O cinema nacional viveu uma noite histórica graças a uma produção do Nordeste. O filme “O Agente Secreto” foi o grande vencedor do Globo de Ouro. Ao mesmo tempo, a produção conquistou o prêmio de Melhor Filme, além de render ao ator baiano Wagner Moura a estatueta de Melhor Ator. Dessa forma, consolida o filme como um dos maiores destaques do audiovisual brasileiro da história.
Gravado integralmente em Recife, no Nordeste brasileiro, o longa levou para o centro do palco internacional não apenas uma narrativa potente, mas também a força criativa, cultural da região.
A vitória reforça o momento de valorização do cinema nacional e evidencia o Nordeste como território fértil para grandes produções, capazes de dialogar com o público global sem abrir mão de sua identidade.

Reconhecimento internacional e protagonismo nordestino
A premiação consagra um trabalho que une roteiro sólido, direção precisa e atuações marcantes, com destaque para o desempenho do ator baiano, que emocionou público e crítica ao interpretar um personagem denso, carregado de conflitos humanos e sociais.
A princípio, a vitória na categoria de Melhor Ator é vista como um marco para artistas nordestinos, historicamente sub-representados em grandes premiações internacionais.
Ao receber o prêmio, o ator fez questão de destacar suas origens e o impacto simbólico da conquista. “”É um filme sobre memória, a falta dela e um trauma geracional. Eu acho que se um trauma pode ser passado por gerações, os valores também podem. Esse prêmio vai para quem está seguindo seus valores em momentos difíceis”, disse.
“E para todo mundo no Brasil que está assistindo isso agora, viva o Brasil e a cultura brasileira”, completou em português.
Recife como cenário e personagem do filme
Mais do que locação, Recife é parte essencial da narrativa de “O Agente Secreto”. A cidade aparece como pano de fundo vivo da trama, com suas ruas, arquitetura, paisagens urbanas e atmosfera carregada de história. A escolha da capital pernambucana contribuiu para a autenticidade do filme e reforçou a identidade nordestina da obra, elemento elogiado por críticos internacionais.
A produção também movimentou a economia criativa local, gerando empregos diretos e indiretos, envolvendo profissionais da região e fortalecendo o audiovisual nordestino como cadeia produtiva estratégica.
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Vitória que fortalece o cinema brasileiro
A conquista no Globo de Ouro chega em um momento simbólico para o Brasil. Desse modo, reafirma a capacidade do cinema nacional de competir em alto nível no cenário internacional. Dessa maneira,o reconhecimento de “O Agente Secreto” amplia a visibilidade das produções brasileiras, abre portas para novos projetos e fortalece a presença do país em festivais e premiações globais.
Portanto, mais do que prêmios, a noite de ontem representou a confirmação de que o cinema feito no Nordeste, com sotaque, identidade e olhar próprio, tem potência para emocionar o mundo. Afinal, a vitória de “O Agente Secreto” entra para a história como um triunfo da cultura brasileira e um passo decisivo para a consolidação do audiovisual nacional no circuito internacional.


