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“Lua de Sangue” faz espetáculo no céu nesta terça; saiba mais

Já imaginou olhar para o céu e ver a Lua com um tom avermelhado, como se fosse uma moeda de cobre ou um farol na escuridão? Esse eclipse, conhecido como “Lua de Sangue”, vai acontecer amanha, ...
Eliseu Lins, da Agência NE9
2 de março de 2026 - às 05:19
Atualizado 2 de março de 2026 - às 05:19
4 min de leitura

Já imaginou olhar para o céu e ver a Lua com um tom avermelhado, como se fosse uma moeda de cobre ou um farol na escuridão? Esse eclipse, conhecido como “Lua de Sangue”, vai acontecer amanha, terça-feira, dia 3 de março.

Mas calma, não se assuste com o nome! Apesar de parecer coisa de filme de terror, é um fenômeno científico lindo e seguro de se ver. Vamos explicar tudo de um jeito simples para você não perder nenhum detalhe.

O que é um Eclipse Lunar?

Antes de mais nada o eclipse é uma grande brincadeira de sombra no espaço! Imagine que o Sol é uma lanterna gigante, a Terra é uma bola e a Lua é outra bolinha. No eclipse lunar, a Terra fica bem no meio, entre o Sol e a Lua.

Com a Terra nessa posição, a sombra do nosso planeta é projetada na Lua. É como se a Terra fizesse um “cocoruto” e tampasse a luz do Sol que ia para a Lua.

Por que a Lua fica vermelha?

Essa é a parte mais legal! Se a Terra tampa a luz, por que a Lua não fica preta?

Acontece que um pouquinho de luz do Sol consegue dar a volta na Terra, mas ela precisa atravessar a nossa atmosfera (aquela camada de ar que nos protege). A atmosfera funciona como um filtro: ela espalha a luz azul (que é a mesma razão pela qual o céu é azul durante o dia) e deixa passar principalmente a luz avermelhada. Essa luz vermelha é “refletida” na superfície da Lua. É por isso que ela ganha essa cor incrível!

De acordo com a NASA, essa coloração avermelhada acontece exatamente por esse filtro natural da atmosfera da Terra.

Dá para ver no Brasil?

Essa é a notícia que exige um pouco de atenção. Infelizmente, aqui no Brasil, não vamos ver a fase total do eclipse, onde a Lua fica completamente vermelha.

Na maior parte do país, o que veremos é uma fase mais sutil, chamada de eclipse penumbral. Isso significa que a Lua vai passar pela “borda” mais clarinha da sombra da Terra. O efeito é tão leve que parece que a Lua está levemente mais escura, e pode até passar despercebido se você não estiver prestando atenção.

Mas há uma esperança para quem mora no Norte e Centro-Oeste! Em lugares específicos, o eclipse será um pouquinho mais forte no começo da manhã.

Para facilitar, criamos uma tabelinha simples:

LocalizaçãoO que vai dar para ver?
Norte e Centro-OesteFase Parcial (mais perceptível): Em estados como Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia e oeste do Mato Grosso, o céu vai mostrar uma “mordida” mais visível na Lua no início da manhã.
Restante do BrasilFase Penumbral (bem sutil): No resto do país, a Lua vai parecer levemente mais apagada que o normal. O efeito é bonito, mas bem discreto.

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Que horas olhar?

A janela para observar o fenômeno no Brasil é bem específica. Segundo o site TimeandDate, o eclipse poderá ser observado entre 5h44 e pouco antes das 7h da manhã (horário de Brasília).

A dica é: acorde um pouquinho mais cedo na terça-feira e olhe na direção do horizonte oeste (onde o Sol se põe), pois a Lua estará se pondo enquanto o Sol começa a nascer.

Cronograma (horário de Brasília):

  • 5h44 – início do eclipse penumbral
  • 6h50 – início do eclipse parcial
  • 8h04 às 9h02 – fase total (não visível no Brasil)

Como observar o Eclipse?

Essa é a melhor parte: é super simples e seguro!

  • Olho nu: Diferente do eclipse do Sol, você não precisa de óculos especiais ou qualquer proteção. Pode olhar diretamente para a Lua sem medo!
  • Condição essencial: O principal inimigo do observador é o tempo nublado. Se o céu estiver limpo, a diversão está garantida.

E se o céu estiver nublado?

Não se preocupe! Se o tempo fechar ou se você não estiver em uma das regiões que verão o eclipse mais forte, a tecnologia dá uma força. Vários sites e canais de ciência farão transmissões ao vivo mostrando o eclipse total, que será visto lindo e vermelho em partes da América do Norte, América Central e em alguns países vizinhos, como Colômbia, Equador e Peru.

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.