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Criação de Centro de Pesquisa do SUS na Bahia amplia produção de medicamentos do Brasil

A Bahiafarma, Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico, deu mais um passo importante para se consolidar como uma referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). Nesta segunda-feira (16), durante um evento, foi anunciada ...
Redação NE9 Nordeste, da Agência NE9
17 de setembro de 2024 - às 05:24
Atualizado 17 de setembro de 2024 - às 05:24
5 min de leitura

A Bahiafarma, Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico, deu mais um passo importante para se consolidar como uma referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I).

Nesta segunda-feira (16), durante um evento, foi anunciada a criação do Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Medicamentos (CPDIM), que será instalado no Parque Tecnológico da Bahia.

O Centro será uma plataforma essencial para o desenvolvimento de novos medicamentos

Com um financiamento inicial de R$ 11,3 milhões,  funcionará como um espaço multiuso para pesquisadores de diversas instituições.

A cerimônia contou com a presença da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, da secretária de saúde, Roberta Santana, do secretário de ciência, tecnologia e inovação, André Joazeiro, e da presidente da Bahiafarma, Ceuci Nunes. Eles destacaram que o CPDIM faz parte da estratégia de fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), que busca ampliar a produção nacional de medicamentos e insumos, promovendo a autonomia do Brasil em um setor estratégico para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Evento Bahia Farma Foto Feijão AlmeidaGOVBA (4)
Evento Bahia Farma Foto Feijão AlmeidaGOVBA (4)

“O avanço da Bahiafarma no desenvolvimento de medicamentos e inovação farmacêutica demonstra o potencial do Brasil em utilizar sua biodiversidade e conhecimento científico para fortalecer o SUS e beneficiar a população”, afirmou a ministra Luciana Santos.

A Bahiafarma será responsável pela gestão técnica do CPDIM, que terá três áreas prioritárias: Laboratório de PD&I em Medicamentos Sintéticos, Laboratório Analítico de Medicamentos, e o Centro Avançado de Formação e Treinamento. Estima-se que serão necessários R$ 10 milhões adicionais para equipar o centro.

Para Ceuci Nunes, presidente da Bahiafarma, o centro de pesquisa vai além da produção de medicamentos, integrando a indústria farmacêutica com a produção científica das universidades. “A valorização da nossa biodiversidade e a transformação desse conhecimento em produtos que beneficiem a população são fundamentais para fortalecer a Bahia e o Nordeste”, destacou.

Parcerias com universidades

O CPDIM já conta com parcerias estratégicas com instituições como Fiocruz, UFBA, Uneb, Uefs e UFRB, formalizadas através de acordos de cooperação técnica. Essas colaborações têm sido fundamentais para a pesquisa de moléculas terapêuticas originárias da flora baiana, como o óleo de licuri, conhecido por suas propriedades cicatrizantes, e plantas como mulungu, aroeira, maracujá do mato e moringa, que também estão sendo investigadas.

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uefs foto reprodução

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Um dos projetos de maior impacto é o desenvolvimento de uma formulação pediátrica de hidroxiureia, em parceria com a Faculdade de Farmácia da UFBA, voltada ao tratamento da doença falciforme, que afeta principalmente a população negra e tem sua maior incidência na Bahia. A nova formulação visa melhorar a dosagem e adesão ao tratamento.

Inovação no tratamento de doenças

Outro projeto de destaque é o desenvolvimento de um probiótico para o tratamento de neuropatia diabética, uma condição que afeta milhares de pessoas no Brasil. Esse projeto também conta com a parceria das universidades UFBA e UFRB.

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O secretário de ciência, tecnologia e inovação, André Joazeiro, frisou a importância de desenvolver tecnologias localmente, aproveitando os recursos da biodiversidade regional, como insumos da Caatinga e do Cerrado, que podem ser utilizados para a produção de fitoterápicos e cosméticos. “Com essa estratégia, a Bahiafarma poderá registrar patentes e comercializar não apenas para o SUS, mas para o mercado nacional e internacional, agregando valor à indústria farmacêutica local”, destacou.

A secretária de saúde, Roberta Santana, reforçou a importância desses avanços para a saúde pública da Bahia, afirmando que a pesquisa e inovação local oferecem soluções significativas para problemas de saúde, como a doença falciforme, que é um desafio particular para o estado.

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