Você já ouviu falar no MBL? E no partido Missão? E se eu disser que eles estão de olho no Nordeste e têm um plano especial para isso?
Em ano de eleição, todos os candidatos querem conquistar votos em todas as regiões do país. E não é diferente com Renan Santos, pré-candidato à Presidência pelo partido Missão (que foi criado pelo MBL). Contudo, tem um detalhe: no Nordeste, esse grupo ainda é pouco conhecido.
Então, como fazer para ganhar espaço e virar uma opção para o eleitor nordestino? Os líderes do partido se reuniram e traçaram uma estratégia. E o mais interessante é que ela é bem simples e criativa. Vamos entender como funciona?
O problema do MBL: pouca gente conhece o candidato
Imagine que você quer abrir uma barraquinha de lanches em uma nova cidade. Se ninguém sabe quem você é, ninguém vai parar para comprar, certo? No mundo da política é parecido.
No Nordeste, o MBL e o partido Missão ainda são pouco conhecidos. Enquanto isso, outros pré-candidatos como Lula (do PT) e Flávio Bolsonaro (do PL) já são velhos conhecidos da população, principalmente nas grandes cidades. Como competir com gente tão famosa?
A solução: ir para as cidades pequenas
Ao mesmo tempo, a ideia dos caciques do partido é simples e faz todo o sentido. Em vez de gastar energia tentando disputar espaço nas capitais e grandes municípios (onde os candidatos famosos vão dominar a atenção), Renan Santos vai focar nas cidades pequenas do interior do Nordeste.
Mas por que isso é uma boa ideia?
Antes de mais nada, quando um candidato à Presidência da República visita uma cidade pequena, isso vira um grande evento! A população se mobiliza, a imprensa local dá destaque, e todo mundo fica sabendo. Uma carreata com o presidenciável pode atrair multidões e chamar muito mais atenção do que uma visita a uma grande capital, onde ele seria apenas mais um na multidão de políticos famosos.
Além disso, o efeito pode se espalhar. Uma visita a uma cidade pequena acaba repercutindo nos municípios vizinhos, aumentando o alcance da campanha.
O toque especial: conteúdo feito sob medida
Mas não é só aparecer. A estratégia tem um segundo passo muito importante. A equipe do candidato vai preparar temas especiais para cada região visitada. Ou seja, antes de chegar a uma cidade, eles vão estudar os problemas e as necessidades daquele lugar. Depois, vão criar conteúdo para as redes sociais falando exatamente sobre aquilo que interessa ao povo local.
Se a cidade vive da agricultura, o candidato vai falar sobre propostas para o campo. Se o problema é a seca, ele vai apresentar ideias para levar água à população. Dessa forma, a visita ganha ainda mais relevância e repercute nas redes sociais durante toda a semana.
| Passo | Estratégia | Por que funciona? |
|---|---|---|
| 1. Foco no interior | Visitar cidades pequenas, em vez de focar nas grandes capitais. | Nas capitais, a concorrência com candidatos famosos é grande. Nas cidades pequenas, a visita de um presidenciável vira um grande evento e chama muita atenção. |
| 2. Visitas que viram notícia | Realizar carreatas e agendas que mobilizem a população local. | O impacto é maior e a visita acaba repercutindo também nos municípios vizinhos, ampliando o alcance da campanha. |
| 3. Conteúdo personalizado | Escolher temas de interesse específico de cada cidade e região para falar nas redes sociais. | As pessoas se sentem representadas quando o candidato fala dos seus problemas. Isso gera engajamento e faz o conteúdo bombar na internet durante a semana da visita. |
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E será que funciona?
Em suma, essa é uma estratégia inteligente e já usada por muitos políticos que querem crescer em regiões onde são pouco conhecidos. Em vez de tentar ganhar a eleição de uma vez, o foco é ir conquistando espaço aos poucos, comunidade por comunidade.


