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VÍDEO: Chuvas transformam paisagem de paraíso turístico do Nordeste

Você conhece Jericoacoara, aquele paraíso de dunas e lagoas no Ceará? O lugar é lindo, mas nesta última terça-feira (27) a realidade foi bem diferente das paisagens de cartão-postal. Uma forte chuva transformou as ruas de areia ...
Redação, da Agência NE9
28 de janeiro de 2026 - às 06:13
Atualizado 28 de janeiro de 2026 - às 06:13
4 min de leitura

Você conhece Jericoacoara, aquele paraíso de dunas e lagoas no Ceará? O lugar é lindo, mas nesta última terça-feira (27) a realidade foi bem diferente das paisagens de cartão-postal. Uma forte chuva transformou as ruas de areia em verdadeiros rios, alagando casas, comércios e causando muitos transtornos para quem mora e visita esse pedacinho do Nordeste.

Assim, vamos entender o que aconteceu, os impactos e uma polêmica que veio à tona: para onde vai o dinheiro da taxa de turismo?

O Temporal que Mudou a Paisagem de Jeri

Na terça-feira (27), a chuva não deu trégua em Jijoca de Jericoacoara. Em pouco tempo, caíram 102 milímetros de água – uma quantidade muito grande para um curto período. Para você ter ideia, foi a terceira maior chuva do estado!

O resultado não poderia ser outro: as ruas, que são naturalmente de areia, viraram canais de água corrente. A força da enxurrada invadiu estabelecimentos e residências, tanto no centro da cidade quanto na famosa Vila de Jericoacoara (Jeri), deixando moradores e turistas em alerta.

População cobra estrutura

O prefeito, Leandro Cezar, explicou que a geografia da vila, com ruas de areia e sem sistema de drenagem urbana, dificulta o escoamento de uma chuva tão intensa e rápida. É um ponto válido.

No entanto, muitos moradores e trabalhadores locais levantaram uma questão importante: a cobrança da taxa de turismo. Em 2025, o município arrecadou mais de R$ 13 milhões com essa taxa, paga por todos os visitantes que acessam a Vila.

A pergunta que fica é: se há tanto dinheiro entrando especificamente para a manutenção de Jeri, por que a estrutura não consegue lidar com eventos como esse?

O Dinheiro da Taxa: Manutenção ou Gestão?

Ao mesmo tempo, o prefeito defendeu a aplicação dos recursos. De acordo com ele, a taxa é usada para:

  • Limpeza da vila.
  • Usina de reciclagem.
  • Manutenção geral.
  • Custeio da administração da vila (via Adejeri).
  • Fundo para eventos.

Por outro lado, a população questiona se esse valor não poderia ser também investido em melhorias mais profundas na infraestrutura e urbanização, que poderiam prevenir danos em temporais como este.

Os Quebra-Molas que Viraram Barreiras

Contudo, um problema específico piorou a situação: os quebra-molas. Instalados para controlar a velocidade de veículos como buggys e motos, eles acabaram funcionando como barragens. Desse modo, represou a água da chuva e direcionando a enxurrada para dentro das casas.

Um guia turístico ouvido pela reportagem contou: “As casas sendo invadidas pela chuva por conta do quebra-mola, porque a água fica empoçada… e invade as casas”.

Diante dos estragos, o prefeito afirmou que um dos quebra-molas que causou alagamento em uma residência será removido imediatamente.

Resumo dos Pontos-Chave:

Em suma, para ficar mais claro, veja na tabela abaixo os dois lados da situação:

O Problema (Chuva & Alagamento)A Explicação da PrefeituraA Cobrança de Moradores e Comerciantes
102 mm de chuva em pouco tempo.Geografia local e falta de drenagem nas ruas de areia.Questionam o uso dos R$ 13 mi da taxa de turismo arrecadados em 2025.
Invasão de água em casas e comércios.Foi um evento climático extremo e rápido.Cobram investimento em infraestrutura para prevenir danos.
Quebra-molas impediram o escoamento e pioraram alagamentos.Foram instalados a pedido dos moradores para controle de velocidade.Os obstáculos pioraram o problema, direcionando água para as residências.
Transtorno geral para comunidade e turismo.Equipes em plantão para recuperar estragos.Sentem que a arrecadação não se reverte em melhoria visível para a vila.

E Agora?

Enquanto as equipes municipais trabalham para limpar e recuperar os estragos, o temporal deixou uma lição clara: Jericoacoara precisa de um olhar atento para o seu planejamento urbano.

É preciso equilibrar a preservação do charme rústico da vila com a implementação de soluções inteligentes que garantam segurança e qualidade de vida para quem vive ali e recebe os turistas.