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Novas regras do Pix entram em vigor e prometem acelerar devolução de valores em golpes

Entraram em vigor nesta segunda-feira (2) as novas regras de segurança do Pix, definidas pelo Banco Central (BC), com foco principal na recuperação mais rápida de valores transferidos de forma indevida. A princípio, as mudanças ...
Eliseu Lins, da Agência NE9
3 de fevereiro de 2026 - às 05:11
Atualizado 3 de fevereiro de 2026 - às 05:11
3 min de leitura
Pix é o pagamento instantâneo brasileiro. O meio de pagamento criado pelo Banco Central (BC) em que os recursos são transferidos entre contas em poucos segundos, a qualquer hora ou dia. É prático, rápido e seguro.

Entraram em vigor nesta segunda-feira (2) as novas regras de segurança do Pix, definidas pelo Banco Central (BC), com foco principal na recuperação mais rápida de valores transferidos de forma indevida. A princípio, as mudanças reforçam mecanismos de combate a golpes, fraudes digitais e situações de coerção envolvendo transferências instantâneas.

A principal atualização é no Mecanismo Especial de Devolução (MED), ferramenta criada em 2021 e agora reformulada para permitir um rastreamento mais eficiente do caminho do dinheiro. Na prática, os recursos poderão ser monitorados mesmo quando forem rapidamente transferidos para outras contas — estratégia comum em crimes financeiros.

Com o novo modelo, o Banco Central estima um aumento significativo na taxa de recuperação de valores. Especialistas do setor financeiro avaliam que as medidas podem reduzir em até 40% os golpes bem-sucedidos envolvendo o Pix.

Outro ponto de destaque é a ampliação da integração entre bancos, instituições de pagamento e órgãos de segurança, além do fortalecimento do autoatendimento nos aplicativos, o que torna a contestação mais simples e ágil para o usuário.

O BC reforça que o MED deve ser utilizado apenas em casos de fraude, suspeita de golpe ou erro operacional da instituição financeira. A ferramenta não se aplica quando o próprio usuário digita a chave Pix errada e envia o valor voluntariamente para outra pessoa.

O que muda com as novas regras do Pix?

MedidaO que significa na prática
MED obrigatórioTodos os bancos e instituições que operam Pix devem adotar a versão 2.0 do mecanismo
Rastreamento entre contasO sistema pode seguir o dinheiro mesmo após transferências sucessivas
Bloqueio automáticoContas com denúncia de fraude podem ser bloqueadas imediatamente
Prazo menor de devoluçãoEstimativa de recuperação em até 11 dias após contestação
Compartilhamento de dadosInstituições passam a trocar informações sobre o trajeto do valor
AutoatendimentoUsuário pode contestar diretamente no app do banco, sem atendimento humano

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Em situações de fraude, o Banco Central orienta que o cliente aja rapidamente para aumentar as chances de recuperação do valor. O fluxo básico funciona da seguinte forma:

  1. Contestar a transação imediatamente pelos canais oficiais do banco;
  2. A instituição de origem comunica a instituição recebedora em até 30 minutos;
  3. Os recursos são bloqueados preventivamente na conta suspeita;
  4. As instituições analisam o caso;
  5. Se confirmada a fraude, o valor é devolvido;
  6. Se não houver indícios, o dinheiro é liberado ao recebedor.

As novas regras representam mais uma etapa na consolidação do Pix como principal meio de pagamento instantâneo do país.

Portanto, com maior rastreabilidade e respostas mais rápidas, o Banco Central busca desestimular o uso de contas para crimes financeiros e ampliar a proteção dos milhões de usuários que utilizam o sistema diariamente.

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.