - às 09:07
Atualizado 11 de março de 2026 - às 09:07
3 min de leitura
Maria-da-Penha-que-deu-nome-a-lei-que-coibe-a-violencia-domestica foto Marcelo Camargo Agencia Brasil
Maria-da-Penha-que-deu-nome-a-lei-que-coibe-a-violencia-domestica foto Marcelo Camargo Agencia Brasil

Uma notícia que chama a atenção para a importância de proteger quem luta pelos direitos das mulheres: o ex-marido de Maria da Penha e outras três pessoas se tornaram réus por uma campanha de ódio contra a farmacêutica.

A Justiça do Ceará aceitou a denúncia do Ministério Público contra os quatro suspeitos de participar de perseguições virtuais e divulgar notícias falsas para desacreditar Maria da Penha Maia Fernandes, cujo nome batiza a lei que protege mulheres vítimas de violência doméstica no Brasil.

Quem são os acusados?

Os quatro homens denunciados são:

NomeEnvolvimento
Marco Antônio ViveirosEx-marido de Maria da Penha, já condenado por tentativa de homicídio contra ela
Alexandre de PaivaInfluenciador digital
Marcus Vinícius MantovanelliProdutor do documentário “A Investigação Paralela: o Caso Maria da Penha”
Henrique ZinganoEditor e apresentador

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o grupo atuou de forma organizada para atacar a honra de Maria da Penha e tentar tirar a credibilidade da lei que leva seu nome. As principais ações foram:

  • Perseguições virtuais (cyberbullying) e stalking
  • Divulgação de notícias falsas
  • Uso de um laudo de exame de corpo de delito forjado para tentar provar a inocência do ex-marido

Os investigados usavam grupos de WhatsApp para planejar as estratégias da campanha de ódio e produzir o documentário. Em um dos áudios obtidos pelo MP, o influenciador Alexandre Paiva diz:

“Vou lá incomodar em Fortaleza e vou de novo lá em frente à casa onde aconteceu o crime para incomodar a dona Maria da Penha. Dona Maria da Penha, de Fortaleza, já deve estar com as barbas de molho.”

Documentário com laudo falso

O documentário produzido pela empresa Brasil Paralelo S/A usou um laudo adulterado de um exame de corpo de delito do ex-marido de Maria da Penha. A Perícia Forense do Ceará concluiu que o documento era uma montagem.

De acordo com o MP, o grupo buscava lucrar com a desinformação, espalhando mentiras para desacreditar a vítima e a lei que leva seu nome.

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A história de Maria da Penha

O caso que deu origem à Lei Maria da Penha é marcado por violência extrema. Em 1983, Marco Antônio Viveiros atirou em Maria da Penha enquanto ela dormia, deixando-a paraplégica. Quatro meses depois, ele a manteve em cárcere privado por 15 dias e tentou eletrocutá-la.

O caso se tornou um símbolo da luta contra a violência doméstica e resultou na criação da Lei nº 11.340/2006, que completa 20 anos em 2026 e é uma das principais normas de proteção às mulheres no Brasil.

Em suma, Maria da Penha virou um ícone do combate à violência contra a mulher.

Crime de ódio não vai ficar impune

Assim, a aceitação da denúncia pela Justiça mostra que atacar a honra de quem luta por direitos não ficará impune.

Agora, os acusados agora respondem a processo criminal e podem sofrer condenação pelos crimes de perseguição e intimidação sistemática virtual.

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