O nome do ministro da Educação, Camilo Santana (PT), ex-governador do Ceará, vem ganhando força nos bastidores de Brasília como possível escolha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o Ministério da Justiça.
A princípio, a possibilidade já é tratada como real por veículos de alcance nacional, como Band e Valor Econômico, que destacam a busca do Planalto por um perfil mais político e com capacidade de articulação no Congresso Nacional.
De acordo com as informações que circulam em Brasília, aliados do governo avaliam que Camilo reúne atributos considerados estratégicos para a pasta: trânsito político consolidado, experiência administrativa, capacidade de diálogo com o Legislativo e o fato de já ter comandado um estado do Nordeste por dois mandatos consecutivos.

Articulação política envolve Ceará e cenário nacional
Na última quarta-feira (7), o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), se reuniu com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, para defender o nome de Camilo Santana. A movimentação é vista, ao mesmo tempo, como articulação nacional e como parte do rearranjo político no Ceará com foco nas eleições de 2026.
Guimarães trabalha para abrir espaço em uma eventual disputa ao Senado, enquanto Camilo Santana avalia cenários. O ministro da Educação ainda não definiu se pretende disputar o Governo do Ceará ou indicar um aliado, decisão que depende diretamente do aval do presidente Lula.
Perfil mais combativo é prioridade no Planalto
Segundo avaliação interna do Palácio do Planalto, o próximo ministro da Justiça deverá ter um perfil mais político e combativo, capaz de enfrentar a oposição e ampliar o diálogo com o Congresso Nacional. A mudança de estratégia ocorre em um momento em que a segurança pública tende a ocupar papel central no debate político e eleitoral nos próximos anos.
Nesse contexto, Camilo Santana surge como um nome que une experiência executiva, articulação federativa e capacidade de negociação, características consideradas fundamentais para o novo desenho da pasta.
Outros nomes enfrentam resistências
Além de Camilo Santana, outros nomes também são mencionados nos bastidores, incluindo auxiliares próximos do presidente Lula e quadros com trajetória no meio jurídico. No entanto, conforme apontam Band e Valor Econômico, parte dessas alternativas enfrenta resistência em setores do Supremo Tribunal Federal (STF), o que reforça a viabilidade política do ex-governador cearense.
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Nordeste em evidência no centro do poder
Caso a indicação avance, Camilo Santana reforçaria a presença de lideranças nordestinas em cargos estratégicos do governo federal, ampliando o protagonismo político da região no núcleo decisório de Brasília. A possível escolha também sinaliza a intenção do Planalto de fortalecer a interlocução política em um período marcado por disputas institucionais e pelo avanço do debate sobre segurança pública no país.
A definição sobre o futuro comando do Ministério da Justiça deve ocorrer nas próximas semanas, mas, nos bastidores, o nome de Camilo Santana já figura entre os mais competitivos da lista.


