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Economia

Agricultura baiana deve seguir em alta em 2026, impulsionada por diversificação

Estimativas da Conab e do IBGE também apontam crescimento na área plantada e na produtividade, com destaque para soja, algodão e outras culturas
Eliseu Lins, da Agência NE9
18 de novembro de 2025 - às 07:45
Atualizado 18 de novembro de 2025 - às 07:45
3 min de leitura

A Secretaria de Agricultura da Bahia (Seagri) projeta um novo avanço para o agronegócio estadual em 2026, com crescimento estimado em 16 das 26 culturas analisadas, segundo dados divulgados pela própria Seagri. Entre os destaques estão cadeias consideradas estratégicas para a economia local, como algodão, café arábica e feijão da primeira safra.

Políticas públicas e tecnologia sustentam expansão

De acordo com o secretário estadual Pablo Barrozo, a diversificação dos cultivos é resultado de políticas ativas de manejo, irrigação e assistência técnica desenvolvidas pela Seagri. “A pasta mantém diálogo constante com produtores e entidades do setor, buscando aumentar produtividade e mitigar oscilações climáticas e de mercado”, afirmou.

O investimento em parcerias público-privadas e o uso de novas tecnologias agrícolas têm aumentado a eficiência das lavouras baianas, ajudando os agricultores a reduzir riscos.

Barra do Choça. Foto Wuiga Rubini

Safra de 2025 bate recorde histórico

Segundo projeções do IBGE (LSPA), a Bahia deve alcançar 12,84 milhões de toneladas de grãos em 2025 — um salto de 12,8% em relação ao ano anterior.

Estimativas da Conab e do IBGE também apontam crescimento na área plantada e na produtividade, com destaque para soja, algodão e outras culturas.

Culturas que puxam o crescimento em 2026

  • Café arábica: há projeção de alta acima de 40%, motivada por investimentos em renovação das lavouras e melhoria genética, segundo a Seagri.
  • Feijão (1ª safra): estimativa de crescimento de 23,5%, impulsionada pela maior adoção de sementes adaptadas ao clima semiárido e expansão da irrigação.
  • Algodão: mantém trajetória positiva, com expectativa de alta de 6,5%. Isso consolida a Bahia como um dos principais produtores nacionais desse grão.

Panorama geral: nem tudo sobe

Embora muitos cultivos estejam projetados para avançar, a safra total de grãos prevista para 2026 pode registrar uma leve retração de 4%, segundo a Seagri, devido ao desempenho mais contido de culturas como soja e milho, que respondem por grande parte da produção estadual.

Mesmo assim, o algodão, por sua vez, deve sustentar bons resultados, contribuindo significativamente para o valor agregado da produção baiana.

Riscos e variáveis que podem alterar as projeções

As estimativas de crescimento para 2026 fazem parte do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do IBGE e estão sujeitas a variações importantes. Entre os fatores de risco:

  • Condições climáticas (seca, excesso de chuva, eventos extremos)
  • Alterações no ritmo de plantio ou nos investimentos
  • Flutuações nos preços internacionais de commodities

A Bahia se consolida como um polo agrícola cada vez mais diversificado e moderno. O crescimento previsto para 2026 reflete uma estratégia ampliada de valorização de culturas tradicionais e novas, apoiada por políticas públicas, tecnologia e parcerias. Mesmo com possíveis desafios, o otimismo para o agronegócio baiano é claro — especialmente para produtores de café, algodão e feijão.

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Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.