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Saiba qual estado registrou o menor índice de desmatamento do Nordeste

Estado foi destaque durante a COP30 como exemplo de preservação ambiental Nesta semana em que o mundo volta os olhos à COP30 — realizada em Belém (Pará) —, Alagoas começa a ganhar atenção por um ...
Eliseu Lins, da Agência NE9
14 de novembro de 2025 - às 07:14
Atualizado 14 de novembro de 2025 - às 07:14
3 min de leitura

Estado foi destaque durante a COP30 como exemplo de preservação ambiental

Nesta semana em que o mundo volta os olhos à COP30 — realizada em Belém (Pará) —, Alagoas começa a ganhar atenção por um desempenho ambiental positivo que coloca o estado como referência no Nordeste. De acordo com um levantamento do CLP, Alagoas registra o menor índice de desmatamento da Região Nordeste. A princípio, o estado tem uma proporção de 0,1 entre área desmatada e área total geográfica.

O que mede esse índice e por que importa

O estudo define o indicador como a razão entre a área total desmatada e a extensão territorial de cada unidade federativa. Assim, permite comparar de forma proporcional o impacto da perda de vegetação em diferentes estados.

No caso de Alagoas, o valor de 0,1 revela que, para cada 100 km² de área total, apenas 0,1 km² em média foi apontado como desmatado no período de referência. Desse forma, esse número reflete uma situação mais favorável em comparação aos demais estados nordestinos.

Apa de Murici foto Agencia Alagoas

Outros avanços ambientais marcados durante a COP30

Além da baixa taxa de desmatamento, Alagoas também obteve progressos em outros indicadores ambientais, segundo o CLP:

  • O estado ocupa agora o 2º lugar no Nordeste e a 11ª posição no Brasil no indicador que relaciona emissões brutas de CO₂ (subtraídas das remoções) com o Produto Interno Bruto (PIB).
  • Alagoas ampliou a cobertura de coleta seletiva de resíduos sólidos domiciliares em áreas urbanas, passando ao 2º lugar na região Nordeste nessa métrica, atrás apenas de Sergipe.
  • Na COP30, o estado apresentou iniciativas como o programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e o Selo Alagoas pelo Clima, voltadas à conservação de biomas e reconhecimento de boas práticas das empresas.

Por que este destaque faz diferença

  1. Imagem nacional reforçada – Em um evento global como a COP30, o destaque coloca Alagoas em posição visível no debate sobre preservação ambiental.
  2. Atratividade para investimentos verdes – Baixo índice de desmatamento e políticas de sustentabilidade podem atrair investimentos em energias limpas, turismo ecológico e projetos de compensação ambiental.
  3. Referência no Nordeste – Em uma região com historicamente maiores pressões ambientais, esse avanço demonstra que existe capacidade institucional para reverter cenários de degradação.
  4. Catalisador de políticas públicas – Ao mesmo tempo, os resultados reforçam que ações como coleta seletiva, PSA e uso de etanol têm efeitos concretos. Desse modo, podem servir de modelo para outros estados.

Enquanto líderes mundiais se reúnem na COP30 para debater o futuro do clima, Alagoas mostra que as transformações locais começam com indicadores concretos. O fato de ter o menor impacto proporcional de desmatamento no Nordeste joga luz sobre a importância de políticas públicas bem direcionadas e compromissos contínuos com o meio ambiente.

Se o estado mantiver esse ritmo de avanço, poderá não apenas melhorar sua posição no ranking, mas também atrair novas oportunidades econômicas alinhadas à sustentabilidade, consolidando-se como um polo verde em pleno Nordeste brasileiro.

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Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.