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Praias do Nordeste: cuidados ao tomar banho de mar em locais desconhecidos

As praias do Nordeste brasileiro se destacam pela beleza natural, águas quentes e paisagens preservadas. Muitas delas ficam afastadas dos grandes centros urbanos e recebem poucos visitantes ao longo do ano. A princípio, esse cenário ...
Eliseu Lins, da Agência NE9
30 de dezembro de 2025 - às 06:57
Atualizado 30 de dezembro de 2025 - às 06:57
4 min de leitura

As praias do Nordeste brasileiro se destacam pela beleza natural, águas quentes e paisagens preservadas. Muitas delas ficam afastadas dos grandes centros urbanos e recebem poucos visitantes ao longo do ano.

A princípio, esse cenário garante tranquilidade e contato direto com a natureza, mas também exige atenção redobrada, especialmente em praias sem infraestrutura e com características naturais específicas, como formações rochosas, lajes e recifes.

Praia de Tambaba
Praia de Tambaba Foto Marco Pimentel PBTur

Beleza natural e riscos invisíveis

O isolamento e o aspecto selvagem de algumas praias nordestinas são atrativos para turistas em busca de sossego. No entanto, a ausência de sinalização, salva-vidas e serviços de apoio torna essencial o conhecimento prévio sobre os riscos naturais do local.

Assim, entre os principais perigos estão as correntes de repuxo, comuns em praias com pedras, lajes submersas e recifes, características frequentes no litoral do Nordeste.

Correntes de repuxo: atenção redobrada em áreas com pedras e lajes

Ao mesmo tempo, as correntes de repuxo, também conhecidas como correntes de retorno, são fluxos de água que puxam o banhista rapidamente em direção ao mar aberto.

Elas se formam, com frequência, em praias onde há formações de pedras, lajes e recifes, pois essas estruturas alteram o movimento natural das ondas.

Nessas áreas, a água que se acumula entre as pedras busca um caminho de saída, criando canais estreitos e mais profundos, onde a corrente se intensifica.

Como identificar uma corrente de repuxo

  • Trechos do mar com água mais escura;
  • Faixa sem formação de ondas quebrando;
  • Espuma, folhas ou algas sendo puxadas para o alto-mar;
  • Presença de pedras ou lajes próximas ao local de banho.

Em praias pouco movimentadas, esses sinais passam despercebidos por quem não conhece o local.

O que fazer se for pego por um repuxo

  • Evite nadar contra a corrente;
  • Mantenha a calma e flutue;
  • Nade lateralmente, paralelo à praia, até sair da corrente;
  • Após escapar, retorne à areia com apoio das ondas.

Essas orientações podem salvar vidas, especialmente em praias sem vigilância.

Avalie sempre as condições do mar

Antes de entrar no mar, observe o comportamento das ondas e converse com moradores, pescadores ou comerciantes locais. Eles conhecem os pontos mais seguros para banho e os locais que devem ser evitados.

Sempre que possível:

  • Dê preferência a áreas de águas mais calmas;
  • Evite banho próximo a pedras e lajes, mesmo com mar aparentemente tranquilo;
  • Redobre a atenção em dias de maré alta ou ressaca.

Atenção à maré e aos horários

No Nordeste, a variação da maré pode mudar completamente o cenário da praia. Em locais com recifes, a maré baixa pode expor pedras e piscinas naturais, enquanto a maré cheia aumenta o risco de correntes fortes.

Recomenda-se:

  • Consultar a tábua de marés antes da visita;
  • Evitar permanência prolongada em praias isoladas durante a subida da maré;
  • Planejar trilhas e acessos considerando o horário da maré alta.

Segurança pessoal e planejamento

Em praias pouco frequentadas, evite visitar sozinho. Informe alguém sobre o destino, leve celular carregado e observe os acessos de entrada e saída.

Outros cuidados importantes:

  • Não ostentar objetos de valor;
  • Evitar horários de pouca circulação;
  • Conhecer rotas alternativas de retorno.

Estrutura limitada exige preparação

Em suma, praias isoladas raramente contam com quiosques ou serviços. Por isso, leve água potável, alimentos leves, protetor solar e recolha todo o lixo produzido.

O respeito ao meio ambiente é fundamental para a preservação dessas áreas.

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Conhecer praias pouco exploradas do Nordeste é uma experiência única, desde que feita com responsabilidade. Portanto, entender os riscos naturais, especialmente as correntes de repuxo em áreas com pedras e lajes, é essencial para garantir uma visita segura.

Afinal, com informação, planejamento e respeito à natureza, é possível aproveitar o melhor do litoral nordestino e contribuir para sua preservação.

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.