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Economia

RN pode atrair R$ 2,5 bilhões em mineração de ferro

O Rio Grande do Norte avança em direção a um novo ciclo de desenvolvimento econômico com a previsão de R$ 2,5 bilhões em investimentos no setor mineral até 2028. A princípio, o aporte será realizado ...
Eliseu Lins, da Agência NE9
27 de março de 2026 - às 07:22
Atualizado 27 de março de 2026 - às 07:22
4 min de leitura

O Rio Grande do Norte avança em direção a um novo ciclo de desenvolvimento econômico com a previsão de R$ 2,5 bilhões em investimentos no setor mineral até 2028.

A princípio, o aporte será realizado pela Fomento do Brasil por meio do Projeto Ferro Potiguar, atualmente em fase de tramitação administrativa.

A iniciativa é considerada estratégica pelo Governo do Estado e deve impulsionar a economia, gerar empregos e fortalecer a cadeia produtiva industrial potiguar.

Mega investimento deve gerar empregos e qualificação

Durante reunião com representantes da empresa, a governadora Fátima Bezerra destacou a importância de um crescimento sustentável e inclusivo.

O projeto prevê a geração de aproximadamente 4,5 mil empregos diretos e indiretos na fase de implantação. Além disso, a empresa planeja capacitar cerca de 2 mil profissionais em parceria com o Instituto Estadual de Educação Profissional (IERN), fortalecendo a mão de obra local.

Segundo a empresa, o projeto vem sendo estruturado há oito anos, o que reforça o nível de planejamento e maturidade da iniciativa.

Industrialização pode ampliar valor agregado

Um dos diferenciais do Projeto Ferro Potiguar é a possibilidade de industrialização do aço dentro do próprio estado, utilizando energia renovável. Dessa maneira, a estratégia visa aumentar o valor agregado da produção antes da exportação.

Inicialmente, o minério de ferro produzido no RN será destinado a mercados internacionais como China, Estados Unidos, Itália e países do Oriente Médio, ampliando a presença do estado no comércio global.

Essa mudança de perfil — da extração para a industrialização — é vista por especialistas como um avanço importante para economias regionais, pois gera mais empregos qualificados e maior arrecadação.

Porto de Natal ganha papel estratégico

Outro ponto central do projeto é a logística. A empresa venceu, em fevereiro de 2026, o leilão para operar o Pátio Norte do Porto de Natal, com investimento previsto de R$ 55 milhões ao longo de 15 anos.

A área será utilizada principalmente para o escoamento do minério de ferro, o que deve transformar o porto em um hub logístico relevante para o setor mineral.

De acordo com a Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), a movimentação no porto pode quadruplicar com a operação do projeto, ampliando a competitividade do estado no cenário nacional.

Sustentabilidade e responsabilidade social em foco

O Governo do Estado reforçou que o avanço do projeto está condicionado ao cumprimento de critérios ambientais e sociais. Assim, orgãos como o Idema participam do processo de análise para garantir que o desenvolvimento ocorra de forma equilibrada.

A governadora Fátima Bezerra destacou que grandes investimentos precisam dialogar com a população local e assegurar compensações ambientais, promovendo justiça social.

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O Projeto Ferro Potiguar simboliza uma transição importante na economia do Rio Grande do Norte. Semdo assim, a expectativa é que o estado avance de atividades mais básicas, como o garimpo, para uma cadeia produtiva mais estruturada e industrializada.

Esse movimento acompanha uma tendência nacional de valorização de recursos minerais com maior processamento, agregando valor e fortalecendo a economia regional.

Principais números do projeto:

  • Investimento total: R$ 2,5 bilhões até 2028
  • Empregos gerados: 4,5 mil (diretos e indiretos)
  • Profissionais capacitados: 2 mil
  • Investimento no Porto de Natal: R$ 55 milhões
  • Prazo da concessão portuária: 15 anos

Portanto, com investimentos robustos, foco em qualificação e integração logística, o Rio Grande do Norte se posiciona como um novo polo estratégico da mineração no Brasil. O projeto reforça o potencial do Nordeste como protagonista no desenvolvimento econômico sustentável e na inserção em mercados internacionais.

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.