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Baiano vence campeonato nacional e vai ao Mundial de Calistenia na Itália

Um atleta baiano acaba de colocar o Nordeste no mapa mundial da calistenia. Após vencer o Campeonato Bravos Street Workout, realizado em Cajueiro da Praia, o baiano Luan dos Santos garantiu classificação para disputar o ...
Eliseu Lins, da Agência NE9
28 de maio de 2026 - às 12:15
Atualizado 28 de maio de 2026 - às 12:15
4 min de leitura

Um atleta baiano acaba de colocar o Nordeste no mapa mundial da calistenia. Após vencer o Campeonato Bravos Street Workout, realizado em Cajueiro da Praia, o baiano Luan dos Santos garantiu classificação para disputar o Mundial de Calistenia, que será realizado na Itália em 2027.

A conquista aconteceu no último fim de semana e representa um marco importante para uma modalidade que cresce rapidamente no Brasil, principalmente entre jovens que utilizam espaços públicos, praças e parques como locais de treinamento.

A princípio, com movimentos que misturam força extrema, equilíbrio, acrobacia e controle corporal, a calistenia vem deixando de ser apenas uma atividade urbana alternativa para ganhar status de esporte competitivo internacional.

O que é calistenia?

A calistenia é uma modalidade baseada no uso do próprio peso corporal para realizar exercícios de força, resistência, flexibilidade e coordenação motora.

Diferente da musculação tradicional, que depende de máquinas e pesos externos, a prática utiliza movimentos feitos em:

  • barras;
  • paralelas;
  • solo;
  • argolas;
  • estruturas urbanas.

Entre os exercícios mais conhecidos estão:

  • barra fixa;
  • flexões;
  • prancha;
  • muscle up;
  • front lever;
  • movimentos acrobáticos suspensos.

Nos últimos anos, a modalidade explodiu nas redes sociais por conta dos vídeos impressionantes de atletas realizando manobras consideradas quase “impossíveis”.

A vertente disputada por Luan foi a freestyle, considerada uma das mais espetaculares da modalidade. Nela, os atletas combinam força e acrobacias em apresentações que lembram ginástica artística, breakdance e parkour.

Modalidade cresce forte no Nordeste

O crescimento da calistenia no Nordeste acontece principalmente em áreas urbanas e projetos esportivos comunitários.

Cidades como Salvador, Fortaleza, Recife e João Pessoa já possuem grupos organizados de street workout e campeonatos locais. Além disso, o esporte também chama atenção pelo baixo custo de entrada. Como utiliza o próprio corpo e espaços públicos, muitos atletas começam a treinar sem necessidade de academias tradicionais.

Isso transformou a modalidade em uma forte ferramenta de inclusão social e prática esportiva entre jovens periféricos.

Sonho mundial começa no Piauí

A classificação para o Mundial veio após a vitória de Luan no Bravos Street Workout, um dos principais campeonatos nacionais da modalidade.

Segundo o atleta, o apoio do Governo da Bahia, através da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia, foi decisivo para tornar possível a viagem até o Piauí.

Sem patrocínio privado, Luan destacou que o suporte institucional acabou sendo fundamental para que pudesse competir e conquistar a vaga internacional.

Agora, a expectativa é usar a participação no Mundial para ampliar ainda mais a visibilidade da calistenia na Bahia e no Nordeste.

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Esporte urbano ganha espaço no mundo

A calistenia hoje é considerada uma das modalidades urbanas que mais crescem globalmente. Dessa maneira, competições internacionais já movimentam atletas de dezenas de países, especialmente na Europa, Ásia e América Latina.

No Brasil, o crescimento ainda é recente, mas atletas nordestinos começam a ganhar destaque justamente em uma modalidade que mistura performance, disciplina, criatividade e forte impacto visual.

Portanto, além do aspecto esportivo, a modalidade também se conecta fortemente à cultura urbana, redes sociais e produção de conteúdo digital, atraindo milhões de visualizações em plataformas como TikTok, Instagram e YouTube.

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.