Arquipélago pernambucano foi lembrado como área-chave para o controle do Atlântico Sul desde a Segunda Guerra Mundial
Em um momento em que Donald Trump volta a dominar as pautas dos noticiários internacionais, o Nordeste brasileiro reaparece no radar geopolítico dos Estados Unidos. Nas redes socais, muitas já especulam e em maio de 2025, o presidente norte americano já havia tocado no assunto.
A princípio, Trump já mencionou a importância estratégica da região, citando uma suposta “contrapartida” pelas melhorias feitas pelos EUA durante a Segunda Guerra Mundial em áreas consideradas vitais para o controle aéreo e marítimo do Atlântico. Nesse cenário histórico e estratégico, Fernando de Noronha, em Pernambuco, assume papel central.
Localizado em uma posição privilegiada no Atlântico Sul, o arquipélago de Fernando de Noronha é reconhecido há décadas como um ponto estratégico natural para monitoramento de rotas marítimas e aéreas entre a América do Sul, a África e a Europa.
Durante a Segunda Guerra Mundial, essa condição levou o governo brasileiro a transformar a ilha em Território Federal, facilitando sua utilização para fins militares e logísticos.
Base estratégica no Atlântico e presença histórica dos EUA

Naquele período, Fernando de Noronha integrou um conjunto de bases consideradas fundamentais para a defesa do continente americano. A ilha funcionava como apoio para operações de vigilância e abastecimento, complementando estruturas instaladas em outros pontos do Nordeste, especialmente no Rio Grande do Norte, então visto como o trecho mais próximo do continente africano.
A presença norte-americana deixou reflexos diretos na infraestrutura local, com investimentos em pistas de pouso, sistemas de comunicação e logística militar. Esses avanços ajudaram a consolidar Noronha como um dos principais pontos de controle do Atlântico Sul no contexto da guerra.
Importância estratégica permanece no cenário atual

Passadas décadas, Fernando de Noronha mantém sua relevância, agora sob novas perspectivas. Além de ser um dos destinos turísticos mais valorizados do Brasil, o arquipélago segue observado como um ativo estratégico para segurança marítima, soberania nacional e monitoramento de rotas internacionais.
Especialistas em geopolítica e defesa apontam que ilhas oceânicas ganham ainda mais importância em um cenário global marcado por disputas comerciais, instabilidade política e reconfiguração de alianças internacionais.
Nesse contexto, Fernando de Noronha surge como peça-chave em discussões sobre defesa, meio ambiente e presença estratégica no Atlântico Sul.
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Nordeste no centro do debate internacional
Ao trazer novamente o Nordeste para o centro das atenções, as declarações de Trump reacendem debates históricos sobre a relação entre Brasil e Estados Unidos. Mais do que uma lembrança do passado, Fernando de Noronha simboliza como a geografia nordestina continua influenciando decisões estratégicas globais, agora sob novas agendas econômicas, ambientais e de segurança.
Assim, o arquipélago pernambucano vai além do turismo e da preservação ambiental. Fernando de Noronha se consolida como um território onde história, soberania e geopolítica se encontram, reforçando o papel estratégico do Nordeste brasileiro no cenário internacional.


