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Salão do Artesanato Paraibano reforça o potencial dos artesãos do estado

O 41º Salão do Artesanato Paraibano, que começa nesta sexta-feira (9) e segue até 1º de fevereiro, na orla marítima de João Pessoa, chega como um dos eventos mais estratégicos do ano para a valorização, ...
Eliseu Lins, da Agência NE9
9 de janeiro de 2026 - às 06:33
Atualizado 9 de janeiro de 2026 - às 06:33
4 min de leitura

O 41º Salão do Artesanato Paraibano, que começa nesta sexta-feira (9) e segue até 1º de fevereiro, na orla marítima de João Pessoa, chega como um dos eventos mais estratégicos do ano para a valorização, visibilidade e geração de renda dos artesãos paraibanos.

Realizado em uma megaestrutura montada no estacionamento do Hotel Tambaú, o Salão consolida-se como a principal vitrine do artesanato do estado em um período de alta temporada turística.

Com o tema “Mosaico — Arte em cada parte”, a edição de 2026 homenageia os artesãos mosaicistas, destacando uma linguagem artística que traduz identidade, memória e inovação. Ao todo, 600 expositores participam do evento, considerado o mais inovador de sua história.

Coletiva Salão do Artesanato 2026

Artesanato como motor de renda e inclusão produtiva

O Salão do Artesanato Paraibano é apontado pelo próprio setor como a maior oportunidade anual de comercialização direta para artesãs e artesãos do estado.

A princípio, a realização em janeiro, durante o verão e as férias, potencializa as vendas, o contato com novos públicos e a abertura de mercados, especialmente junto a turistas nacionais e estrangeiros.

Design, inovação e valorização do saber tradicional

Um dos grandes diferenciais desta edição é a apresentação de peças inéditas, desenvolvidas a partir de oficinas criativas ministradas ao longo de 2025 por nomes reconhecidos nacionalmente, como Ronaldo Fraga, Lu Azevedo, Renato Imbroisi e Sergio Mattos. O resultado é um artesanato que alia design contemporâneo, identidade cultural e maior competitividade no mercado.

Segundo a gestora do PAP, Marielza Rodriguez, o Salão materializa um trabalho contínuo de capacitação das comunidades artesãs.

“Os artesãos estão apresentando aqui o resultado de um ano inteiro de formação. São coleções inéditas no crochê, no labirinto, na renda renascença, abrindo novos mercados e atendendo a um público que buscava inovação sem perder a essência do artesanato genuíno”, destacou.

Estrutura garante igualdade de oportunidades aos expositores

A edição 2026 conta com uma área coberta de 6 mil metros quadrados, totalmente climatizada, garantindo conforto para o público e melhores condições de exposição e venda. O projeto arquitetônico assegura que todos os estandes sejam igualmente visitados, promovendo oportunidades justas de comercialização para cada artesão participante.

A fachada do evento, assinada pelo designer Sergio Mattos, homenageia o mosaico com inspiração nas cores do mar de João Pessoa, reforçando a identidade cultural paraibana e elevando a autoestima de quem produz e de quem visita.

Impacto econômico, cultural e social

Para a secretária de Estado do Turismo e Desenvolvimento Econômico, Rosália Lucas, o Salão comprova a viabilidade econômica do artesanato.

“O artesanato paraibano evoluiu em design, qualidade e valor agregado, sem perder sua autenticidade. Isso tem impacto direto na geração de renda e na melhoria da qualidade de vida de centenas de famílias”, afirmou.

Além do viés econômico, o evento mantém seu caráter solidário: a entrada é 1 kg de alimento não perecível, que será destinado a entidades que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade social na Grande João Pessoa.

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Homenagem amplia visibilidade dos artesãos mosaicistas

Nesta edição, nove artesãos mosaicistas são homenageados, reforçando o reconhecimento a trajetórias construídas ao longo de anos. Para Tereza Cristina, uma das homenageadas, o Salão representa uma vitrine única.
“O Salão do Artesanato é uma janela de oportunidades, de visibilidade e de credibilidade. Essa homenagem reforça o valor do nosso trabalho”, afirmou.

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.