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Política

Nordestino pode mudar de função no Planalto e ir para o Ministério da Justiça

De acordo com as informações que circulam em Brasília, aliados do governo avaliam que Camilo reúne atributos considerados estratégicos para a pasta: trânsito político consolidado, experiência administrativa, capacidade de diálogo com o Legislativo
Eliseu Lins, da Agência NE9
8 de janeiro de 2026 - às 10:05
Atualizado 8 de janeiro de 2026 - às 10:05
4 min de leitura

O nome do ministro da Educação, Camilo Santana (PT), ex-governador do Ceará, vem ganhando força nos bastidores de Brasília como possível escolha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o Ministério da Justiça.

A princípio, a possibilidade já é tratada como real por veículos de alcance nacional, como Band e Valor Econômico, que destacam a busca do Planalto por um perfil mais político e com capacidade de articulação no Congresso Nacional.

De acordo com as informações que circulam em Brasília, aliados do governo avaliam que Camilo reúne atributos considerados estratégicos para a pasta: trânsito político consolidado, experiência administrativa, capacidade de diálogo com o Legislativo e o fato de já ter comandado um estado do Nordeste por dois mandatos consecutivos.

Camilo Santana em anúncio no PI Foto Gabriel Paulino
Camilo Santana em anúncio no PI Foto Gabriel Paulino

Articulação política envolve Ceará e cenário nacional

Na última quarta-feira (7), o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), se reuniu com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, para defender o nome de Camilo Santana. A movimentação é vista, ao mesmo tempo, como articulação nacional e como parte do rearranjo político no Ceará com foco nas eleições de 2026.

Guimarães trabalha para abrir espaço em uma eventual disputa ao Senado, enquanto Camilo Santana avalia cenários. O ministro da Educação ainda não definiu se pretende disputar o Governo do Ceará ou indicar um aliado, decisão que depende diretamente do aval do presidente Lula.

Perfil mais combativo é prioridade no Planalto

Segundo avaliação interna do Palácio do Planalto, o próximo ministro da Justiça deverá ter um perfil mais político e combativo, capaz de enfrentar a oposição e ampliar o diálogo com o Congresso Nacional. A mudança de estratégia ocorre em um momento em que a segurança pública tende a ocupar papel central no debate político e eleitoral nos próximos anos.

Nesse contexto, Camilo Santana surge como um nome que une experiência executiva, articulação federativa e capacidade de negociação, características consideradas fundamentais para o novo desenho da pasta.

Outros nomes enfrentam resistências

Além de Camilo Santana, outros nomes também são mencionados nos bastidores, incluindo auxiliares próximos do presidente Lula e quadros com trajetória no meio jurídico. No entanto, conforme apontam Band e Valor Econômico, parte dessas alternativas enfrenta resistência em setores do Supremo Tribunal Federal (STF), o que reforça a viabilidade política do ex-governador cearense.

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Caso a indicação avance, Camilo Santana reforçaria a presença de lideranças nordestinas em cargos estratégicos do governo federal, ampliando o protagonismo político da região no núcleo decisório de Brasília. A possível escolha também sinaliza a intenção do Planalto de fortalecer a interlocução política em um período marcado por disputas institucionais e pelo avanço do debate sobre segurança pública no país.

A definição sobre o futuro comando do Ministério da Justiça deve ocorrer nas próximas semanas, mas, nos bastidores, o nome de Camilo Santana já figura entre os mais competitivos da lista.

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.