A Paraíba entrou oficialmente no mapa nacional de monitoramento de recifes de corais com a assinatura do primeiro contrato do projeto BNDES Corais, iniciativa que amplia ações de preservação ambiental e fortalece o turismo sustentável no litoral do estado.
A princípio, a ação é coordenada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e executada pelo Instituto Nautilus de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade, com foco em pesquisa científica, restauração ecológica e capacitação técnica.
Na Paraíba, o ponto central do projeto está localizado em Cabedelo, dentro do Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha, uma das áreas mais emblemáticas do turismo ecológico nordestino. A região é conhecida por seus bancos de areia que emergem na maré baixa e por abrigar formações recifais rasas de grande valor ambiental.

Recifes de corais da Paraíba: patrimônio natural e turístico
O litoral paraibano possui diversos trechos com formações recifais que funcionam como barreiras naturais contra a erosão costeira, além de servirem de abrigo para centenas de espécies marinhas. Esses ecossistemas também são responsáveis por impulsionar o turismo de mergulho, passeios náuticos e atividades de educação ambiental.
Entre os principais destaques de recifes de corais no estado estão:
Areia Vermelha – Cabedelo
É o recife mais famoso da Paraíba, formando piscinas naturais de águas claras e rasas. O local recebe visitantes durante todo o ano e é um dos cartões-postais do estado. A área também é unidade de conservação, o que garante regras de uso sustentável.
Picãozinho – João Pessoa
Conjunto de recifes que formam piscinas naturais a poucos quilômetros da orla da capital. É um dos destinos mais procurados por turistas que buscam mergulho com snorkel e observação de peixes coloridos.
Seixas – João Pessoa
Região recifal próxima ao ponto mais oriental das Américas, conhecida pela biodiversidade marinha e pelo visual privilegiado do nascer do sol.
Costa do Conde
Trechos como Coqueirinho e Tambaba apresentam formações recifais menores, porém importantes para a manutenção da fauna marinha e proteção das falésias costeiras.
Ciência e sustentabilidade caminham juntas
O projeto prevê mergulhos científicos, mapeamentos técnicos e análise contínua da saúde dos corais, monitorando cobertura coralínea, presença de espécies invasoras e impactos ambientais. Além disso, haverá oficinas de capacitação para comunidades costeiras e incentivo a atividades econômicas sustentáveis ligadas ao turismo e à pesca artesanal.
A iniciativa também contempla experimentos de restauração ecológica com viveiros de corais no mar e em laboratório, ampliando a capacidade de recuperação de áreas degradadas. Outro diferencial será a criação de um aplicativo voltado ao monitoramento rápido de bioinvasões marinhas.
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Impacto para o turismo e economia azul
O fortalecimento da preservação recifal traz reflexos diretos para o turismo nordestino. Na Paraíba, os recifes funcionam como verdadeiros aquários naturais, atraindo visitantes nacionais e estrangeiros em busca de experiências de contato com a natureza.
Afinal, ao mesmo tempo, a proteção desses ambientes garante a continuidade de atividades econômicas locais, como passeios de barco, mergulho recreativo e turismo de base comunitária.
Portanto, com o avanço das pesquisas e ações de conservação, o estado reforça sua posição como destino estratégico do ecoturismo marinho no Brasil, aliando ciência, preservação ambiental e desenvolvimento sustentável.


