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Nordeste domina ranking das cestas básicas mais baratas do país

O Nordeste é, mais uma vez, a região onde comer é mais barato no Brasil. Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com ...
Eliseu Lins, da Agência NE9
11 de setembro de 2026 - às 11:32
Atualizado 11 de setembro de 2026 - às 11:32
3 min de leitura

O Nordeste é, mais uma vez, a região onde comer é mais barato no Brasil. Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), as capitais nordestinas dominam o ranking das cestas mais acessíveis do país.

Em agosto de 2026, a cesta básica ficou mais barata em 25 das 27 capitais brasileiras analisadas. As quedas mais expressivas ocorreram em Rio Branco (-4,68%), Manaus (-4,55%) e Boa Vista (-4,47%). No Nordeste, os destaques de redução foram Aracaju (-3,89%) e Salvador (-3,30%) .

Contudo, duas capitais registraram alta no período: Maceió (+1,43%) e São Luís (+0,78%) — ambas no Nordeste .

A princípio, o levantamento confirma o Nordeste como a região de alimentação básica mais acessível do país. Ao mesmo tempo, quatro das cinco capitais com os menores valores médios estão na região.

Quais as capitais com a cesta básica mais barata do Brasil?

PosiçãoCapitalValor médio (R$)
Aracaju (SE)R$ 570,98
Natal (RN)R$ 627,42
Maceió (AL)R$ 627,45
Salvador (BA)R$ 628,89
São Paulo (SP) – mais cara do paísR$ 900,59

Antes de mais nada, a diferença entre a cesta mais barata (Aracaju) e a mais cara (São Paulo) é de R$ 329,61 — uma variação de 57,7% .

O que puxou os preços para baixo?

De acordo com o Dieese, os principais responsáveis pela queda no custo da cesta em agosto foram:

  • Batata: caiu em todas as cidades do centro-sul do país, com reduções que variaram entre -34,18% (Brasília) e -14,65% (São Paulo) 
  • Café em pó: o quilo ficou mais barato em 23 das 27 capitais analisadas 
  • Tomate e feijão: também apresentaram queda de preços na maioria das capitais 

Por outro lado, alguns itens ficaram mais caros e pressionaram o orçamento:

  • Pão francês, óleo de soja, leite integral e arroz agulhinha apresentaram aumento de preços na maior parte das capitais analisadas 
Suoermercado. Foto: Eliseu Lins
O Nordeste tem a cesta básica mais barata do Brasil. Foto: Eliseu Lins

Comparação anual: alívio mensal, pressão em 12 meses

Assim, apesar da boa notícia de agosto, a comparação com o mesmo mês do ano passado revela um cenário mais desafiador. Em 25 capitais, o custo da cesta básica aumentou em 12 meses. As quedas ocorreram apenas em Brasília (-0,64%) e Palmas (-0,27%) .

Dessa forma, as altas mais expressivas no acumulado anual foram registradas em:

  • Goiânia: +7,51%
  • Cuiabá: +6,42%
  • Vitória: +6,26% 

Em suma, o resultado de agosto traz um alívio pontual para o bolso do consumidor nordestino, especialmente nas capitais que registraram queda. No entanto, a comparação anual mostra que a inflação dos alimentos ainda pesa. Portanto, o esforço para garantir o básico à mesa segue sendo um dos maiores desafios do trabalhador brasileiro.

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.