Estado foi destaque durante a COP30 como exemplo de preservação ambiental
Nesta semana em que o mundo volta os olhos à COP30 — realizada em Belém (Pará) —, Alagoas começa a ganhar atenção por um desempenho ambiental positivo que coloca o estado como referência no Nordeste. De acordo com um levantamento do CLP, Alagoas registra o menor índice de desmatamento da Região Nordeste. A princípio, o estado tem uma proporção de 0,1 entre área desmatada e área total geográfica.
O que mede esse índice e por que importa
O estudo define o indicador como a razão entre a área total desmatada e a extensão territorial de cada unidade federativa. Assim, permite comparar de forma proporcional o impacto da perda de vegetação em diferentes estados.
No caso de Alagoas, o valor de 0,1 revela que, para cada 100 km² de área total, apenas 0,1 km² em média foi apontado como desmatado no período de referência. Desse forma, esse número reflete uma situação mais favorável em comparação aos demais estados nordestinos.

Outros avanços ambientais marcados durante a COP30
Além da baixa taxa de desmatamento, Alagoas também obteve progressos em outros indicadores ambientais, segundo o CLP:
- O estado ocupa agora o 2º lugar no Nordeste e a 11ª posição no Brasil no indicador que relaciona emissões brutas de CO₂ (subtraídas das remoções) com o Produto Interno Bruto (PIB).
- Alagoas ampliou a cobertura de coleta seletiva de resíduos sólidos domiciliares em áreas urbanas, passando ao 2º lugar na região Nordeste nessa métrica, atrás apenas de Sergipe.
- Na COP30, o estado apresentou iniciativas como o programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e o Selo Alagoas pelo Clima, voltadas à conservação de biomas e reconhecimento de boas práticas das empresas.
Por que este destaque faz diferença
- Imagem nacional reforçada – Em um evento global como a COP30, o destaque coloca Alagoas em posição visível no debate sobre preservação ambiental.
- Atratividade para investimentos verdes – Baixo índice de desmatamento e políticas de sustentabilidade podem atrair investimentos em energias limpas, turismo ecológico e projetos de compensação ambiental.
- Referência no Nordeste – Em uma região com historicamente maiores pressões ambientais, esse avanço demonstra que existe capacidade institucional para reverter cenários de degradação.
- Catalisador de políticas públicas – Ao mesmo tempo, os resultados reforçam que ações como coleta seletiva, PSA e uso de etanol têm efeitos concretos. Desse modo, podem servir de modelo para outros estados.
Enquanto líderes mundiais se reúnem na COP30 para debater o futuro do clima, Alagoas mostra que as transformações locais começam com indicadores concretos. O fato de ter o menor impacto proporcional de desmatamento no Nordeste joga luz sobre a importância de políticas públicas bem direcionadas e compromissos contínuos com o meio ambiente.
Se o estado mantiver esse ritmo de avanço, poderá não apenas melhorar sua posição no ranking, mas também atrair novas oportunidades econômicas alinhadas à sustentabilidade, consolidando-se como um polo verde em pleno Nordeste brasileiro.
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