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Política

Bolsa Família já tem calendário de pagamento para 2026

Programa segue como principal política de transferência de renda da região; calendário começa no dia 19 de janeiro
Eliseu Lins, da Agência NE9
5 de janeiro de 2026 - às 08:47
Atualizado 5 de janeiro de 2026 - às 08:47
3 min de leitura
Brasília (DF) -- Cartão do Bolsa Família. Foto: MDAS/Divulgação
Brasília (DF) -- Cartão do Bolsa Família. Foto: MDAS/Divulgação

O Bolsa Família 2026 começa a ser pago a partir do dia 19 de janeiro, com impacto direto para mais de 8 milhões de famílias beneficiárias no Nordeste, região que concentra uma das maiores coberturas do programa social no país.

A princípio, os pagamentos seguem até o dia 30 de janeiro, de forma escalonada, conforme o dígito final do Número de Identificação Social (NIS).

Ao longo de todo o ano de 2026, os repasses do programa ocorrerão sempre nos últimos dez dias úteis de cada mês, garantindo previsibilidade para milhões de brasileiros que dependem do benefício como complemento essencial da renda familiar.

Calendário segue o final do NIS

Em suma, para receber o benefício, a família deve observar o último dígito do NIS, impresso no cartão do programa. Quem possui NIS final 1 recebe no primeiro dia do calendário; NIS final 2, no segundo dia; e assim sucessivamente até o final 0.

Além disso, em municípios que tiverem situação de emergência ou calamidade pública reconhecida pelo Governo Federal, o pagamento é unificado, sendo liberado já no primeiro dia do calendário mensal.

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Nordeste concentra maior número de beneficiários

O Nordeste segue como a região com maior número de famílias atendidas pelo Bolsa Família, ultrapassando a marca de 8 milhões de beneficiários. O programa tem papel estratégico no combate à pobreza, na redução das desigualdades sociais e no fortalecimento da economia local, especialmente em pequenos e médios municípios nordestinos.

Os recursos movimentam o comércio, garantem segurança alimentar e ampliam o acesso a direitos básicos, como saúde e educação.

Valor mínimo é de R$ 600 por família

O valor mínimo do Bolsa Família permanece em R$ 600 por domicílio, podendo ser ampliado conforme a composição familiar. Os benefícios adicionais reforçam a proteção social, especialmente para crianças, adolescentes e gestantes. No Nordeste segundo dados do Governo Federal, a média é de R$ 682,41.

Confira os principais acréscimos previstos no programa:

  • Benefício Variável Familiar (BVF):
    R$ 50 para gestantes, nutrizes e crianças e adolescentes de 7 a 18 anos incompletos.
  • Benefício Primeira Infância (BPI):
    R$ 150 adicionais por criança de até seis anos incompletos.

Esses valores são cumulativos e ajustados de acordo com o perfil de cada família cadastrada.

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Importância social e econômica

No Nordeste, o Bolsa Família vai além da transferência de renda. O programa contribui diretamente para a redução da insegurança alimentar, o acesso à educação, a frequência escolar e o acompanhamento de saúde, além de estimular a economia local por meio do consumo básico.

Portanto, com o início dos pagamentos de 2026, o programa reafirma seu papel como um dos principais instrumentos de proteção social do país, especialmente em regiões historicamente mais vulneráveis, como o Nordeste.

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.