A construtora pernambucana Moura Dubeux Engenharia deu um novo passo no mercado financeiro ao protocolar, junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), pedido para realizar uma oferta pública de ações (follow-on) na B3, a Bolsa de Valores brasileira.
A princípio, a operação pode movimentar até R$ 500 milhões, considerando a oferta-base e um eventual lote adicional, e tem como objetivo fortalecer a estrutura de capital da companhia e sustentar sua expansão, especialmente no Nordeste.

Follow-on da Moura Dubeux mira investidores e fortalece presença da construtora no Nordeste
O pedido prevê a emissão inicial de 9,65 milhões de novas ações ordinárias, destinadas exclusivamente a investidores profissionais, com garantia de direito de preferência aos atuais acionistas.
Dessa forma, a precificação final será definida após o processo de bookbuilding, mas a estimativa considera como referência a cotação de R$ 25,90 registrada em janeiro de 2026.
Além do mercado brasileiro, a empresa também pretende realizar esforços de colocação no exterior, ampliando a visibilidade internacional da construtora, que tem origem em Pernambuco e forte atuação nos principais mercados imobiliários nordestinos.
Expansão no Nordeste e parceria no Minha Casa, Minha Vida
Paralelamente ao movimento no mercado de capitais, a Moura Dubeux vem estruturando sua atuação no segmento de habitação popular por meio de uma joint venture com o Grupo Direcional, focada em empreendimentos do programa Minha Casa, Minha Vida (Faixa Única).
A parceria combina a expertise regional da Moura Dubeux no Nordeste com a experiência da Direcional no segmento econômico, ampliando o alcance da empresa em cidades estratégicas da região.
A estratégia reforça o papel da construtora como uma das principais incorporadoras em atividade no Nordeste, com projetos que atendem desde o médio e alto padrão até o mercado habitacional de maior escala.
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Coordenação financeira e governança corporativa
A operação será coordenada por um consórcio de grandes instituições financeiras, liderado pelo Itaú BBA, com participação de BTG Pactual, Bradesco BBI, Santander e Banco Safra.
Assim, o grupo atuará sob regime de garantia firme, seguindo as normas da Anbima e os requisitos do Novo Mercado da B3, segmento que exige elevados padrões de governança corporativa.
Esse modelo reforça a credibilidade da companhia perante investidores e o compromisso com transparência, compliance e boas práticas de gestão.
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Crescimento operacional reforça estratégia de captação
Na prévia operacional divulgada pela empresa, a Moura Dubeux informou R$ 4,6 bilhões em lançamentos ao longo de 2025, crescimento de 80,7% em relação a 2024, além de uma queda nos distratos para 6,9%, indicador considerado saudável para o setor imobiliário.
Portanto, os números sustentam a decisão de buscar novos recursos no mercado de capitais e indicam ritmo acelerado de expansão, com impacto direto na geração de empregos, movimentação da cadeia da construção civil e desenvolvimento urbano em diversos estados do Nordeste.


