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Nordeste tem produção de salsichas e geleias com sobras de peixe

Na região Nordeste do Brasil, pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estão inovando na produção de alimentos a partir de resíduos da tilápia, o peixe mais cultivado no país. Esses resquícios, que antes ...
Eliseu Lins, da Agência NE9
8 de julho de 2024 - às 09:35
Atualizado 8 de julho de 2024 - às 09:35
3 min de leitura

Na região Nordeste do Brasil, pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estão inovando na produção de alimentos a partir de resíduos da tilápia, o peixe mais cultivado no país. Esses resquícios, que antes eram descartados, agora são transformados em deliciosas iguarias como gelatinas proteicas, salsichas, patês e embutidos do tipo apresuntado.

A Embrapa está buscando parcerias com empresas privadas para torná-los acessíveis aos consumidores

Vamos conhecer um pouco mais sobre essas novidades:

  1. Patê de Tilápia:
    • O patê é preparado a partir da carne mecanicamente separada da tilápia.
    • Para dar um toque especial, adiciona-se fibra de abacaxi.
    • Sua fácil digestão o torna uma excelente opção para crianças e idosos que precisam de proteína animal, mas têm dificuldade com o pescado inteiro.
  2. Salsicha e Apresuntado:
    • A salsicha e o apresuntado feitos com tilápia possuem teor reduzido de sódio.
    • Além disso, não contêm corantes artificiais em sua composição.
    • Esses produtos são para todos os públicos, promovendo uma alimentação saudável e sustentável.

Aproveitar os resíduos

O objetivo dessa pesquisa é aproveitar os resíduos da filetagem dos peixes. A tilápia, por ser tão popular no Brasil, gera uma quantidade de sobras que podem virar alimentos saborosos e nutritivos.

As indústrias brasileiras costumam priorizar os cortes mais demandados no mercado, como o filé, que representa cerca de 30% do peixe. No entanto, graças a iniciativas como essa da Embrapa, estamos encontrando maneiras inteligentes de aproveitar ao máximo os recursos disponíveis.

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Segundo a Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA), o Brasil exportou 35 mil toneladas de produtos de reciclagem de pescados em 2022. Esses produtos incluem farinhas, óleos, gorduras e outros resíduos provenientes do abate de peixes, gerando uma receita de aproximadamente US$ 26 milhões.

Em suma,  inspirador ver como a pesquisa e a inovação podem transformar desperdícios em oportunidades, contribuindo para uma alimentação mais sustentável e diversificada. O Nordeste do Brasil está na vanguarda desse movimento, mostrando que é possível fazer mais com menos e cuidar do nosso planeta de forma consciente.

Foto: Embrapa

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Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.