O Banco do Nordeste (BNB) encerrou 2025 com R$ 21,5 bilhões em patrimônio líquido sob gestão de fundos de investimento, resultado que representa um crescimento de 30,1% em relação ao início do ano, quando o volume era de R$ 16,6 bilhões.
A expansão reforça o fortalecimento do banco no mercado de capitais e sinaliza uma maior cultura de poupança e investimento entre os nordestinos.
Além do avanço financeiro, houve crescimento expressivo na base de investidores. A princípio, o número de cotistas saltou de 175.579 para 223.589, uma alta de 27,5%, indicando que mais pessoas passaram a acessar produtos financeiros antes concentrados em públicos de maior renda.
Resultado fortalece a economia regional
O aumento do volume investido em fundos administrados pelo BNB é relevante porque amplia a capacidade do banco de canalizar recursos para projetos produtivos na região, especialmente em setores como agronegócio, micro e pequenas empresas, infraestrutura e economia verde.
Dessa maneira, na prática, mais recursos sob gestão significam maior potencial de crédito e financiamento para o desenvolvimento local.
Como principal instituição de fomento do Nordeste, o Banco do Nordeste atua como elo entre o mercado financeiro e a economia real, transformando poupança em investimentos que geram emprego, renda e dinamizam cadeias produtivas regionais.

Inclusão financeira impulsiona novos investidores
Um dos principais motores do crescimento em 2025 foi o lançamento do InvestAmigo, iniciativa voltada para clientes dos programas de microfinanças Crediamigo e Agroamigo, que tradicionalmente atendem pequenos empreendedores urbanos e agricultores familiares.
O produto permite aplicações a partir de R$ 1, com 100% dos recursos investidos em títulos públicos federais, o que caracteriza baixo risco e torna o investimento acessível a quem nunca teve contato com o mercado financeiro.
“Os números refletem a força da nossa estratégia, que combina gestão responsável, produtos adequados ao perfil do investidor e ações que democratizam o acesso aos fundos”, afirmou o presidente do BNB, Wanger de Alencar.
Segundo o diretor de Ativos de Terceiros, Antônio Jorge, a iniciativa contribuiu para inserir milhares de pessoas no sistema financeiro formal:
“Levamos o investimento a quem antes ficava de fora, transformando microinvestidores em participantes do mercado e fortalecendo a confiança na gestão do Banco.”
Por que esse crescimento é positivo para o Nordeste
O avanço na base de investidores e no volume de recursos administrados tem efeitos estruturais para a economia regional:
- Estimula a educação financeira, ao criar o hábito de poupar e investir mesmo com valores baixos;
- Reduz a vulnerabilidade das famílias, oferecendo alternativas seguras para formação de reserva;
- Fortalece o sistema de crédito regional, permitindo que o banco amplie financiamentos produtivos;
- Apoia a formalização de pequenos negócios, especialmente no comércio, serviços e agricultura familiar;
- Promove inclusão social, ao integrar populações historicamente afastadas do mercado financeiro.
Esse movimento é considerado estratégico em uma região que ainda enfrenta desigualdades históricas e depende fortemente de políticas de desenvolvimento regional sustentáveis.
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Portfólio atende diferentes perfis de investidores
Além do InvestAmigo, o Banco do Nordeste mantém uma linha diversificada de fundos de investimento. Assim, são opções que variam conforme o perfil de risco e os objetivos do cliente. Desse modo, inclui fundos de renda fixa, multimercado e soluções voltadas à proteção patrimonial e planejamento de médio e longo prazo.
Em suma, a estratégia é oferecer produtos tanto para quem está começando a investir quanto para clientes que buscam diversificação e maior rentabilidade. Dessa forma, mantêm o foco na segurança e na adequação ao perfil de cada investidor.
Sinal de maturidade do mercado regional
O crescimento de 30% no patrimônio sob gestão também indica um processo de amadurecimento do mercado financeiro no Nordeste, com maior confiança nas instituições regionais e maior participação da população em instrumentos formais de investimento.
Portanto, para analistas do setor, esse avanço é um passo importante para reduzir a dependência de políticas exclusivamente creditícias, criando um ecossistema financeiro mais equilibrado, que combina crédito, poupança e investimento como motores do desenvolvimento econômico.


