A Fonte Nova testemunhou na noite de quinta-feira muito mais do que uma simples vitória. Foi uma declaração. Um manifesto tático e, acima de tudo, uma prova de caráter. Em um jogo que tinha tudo para ser amargo, truncado e decidido nos detalhes, o Bahia não apenas venceu o Fluminense por 1 a 0, como provou ao país que sua força vai além do elenco: é um celeiro de talentos pronto para vestir a amarelinha.
E o homem que mais grita essa afirmação é ninguém menos que o técnico Rogério Ceni. A princípio, após o triunfo, ele não economizou palavras e deu uma declaração que ecoou muito além dos vestiários: “Escutem o que eu estou falando: fatalmente teremos um segundo jogador convocado para a seleção brasileira neste ano.”
Ao mesmo tempo, e recado está dado, Carlo Ancelotti. E o nome desse segundo jogador, que já parece ter um lugar cativo na previsão de Ceni, é Luciano Juba.
Como se ganha um jogo sem jogar bonito
O futebol não é um ballet. Em mata-mata de Copa do Brasil, a arte often cede lugar à raça, e a beleza à eficiência. O Bahia entrou em campo sentindo as baixas importantes de Caio Alexandre e Ademir. O jogo foi truncado, a criação de jogadas foi sufocada, e as chances foram raras como água no deserto.
O Fluminense pressionou, teve um gol anulado por impedimento e encontrou um muro chamado Ronaldo, o goleiro tricolor que fez intervenções cruciais. O Bahia se doou na marcação, com a defesa sólida sendo a base para tudo. Foi um daqueles jogos que justificam o velho lema do futebol: “Jogo grande não se joga, se ganha.”
E para ganhar, times campeões têm jogadores decisivos. E o Bahia tem dois.

A dupla de ouro: Jean Lucas e Juba
A peça-chave já é conhecida da seleção. Jean Lucas, recém-convocado por Ancelotti, foi a alma do time em meio ao caos. Ele já tinha assustado o Fluminense com uma cabeçada na trave ainda no primeiro tempo. Mas sua qualidade vai além dos chutes: está na visão.
Aos 33 minutos do segundo tempo, em uma das únicas jogadas de clarividência do jogo, Jean Lucas enxergou o que ninguém viu. Uma falta rápida, inteligente, perfeita. Um passe magistral que cortou a defesa e encontrou a corrida perfeita.
E quem chegou com timing de craque? Luciano Juba. O lateral-esquerdo, vivendo o melhor momento de sua carreira, infiltrou-se como um ponta, cortou a marcação e finalizou com frieza para marcar o gol da vitória. O sexto dele na temporada 2025, que o iguala justamente a Jean Lucas na artilharia do time.
Mas Juba não é só gol. É entrega e volume. É o lateral completo que o futebol moderno pede: sete assistências até agora na temporada (contra duas de Jean), mostrando que é um garçom tão eficiente quanto um finalizador.
Empate agora basta para o tricolor avançar
Com a vantagem mínima mas preciosa, o Bahia viaja para o Maracanã precisando apenas de um empate para se garantir em uma semifinal inédita da Copa do Brasil. É um cenário mais do que positivo.
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